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27 de novembro de 2006

Urbanização européia

A Agência Ambiental Européia lançou hoje um interessante relatório chamado "Expansão Urbana, um desafio ignorado”. Nele se argumenta que o modelo de crescimento das cidades está cada vez mais danoso ao meio ambiente. Desde a década de 50, os europeus estão trocando as construções apertadas dos centros por casas mais distantes, nos subúrbios, onde há mais espaço.O problema é que esta tendência está cada vez mais forte e, como não é planejada, está tranformando paisagens naturais nos entornos das cidades da Europa. Uma das razões para este rápido crescimento é melhoria dos sistemas de transporte, além do aumento de veículos individuais. Uma das regiões onde se observa o avanço urbano são as proximidades da ferrovia que liga Paris a Bruxelas. →

Por Redação ((o))eco
27 de novembro de 2006
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25 de novembro de 2006

Pum

Finalmentem depois de 4 anos ouvindo a maior parte do governo Lula dizer que um dos males do Brasil é o meio ambiente, as Ongs resolveram reagir – mas não muito. Fizeram isso pela tangente, numa nota assinada por cinquenta e uma entidades que não toca na necessidade de conservar a natureza e tampouco critica o modelo de desenvolvimento governista. Seu tom é confuso e tímido. Acusa o presidente de estar cometendo injustiça social contra minorias, juntando nesse saco, índios, quilombolas e, supõem-se pela leitura do texto, ambientalistas e Ministério Público. A nota termina com um sinal de que as Ongs ainda têm esperanças que o presidente pode mudar seu discurso anti-árvores e que ninguém quer briga: "Estamos à disposição do Presidente para um diálogo franco e direto sobre o interesse comum pelo desenvolvimento em sentido amplo". →

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25 de novembro de 2006
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25 de novembro de 2006

Causa

Esse arremedo de indignação por parte das Ongs foi provocada pelo famigerado discurso anti-ambiental que Lula fez recentemente em Barra dos Bugres (MT), num palanque onde tinha ao seu lado Blairo Maggi, sojicultor dos grandes e governador reeleito do estado que nos últimos anos liderou todas as estatísticas de desmatamento na Amazônia. →

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25 de novembro de 2006
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25 de novembro de 2006

Jamegão

A nota tem a assinatura de alguns pesos-pesados na luta ambiental brasileira, como Amigos da Terra, ICV, SOS Mata Atlântica e WWF. Mas há algumas ausências notáveis, como Greenpeace, Conservação Internacional e Instituto Socio Ambiental. →

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25 de novembro de 2006
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24 de novembro de 2006

Estratégia

No início desta semana, técnicos do governo, Ongs e empresários se encontraram para bater o martelo sobre o novo mapa de áreas prioritárias para a conservação do Cerrado. Agora são 331, quase quatro vezes o número definido no último mapa, de 1998. O salto, segundo o Ministério do Meio Ambiente, deve-se a uma nova abordagem da questão, que não é tão nova assim. Leva em consideração a questão social, o que determinou a delimitação de áreas menores, boa parte delas designada para uso sustentável. Na prática, significa que as Reservas Extrativistas passam a fazer parte da estratégia de conservação do governo para o Cerrado. →

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24 de novembro de 2006
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24 de novembro de 2006

Protestos

Na quinta-feira, 23 de novembro, representantes de tribos indígenas do Cerrado que participavam de uma disputa esportiva na Esplanada dos Ministérios cobraram do governo ações contra a expansão da soja na região e hidrelétricas planejadas para serem construídas no rio Tocantins. Na sexta, foi a vez de Ongs organizarem o Grito do Cerrado em frente ao Congresso. Pediram mais dinheiro no orçamento para a conservação e equiparação do Cerrado com a Mata Atlântica e a Amazônia, que foram transformadas em patrimônio nacional. →

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24 de novembro de 2006
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24 de novembro de 2006

Carta aberta

As Ongs colocaram em página na internet uma lista dos problemas que estão dizimando o Cerrado. Os inimigos mais mortais são as queimadas e a exploração de carvão. Na página, há ainda uma lista de 18 ações imediatas que as Ongs adorariam que fossem adotadas pelos governos. →

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24 de novembro de 2006
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24 de novembro de 2006

Culpa

Na próxima quarta-feira, representantes da Federação de Esportes de Montanha do Estado do Rio e Ibama vão debater no Parque Nacional da Serra dos Órgãos, no estado do Rio, até onde vai a responsabilidade da administração federal em atividades dentro de unidades de conservação que envolvam alguma medida de risco, como é o caso do montanhismo. A discussão tornou-se relevante porque, ultimamente, o Ibama vem sendo responsabilizado pela Justiça por mortes ocorridas dentro de parques nacionais, mesmo em casos onde houve comprovada imprudência dos usuários. →

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24 de novembro de 2006
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24 de novembro de 2006

Big brother

Na última quinta-feira, 23 de novembro, num encontro entre técnicos do Imazon, do Inpe, Museu Goeldi e dos governos federal e estaduais, fechou-se a metodologia que vai guiar os trabalhos do mais novo serviço de monitoramento e controle do florestas do país, o Detex – específicamente criado para acompanhar a exploração florestal em áreas de mata nativa. Ele será baseado num sistema desenvolvido pelo Imazon que usa satélites para detectar a qualidade da execução de planos de manejo florestais. O novo sistema está muito bem descrito em reportagem de Claudio Angelo publicada na Folha de S. Paulo. →

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24 de novembro de 2006
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24 de novembro de 2006

Clientes

O Detex terá uma vasta clientela governamental. A lista inclui as secretarias estaduais de meio ambiente, Ibama e Ministério do Meio Ambiente. Mais seu principal cliente será mesmo o novo Serviço Florestal Brasileiro (SFB), que a partir do ano que vem começa a distribuir concessões para a exploração florestal em terras públicas. →

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24 de novembro de 2006
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24 de novembro de 2006

Teste

As áreas escolhidas para os primeiros testes com o Detex estão em Carajás, no Distrito Florestal da BR-163 e no Sul do Amazonas. Devem começar em abril. →

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24 de novembro de 2006
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24 de novembro de 2006

Velocidade

A geração de dados pelo Detex não tem periodicidade definida. Vai acontecer sempre que ele tiver acesso a imagens de satélite de boa qualidade. Será mais lento que o Deter, que produz informações a cada 30 dias, e bem mais rápido o Prodes, que solta seus números anualmente. →

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24 de novembro de 2006