Análises
8 de agosto de 2006

A expulsão do paraíso, segundo Audubon II

De Paraguassú ÉleresPrezado amigo Marcos Sá Corrêa,Parabéns pelo artigo publicado em O Liberal e em O Eco, sobre o retratista de aves nos EUA, John James Audubon, pessoa que tanto contribuiu para a posteridade, registrando o que havia pelas matas, campos e campinas na América do Norte. Pena que a posteridade se lembre mais de Bufallo Bill que de Audubon.Minhas andanças como agrimensor pelas matas da Amazônia me permitiu ver muita coisa que não existe mais, como os castanhais da mesopotâmia Araguaia-Xingú, e outras que felizmente foram preservadas como os catitús da Ilha de Maracá, hoje Unidade de Conservação das Natureza, no rio Uraricoera. Ali pesquei e cacei em 1961, como repórter (em verdade mero escriba) de expedição feita pelo Comando da Primeira Zona Aérea, atual Primeiro COMAR, até à serra do Parima, limite com Venezuela, numa campanha em que se usou bomba de napalm para queimar campos naturais para pousar e fazer contato com os Yanomams (que à época assim não se chamavam, mas Waicá, Parrarures, Xirianás do Norte...). Estou selecionando fotografias e ordenando o relato dessas lembranças num livro que chamarei “Contrafortes do Eldorado”. Peço seu endereço para mandar-lhe “Intervenção Territorial Federal na Amazônia”, com base em minha monografia de mestrado em Direito Agrário, na Universidade Federal do Pará, que em especial trata dos 100 km para cada margem das rodovias federais, verdadeiro saque da União cometeu nas terras dos estados da Amazônia Legal, que de resto também saqueou as margens dos rios e litorais em todo o país, onde a água toca a terra, matéria sobre a qual tratei no livro “Terrenos de Marinha e Terrenos Marginais”, que está sendo prefaciado pelo professor Benedito Nunes.Sobre o “Intervenção” há notas na Internet.Mais uma vez, parabéns pelo artigo sobre o desenhista de pássaros.Cordialmente.

Por Redação ((o))eco
8 de agosto de 2006
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7 de agosto de 2006

Passou

Greg Asner, cientista americano, lançou no final do ano passado um trabalho para mostrar que os índices de desmatamento na Amazônia estavam subestimados. O número oficial não contabiliza o corte seletivo de árvores, apenas o corte raso, coisa que há muito se discute entre os entendidos do assunto no Brasil. Mas o estudo de Asner não foi muito bem recebido aqui. Dizia-se que ele tinha exagerado nas contas. O Inpe reviu seu trabalho e informalmente avisou a Asner que não encontraram nenhuma inconsistência grave.

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7 de agosto de 2006
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7 de agosto de 2006

Memória

As estimativas que Asner fez na época, com margem de erro entre 11% e 14%, indicaram que no Acre e Rondônia por exemplo, entre 1999 e 2002, o corte seletivo de árvores ceifou entre 12 mil e 20 mil quilômetros quadrados de floresta.

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7 de agosto de 2006
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7 de agosto de 2006

Andança

Asner está na Austrália, a primeira de uma série de escalas no cinturão tropical que ele fará para botar de pé um estudo sobre biodiversidade de árvores nessa região do globo terrestre. Seu objetivo final é fazer um mapa da diversidade de árvores das diversas florestas tropicais a partir de método desenvolvido em laboratório. Ele envolve a medição direta dos elementos bioquímicos que existem na copa de uma árvore com o auxílio de um avião.

Por Redação ((o))eco
7 de agosto de 2006
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7 de agosto de 2006

Regras

Mas para isso, Asner precisa primeiro ter os parâmetros de variação desses elementos, para ver se as árvores mudam por espécie, gênero ou família. Daí sua viagem pelos trópicos. Ele está coletando os dados necessários para avançar nesse mapeamento da biodiversidade. As informações, quando estiverem prontas, estarão disponíveis para o público, que nesse caso, dado a especificidade da matéria, deverá ser quase que exclusivamente de cientistas.

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7 de agosto de 2006
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7 de agosto de 2006

Sonho

O governo federal quer criar até o fim do ano 7 unidades de proteção integral no cerrado. A primeira deve ser no Sul do Piauí. Mas a localização ainda está mantida sob segredo porque o governo do estado ainda não foi informado.

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7 de agosto de 2006
Análises
7 de agosto de 2006

A expulsão do paraíso, segundo Audubon

De Leila Ferreira dos Santos Esse nosso modelo moderno de viver é tão egocentrista e tão profundamente devastador, que dói tanto saber que podemos fazer tão pouco para salvaguardar o que resta.Sabe Marcos...me entristeceu tanto ler seu artigo... e hoje é domingo, e a manhã está tão linda.

Por Redação ((o))eco
7 de agosto de 2006
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7 de agosto de 2006

Placar do fogo

No último domingo o país queimou muito. O Inpe contabilizou 695 focos de calor. Só as regiões leste e sul do Pará tiveram 386 incêndios identificados. E as zonas do centro e do norte Mato Grosso arderam em 120 localidades. No estado, o Parque Estadual do Cristalino apresentou pelo menos quatro queimadas e a Floresta Nacional do Jamanxim, no Pará, 16.

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7 de agosto de 2006
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7 de agosto de 2006

Dependência

A companhia de petróleo britânica BP vai ter que fechar o duto que escoa o 8% da produção de óleo cru do país, nos poços de Prudhoe Bay, no Alaska. A empresa precisa consertar corrosões nos tubos e não sabe ao certo quanto vai demorar o reparo. Os preços da gasolina e do barril de petróleo já aumentaram. A notícia está no jornal The New York Times.

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7 de agosto de 2006
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7 de agosto de 2006

O pior está por vir

Os pesquisadores do Inpe consideram baixo o número de queimadas registradas no último dia seis. Na verdade, é esperada uma quantidade de incêndios superior a dois mil focos entre o final de agosto e o início de setembro.

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7 de agosto de 2006
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7 de agosto de 2006

Flora ameaçada

O Instituto de Pesquisas da Mata Atlântica (Ipema) vai organizar um workshop para discutir a situação atual de exploração de plantas nativas do Espírito Santo e propor diretrizes para sua conservação. Só no estado, 759 espécies de flora estão ameaçadas de extinção para fins ornamentais. O evento acontece nos dias 10 e 11 de agosto no auditório da Faculdade de Saúde e Meio Ambiente (Faesa), em Vitória. Os interessados podem entrar em contato com o Ipema através de e-mail.

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7 de agosto de 2006
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7 de agosto de 2006

Patagônia com usinas

O governo do Chile aprovou a instalação de seis usinas em dois rios da Patagônia, o que pode significar a inundação de milhares de hectares de parques nacionais e reservas. Naturalmente, a iniciativa despertou a ira de ambientalistas da região. Também segundo o The New York Times, o país tem encontrado problemas para conciliar o crescimento econômico com a necessidade de importar energia dos vizinhos sul-americanos. A Argentina por exemplo, aumentou em 50% o preço do gás natural, enquanto a Bolívia se nega a lhe vender o combustível enquanto não for resolvida a rixa histórica entre os dois países.

Por Redação ((o))eco
7 de agosto de 2006