Notícias
9 de julho de 2007

O injustificável

A coluna da jornalista Miriam Leitão no jornal O Globo do último sábado fala de um estudo da Esalq (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz) que mostra o potencial de crescimento do cultivo de cana-de-açúcar na região Leste do Pará. Lembra a garantia do presidente Lula a países europeus de que não dá para plantar cana na Amazônia. E rebate a afirmação com a estimativa dos pesquisadores de que a área cultivável com o produto na região é de 9 milhões de hectares, quase uma vez e meia a área plantada atualmente. O estudo leva em conta áreas que não estão protegidas e não têm floresta. Diz que desmatar mais é injustificável. Nada que deixe mais tranqüilo quem se preocupa com meio ambiente no país. “No Brasil, o injustificável acontece”, escreveu Miriam.

Por Redação ((o))eco
9 de julho de 2007
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9 de julho de 2007

Corajoso

O aventureiro britânico Lewis Gordon Pugh começou ontem sua jornada ao Ártico pegando o avião que o levará de Londres até a capital da Finlândia, Helsinki. Ele pretende nadar pelas águas mais frias que um ser humano já enfrentou, de cerca de – 1,8 ºC, criadas pelo derretimento de uma camada de gelo do local. Pugh quer chamar a atenção do mundo sobre os danos causados pelas mudanças climáticas nos ecossitemas mais vulneráveis do planeta. O Ártico é uma região de profunda beleza, mas também de incrível fragilidade. A travessia, que deve durar cerca de vinte e um minutos, vai acontecer no próximo dia 15. A notícia é do The Independent.

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9 de julho de 2007
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9 de julho de 2007

Débito científico

Os cerca de dois mil doutores que estão hoje na Amazônia brasileira são apenas um décimo do necessário para a região, concluíram os participantes da reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) na noite de ontem, em Belém (PA). A falta de especialistas sobre as questões amazônicas foi um dos principais assuntos da abertura do encontro. Trazer cientistas de outras regiões, segundo o reitor da UFPA (Universidade Federal do Pará), Alex Fiúza de Mello, não basta. È preciso formar pessoas da própria localidade. Segundo a Folha de São Paulo, nem o ministro Sergio Rezende, da Ciência e Tecnologia, nem Marina Silva estiveram presentes para responder às críticas. Em texto enviado por escrito, Rezende disse que só em 2006 foram investidos 10 bilhões de reais na Amazônia. Outro assunto levantado pelo presidente da SBPC, Ennio Candotti, é que 70% das pesquisas e informações publicadas sobre região em revistas internacionais são feitas por estrangeiros.

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9 de julho de 2007
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9 de julho de 2007

Resistência

Sabe aquela frase cretina que diz que “dinheiro não é problema, é solução”?. Ela se aplica perfeitamente a Siasconset, uma ilha de endinheirados do Massachussets, nos EUA, que sofre com uma erosão costeira implacável. Com o aquecimento global, é provável que o problema se torne ainda pior. A diferença em relação a outros locais que enfrentam o mesmo drama é que a comunidade local resolveu encarar o problema com o que têm de sobra: grana. Os moradores montaram um fundo para investir 25 milhões de dólares numa obra que vai recompor uma das praias que estão sendo engolidas pelo mar trazendo areia de outros locais. O mais espantoso: eles sabem que todo o trabalho pode precisar ser refeito em apenas cinco anos. A notícia é do The New York Times.

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9 de julho de 2007
Análises
6 de julho de 2007

Nem a escravidão fez tanto quilombo

De Sergio Leão Prezada Andreia, Quero cumprimentá-la pela pesquisa de campo que você vem fazendo na remota e desconhecida região do noroeste do Brasil. Li a recente matéria do Marcos Sá Correia sobre as áreas de quilombolas no Vale do Guaporé. Ouvimos sempre que se tratam de áreas protegidas e local de populações tradicionais mas são notícias de longe. Só pessoas como você para trazer de lá uma história que nos dá uma outra perspectiva muito distinta da dourada pílula que compramos. Parabéns e coragem! Seu trabalho trará grande benefício para a causa ambiental e nos ensinará um pouco mais sobre nosso país. Abs

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6 de julho de 2007
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6 de julho de 2007

Derretendo

O Everest se transformou tanto em conseqüência das mudanças climáticas que, em breve, será difícil reconhecê-lo. O alerta é dado pelos os filhos de Sir Edmund Hillary e Tenzing Norgay, os primeiros homens a escalarem a montanha mais alta do mundo, há 54 anos. A notícia está na capa da edição de hoje do The Independent. A mudança rápida na face do gigante pode ameaçar a sobrevivência de bilhões de pessoas que dependem das geleiras para consumo de água. Um exemplo claro do degelo é a base de acampamento de onde Hillary e Norgay começaram a sua subida: atualmente, ela está 40 metros mais baixa do que em 1953.

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6 de julho de 2007
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6 de julho de 2007

Sem compromisso

Em curta entrevista ao jornal O Estado de São Paulo, o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, disse o óbvio: que não tem como reduzir o carbono emitido por seu produto, o petróleo. Por isso a empresa não vai assinar hoje o acordo de redução de emissões de CO2 proposto pela ONU a um grupo de 150 multinacionais. Em 2006, a empresa emitiu 50 milhões de toneladas de CO2. Gabrielli diz que está tomando medidas para evitar emissões de 18 milhões de toneladas até 2011. Ele acredita que a melhor saída para a questão é o investimento na produção de combustíveis alternativos, como o etanol.

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6 de julho de 2007
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6 de julho de 2007

Confirmação

Há 25 anos, a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) se reuniu para discutir a Amazônia. Agora, volta a discutir o mesmo assunto em Belém, onde acontece sua reunião anual. Em entrevista ao Valor, o atual presidente da SBPC, Ennio Candotti, diz que o estado do Pará atingiu todas as piores previsões feitas pelos cientistas na época. Segundo ele, os principais problemas que assolaram a região no período foram os desastres causados por hidrelétricas, ocupação desordenada, e – é claro – o desflorestamento acelerado.

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6 de julho de 2007
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6 de julho de 2007

Jeitinho

Grandes redes de varejo encontraram uma forma, com apoio de governos, de continuar distribuindo sacos plásticos, mas com redução de impactos ao meio ambiente. O oxibiodegradável, aditivo acrescentado ao plástico tradicional, leva à desintegração das sacolas em poucos meses. Outra notícia do Valor diz que os estados do Paraná e São Paulo aprovaram leis que obrigam os estabelecimentos a darem jeito no problema, com o uso das novas sacolas. Ainda que mais caro, o processo químico é economicamente mais viável que o uso de sacolas de papel. A discussão sobre a eficácia do material e seu impacto no ambiente é intensa: o aditivo, embora usado em outros países, não é aprovado pela Anvisa. O uso de sacolas não-descartáveis, feitas de tecido, também está no projeto de lei paranaense.

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6 de julho de 2007
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6 de julho de 2007

Regime forçado

As baleias do Pacífico estão magrinhas, magrinhas, conta notícia do Los Angeles Times. Cientistas estão intrigados com o alto número de cetáceos considerados abaixo do peso no oceano. Esta é a primeira vez que o fenômeno ocorre desde os anos 1999 e 2000, quando outra população dos animais foi encontrada doente e subnutrida. Os profissionais que estudam esses animais acreditam que o acréscimo da temperatura das águas no Ártico em virtude do recuo das camadas de gelo esteja afastando as colônias de camarões, que antes eram freqüentes na região. Os crustáceos são a principal fonte de alimento dos gigantes dos mares, que passam longo período migratório sem nenhuma refeição.

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6 de julho de 2007
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6 de julho de 2007

Reincidentes

O Ministério Público Federal de Santa Catarina ajuizou ação contra o loteamento “Terras de Navegantes”, que destruiu áreas nativas de restinga em Navegantes. Mais uma vez, mesmo sendo área de preservação permanente, o empreendimento tinha licença ambiental prévia emitida pela Fundação de Meio Ambiente do estado (Fatma) e aprovação da prefeitura municipal.

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6 de julho de 2007
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6 de julho de 2007

Economia

O Greenpeace e o Conselho Europeu de Energia Renovável lançaram nesta sexta-feira um estudo apontando que os custos com eletricidade seriam até dez vezes mais baixos a partir de 2030 se acontecesse a transição da matriz energética para fontes renováveis. O relatório ensina como reduzir pela metade as emissões de gás carbônico e, com isso, poupar 180 bilhões de dólares por ano. Os investimento iniciais seriam de 22 bilhões de dólares – pouco perto das vantagens da nova matriz e dos gastos atuais da ordem de 250 bilhões em subsídios ao carvão e ao gás natural.

Por Redação ((o))eco
6 de julho de 2007