Notícias
7 de dezembro de 2006

Opinião de peso

Por trás da força do MME na condução das discussões da compensação ambiental está a gigante Petrobras. A estatal colocou na mesa um argumento bastante direto: ou se define um teto ou não haverá apoio à compensação. Para amenizar a posição, a Petrobras até aceita que o valor da taxa seja de até 3%. Para ela o importante é um teto definido, pois se não houver, alegam seus técnicos, a compensação vai bagunçar os leilões de blocos de exploração de petróleo. Outra reivindicação da estatal é que não se faça uma metodologia separada para compensação de empreendimentos marítimos.

Por Redação ((o))eco
7 de dezembro de 2006
Análises
7 de dezembro de 2006

Sobre isopor na embalagem de eletrodomésticos

De Lais Salve querido editor, Leio O Eco com prazer, grata pela criatividade, a beleza das imagens, o conteudo. Esta semana eu percebi que um leitor de O Eco não soube como descartar o isopor da embalagem de sua geladeira nova. Eu vivi o mesmo problema, comprei um fogão e uma geladeira e a imensa pilha de isopor e cartolina eu tentei repassar para o entregador da Tele-Rio, que declinou educadamente minha proposta. Fiquei uns dias com o isopor em casa na área de serviço. A geladeira eu deixei sobre a base do isopor que acabou servindo de pé de geladeira. Eu nem sei se isso causa algum outro problema como o aumento do consumo...Acabei jogando o resto fora mas incomodou. Adotando praticas de longo uso dos eletro domesticos eu acredito que minha familia é "uma familia de baixo impacto". Mesmo tendo algum recurso nós evitamos trocar os aparelhos e minha geladeira durou mais de 10 anos. Assim o fogao o micro-ondas e a maquina de lavar , a batedeira, liquidificador, enfim nós demoramos muito para trocar os aparelhos e assim não contribuir para o "dumping" . Por isso eu acho que me impressionei com a quantidade de lixo de isopor que gera a compra de um fogão e uma geladeira.Um abração,

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7 de dezembro de 2006
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6 de dezembro de 2006

Sujeira

Depois de ter conversado longamente com O Eco na manhã desta quarta-feira sobre as delicadas negociações com deputados que querem reduzir os parques estaduais Cristalino I e II, o secretário de meio ambiente de Mato Grosso, Marcos Machado, e a superintendente de bidiversidade de Mato Grosso, Eliane Fachim, souberam na tarde de hoje que ontem os parlamentares aprovaram, na surdina, a segunda votação do substitutivo que tira quase 30 mil hectares das unidades de conservação. Ainda ontem, sem saber o que tinha se passado, a assessoria da Secretaria de Meio Ambiente (Sema) havia garantido que a segunda votação só aconteceria depois do término do diálogo entre técnicos do órgão e deputados.

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6 de dezembro de 2006
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6 de dezembro de 2006

Punhalada

A sujeira dos deputados formados pela bancada ruralista, entre os quais Silval Barbosa, Pedro Satélite, Dilceu Dalbosco e Zeca D'Avila, deixou técnicos da Sema indignados. Ontem mesmo eles haviam recebido a promessa de visita do presidente da Assembléia Legislativa, que iria expor detalhes da duvidosa proposta de redução das unidades de conservação. Além de não ter aparecido, não honrou sua palavra.

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6 de dezembro de 2006
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6 de dezembro de 2006

Nas mãos dele

Pela segunda vez em dois dias, Marcos Machado correu para o gabinete do governador Blairo Maggi para pedir o veto imediato a esse substitutivo. “Ele tem que vetar. Não há qualquer justificativa ambiental e técnica ao projeto dos deputados”, apelou Eliane Fachim, da Sema.

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6 de dezembro de 2006
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6 de dezembro de 2006

Caindo na real

O uso de álcool e biomassa na substituição de combustíveis fósseis tem sido vendido como uma solução quase mágica para todos os problemas energéticos. Mas não há motivo para tanto oba-oba. Reportagem da revista Grist faz um tour pelos impactos ambientais dos biocombustíveis, a começar pela erosão e contaminação da água decorrentes da plantação de soja ou milho em larga escala. Cientistas conscienciosos da questão estudam uma nova forma de produzir etanol, a partir de celulose. Com a nova tecnologia, seria possível obter álcool basicamente de qualquer planta. Até grama. Mas, antes que se crie uma nova febre de animação descontrolada, o texto afirma: produtores devem continuar plantando milho para aproveitar os rejeitos com essa nova técnica. E a previsão é que ela ainda demore alguns anos para ser desenvolvida.

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6 de dezembro de 2006
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6 de dezembro de 2006

Calor medieval

Desde a Idade Média não faz tanto calor nos Alpes europeus nesta época do ano. O alerta é do Instituto Central de Meteorologia e Geodinâmica da Áustria. Só há 1300 anos houve temperaturas tão altas na região. Em reportagem do site Planet Ark, o chefe do órgão cita um estudo que recriou mais de um milênio de padrões climáticos na área. Segundo o cientista, as geleiras alpinas atingiram o maior tamanho por volta de 1850. A poluição industrial iniciada no século XIX começou a afetar o clima no meio do século passado. Agora, as geleiras derretem a todo vapor.

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6 de dezembro de 2006
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6 de dezembro de 2006

Será a despedida?

Os funcionários do Ministério do Meio Ambiente se assustaram nesta quarta-feira com um convite enviado hoje em suas contas de email. Pela primeira vez em seus quatro anos de gestão, a ministra Marina Silva está convocando todos os servidores para uma reunião. A assembléia está marcada para o próximo dia 14 de dezembro. A convocação explica que "o evento tem como objetivo fazer um balanço das ações do ministério e reunir todos os funcionários que, diariamente, contribuem para a implementação da política ambiental".

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6 de dezembro de 2006
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6 de dezembro de 2006

Protesto

Circula na internet um manifesto eletrônico contra o projeto de lei aprovado em primeira votação em Mato Grosso que reduz os parques estaduais Cristalino I e II, no extremo norte do estado. O manifesto é movido pelo Instituto Brasileiro de Ecoturismo e Turismo Sustentável (Ecobrasil) e pela proprietária da RPPN Cristalino, Vitória da Riva Carvalho. Para participar, basta clicar aqui.

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6 de dezembro de 2006
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6 de dezembro de 2006

Direito de resposta

Em resposta às críticas de que a Secretaria de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema) teria recuado depois de conversas com deputados que querem a redução dos parques Cristalino I e II, Marcos Machado, secretário de meio ambiente do estado, esclareceu a O Eco que o órgão mantém a intenção de aprovar a proposta original

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6 de dezembro de 2006
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6 de dezembro de 2006

Indenização aos posseiros de boa-fé

A saída foi propôr aos deputados que essas duas regiões abertas sejam desapropriadas e indenizadas, a exemplo do que está planejado para acontecer em outros quatro pontos de desmatamento no coração do Cristalino. O secretário estima que com o acréscimo de mais essas áreas sejam necessários não seis, mas dez milhões de reais para indenizar

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6 de dezembro de 2006
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6 de dezembro de 2006

Recursos bem-vindos

Machado rebateu as ameaças de corte de recursos do Arpa diante do risco de redução dos parques. E pediu que, em vez delas, os representantes do programa federal discutam em Mato Grosso ações de cooperação. O secretário informou ainda que o governador Blairo Maggi atendeu o pedido da Sema de apenas unificar as unidades de conservação por decreto e já encaminhou um projeto nesse sentido.

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6 de dezembro de 2006