Parque Nacional de São Joaquim

De Isaac Simão Neto Biólogo/Analista Ambiental - Chefe do Parque Nacional de São Joaquim/SCCaro Editor,Gostaria de compartilhar com vocês do O Eco minha imensa alegria por, ver, FINALMENTE, após 45 (quarenta e cinco) anos de sua criação, o início da aquisição de terras dentro do Parque Nacional de São Joaquim (SC)!!! É INCRÍVEL!!! Hoje, 28 de novembro de 2006, começou a ser paga uma dívida histórica com a sociedade e com todos aqueles que, verdadeiramente, se preocupam com a conservação. Talvez nem todos tenham a verdadeira noção do que esse fato signifique, mas, para ajudar a entender a sua dimensão, apenas consideremos que, dentre os primeiros doze Parques Nacionais criados neste país (o Parque Nacional de São Joaquim foi o 11º), apenas este Parque não possuía sequer um palmo de terra adquirida!!! Desta forma, este pequeno passo, de uma longuíssima caminhada que ainda temos pela frente, significa um sopro de esperança para o SNUC. Infelizmente, o Parque Nacional de São Joaquim sempre foi usado como exemplo de descaso do Poder Público em relação às suas Unidades de Conservação, o que era um prato cheio para políticos "desenvolvimentistas" e inimigos da Conservação em geral. Em audiências públicas para a criação de outras UCs, alguém sempre lembrava: " Mas vão criar outra UC para ficar igual ao Parque Nacional de São Joaquim, que até hoje não foi implantado?".Esta foi uma vitória de todos nós que acreditamos que o que ainda restou de natureza é "imperdível". De todos nós que nos sacrificamos, de uma forma ou de outra, por algo que acreditamos, e que botamos nossos corações para ajudar a concretizar um sonho.Óbvio que isso só aconteceu depois de muitas articulações, angústias, pressão, batalhas nos bastidores e muito trabalho árduo de vários colegas. Isso que está contecendo é muito bom, mas bom mesmo seria que esse tipo de notícia fosse tão corriqueiro que não precisasse ser comemorado!! Mas isso, neste país, já seria uma história do Lewis Carroll, não?Abraços,

Por Redação ((o))eco
29 de novembro de 2006

A Jaca de Lula

De Luiz Manuel Querida Maria Tereza,Desqualificar os que pensam de maneira diferente da nossa, não parece ser a melhor atitude. Não estaria na hora dos ambientalistas mais preparados, compreenderem que, mais importante que preservar o planeta para daqui a 100 anos, quando estaremos todos mortos, seria colaborar mais pragmáticamente para que a maioria dos que hoje mal conseguem sobreviver, possam dar uma vida melhor e mais decente a seus filhos?Abraços,

Por Redação ((o))eco
28 de novembro de 2006

Água reciclada

De Josita Priante Adriana, li o artigo da sua autoria, no jornal O Eco de 28-11-2004. Achei o artigo muito bem escrito. Mostra fidelidade às informações com detalhes precisos e texto agradável. Sou Josita, autora da "enjenhoca" e gostaria de dizer que essa experiência tem sido aprimorada com resultados interessantes. Se lhe interessar, pode fazer contatos com [email protected].

Por Redação ((o))eco
24 de novembro de 2006

O governo do manejo

De Carlos Ovídio Duarte RochaSecretário de Floresta do Estado do AcreSenhor Gustavo Faleiros,Primeiramente quero parabenizá-lo pela reportagem "O Governo do Manejo" publicada no dia 18 de novembro e também contribuir com o site O ECO e seus leitores, com algumas informações. Durante muito tempo os pequenos produtores florestais no Acre se sentiam desmotivados em fazer manejo florestal pela falta de garantia de compra de madeiras, razão pela qual o Governo do Acre investiu em uma indústria de alto valor agregado com participação comunitária e que pudesse melhor remunerar a matéria prima. Portanto para que houvesse a garantia do suprimento de matéria-prima o governo do Acre primeiramente fomentou as atividades de manejo florestal Comunitário e Empresarial, e fortaleceu os diversos segmentos do Estado (infraestrutura - estradas e Centros de Florestania, fortalecimento social - geração de emprego e renda e técnico - capacitação e cursos técnicos) criando assim base sólida para posteriores investimentos público-privados. Clique aqui para ler esta carta na íntegra.

Por Redação ((o))eco
23 de novembro de 2006

Quando o ambientalismo enfia o pé na Jaca

De Gustavo MotaSr Editor,Li o artigo "Quando o ambientalismo enfia o pé na Jaca" e serviu para aumentar o meu interesse sobre este assunto. Tenho contato com uma empresa que dá de fundos para uma grande área da Floresta da Tijuca e está quase toda tomada por jaqueiras. Gostaria, se possível, o contato dos engenheiros florestais Luiz Fernando Lopes e Henrique Guerreiro para maiores esclarecimentos e se cabe alguma ação na área.Grato

Por Redação ((o))eco
23 de novembro de 2006

Foto da capa

De Raquel SalgadojornalistaEu adoro as matérias de vocês. Desde a variedade das pautas, a seriedade e, principalmente, as fotos que abrem a página. São demais.

Por Redação ((o))eco
21 de novembro de 2006

Floresta de Rico

De Beto MesquitaPrezados,O texto publicado pelo Marcos Sá Corrêa, assim como o outro ao qual está linkado, da Aline Ribeiro, não especifica se as tais florestas que estão crescendo nestes países e que estão sendo contabilizadas por este “novo” método são com espécies nativas ou se se trata de plantios comerciais homogêneos ou semi-homogêneos.Não há dúvidas que a ampliação de plantios comerciais para suprimento da demanda de madeira é uma alternativa válida e necessária para o desenvolvimento econômico de uma nação, além de reduzir a pressão sobre os remanescentes florestais nativos. Mas se assim o for, estas "florestas de rico" certamente não são tão ricas assim em termos de biodiversidade.Por outro lado, me pareceu notória a opinião de Peter Holmgren, chefe do setor de recursos florestais da FAO, citada no artigo da Aline. Segundo ele, o estudo se baseia em dados fornecidos pelos próprios governos, que com raras e honrosas exceções, entre elas o Brasil, não têm fama de saber monitorar, com régua e compasso, o estado de suas florestas. “Será que ouve uma mudança de paradigma”, perguntou ele ao repórter do jornal. “Não dá para afirmar com tanta certeza”.Clique aqui para ler esta carta na íntegra.

Por Redação ((o))eco
20 de novembro de 2006

Disputa no Pará

De Wagner Kronbauer Presidente da UNIFLORCaro Gustavo,Em primeiro lugar gostaria de parabenizá-lo pela reportagem Disputa no Pará, pois você coloca diferentes pontos de vista e deixa ao leitor as conclusões. Para ajudar no debate desse tema colocamos abaixo nossos argumentos, e se possível gostaríamos que fossem "publicados". O Argumento de que a criação de uma FLOTA/Flona, qualquer que seja, vá beneficiar madeireiros instalados ilegalmente na região é completamente descabido, já que a criação de Flotas ou Flonas obriga o poder público a só permitir o uso econômico dessas áreas após um processo de licitação que é aberto e com critérios bastante rígidos!Clique aqui para ler esta carta na íntegra.

Por Redação ((o))eco
16 de novembro de 2006

Energia elétrica e poluição

O Brasil, na contramão da história e do mundo, prefere investir em termoelétricas do que em soluções menos poluentes para gerar a energia que necessitará num futuro próximo.

Por José Goldemberg
10 de novembro de 2006

A normalidade brasileira ataca outra vez II

De Lúcia FagioloCaro sr. Marcos Li seu artigo A normalidade ataca outra vez e fiquei horrorizada. É claro que ainda considero brutal qualquer tipo de crime. Ou seja, ainda consigo me horrorizar. Tomara que seu trabalho não deixe esse assassino à solta por muito tempo. Incrível também certas ‘autoridades’ públicas deixarem para lá uma tragédia dessas. Às vezes, conversando com algumas pessoas parece que estou vivendo em outro planeta. Um exemplo: um rapaz que faz serviços gerais estava me dizendo, outro dia, que tem parentes em Minas Gerais e que são sitiantes. Segundo ele, algumas pessoas da família caçavam beija-flores para assá-los e comê-los.... E que essa era uma prática usual entre esses moradores dos confins de Minas. Qualquer pássaro. Deus me livre e guarde! Parabéns pelo seu artigo. Me entristeceu e também me comoveu.

Por Redação ((o))eco
24 de outubro de 2006

Purgatório pantaneiro

De Armando LacerdaPrezado José Augusto, Peter e Kiko, Aguardarei ansioso a programação, quanto ao Peter e ao Kiko, na subida quinta, à tarde saí gritando feito um desesperado para que parassem no Porto São Pedro, por conta do tempo que se formava.Infelizmente ao reconhecermos o barco, ele já ia longe, no retorno mesma coisa, estava com um pão doce e um café nas mãos e gritei e acenei inutilmente o pão doce de Jacinta, convidando-os para uma comunhão matinal.Li a reportagem e digo que tal fato me aconteceu ínumeras vezes, até que aprendi a viajar "a la monçoeira" ou seja, sem pressa, a pressa no Pantanal significa atrasos, mosquitos e calor.Clique aqui para ler esta carta na íntegra.

Por Redação ((o))eco
23 de outubro de 2006

A morte não é banal e A normalidade brasileira ataca outra vez

De Henrique M. TorresMarcos Sá Correa e Sergio Abranches,os seus textos (A morte não é banal e A normalidade brasileira ataca outra vez) sobre a morte estúpida do biólogo Eduardo Veado e sua esposa me emocionaram duplamente. Primeiro, por tomar conhecimento do importante trabalho desse brasileiro, que foi interrompido tão bruscamente e cuja continuidade ficou em suspenso. Segundo, pela forma como ocorreram essas mortes. A pergunta sobre o caráter intencional desse crime é importante, porque isso significaria um atentado à atuação de cientistas que contrariam interesses de bandidos. Porém, se o atropelamento se provar 'acidental', em que isso muda, objetivamente? Seria mais fácil aceitar essa tragédia? Mesmo que não fosse intencional, a situação em que ocorreu o atropelamento - no acostamento, com o carro em alta velocidade e na contra-mão - evidenciam tudo, menos "acidente".É preciso parar de falar em "acidentes" de trânsito, mas sim em "crimes". Há alguns anos atrás, durante um congresso de escritores de romances policiais na Inglaterra, fez-se uma pesquisa para saber qual seria o "crime perfeito". E ganhou, disparado, o atropelamento. Porque mesmo que seja intencional, é difícil provar. E, se a sociedade condena com veemência o assassinato de um ser humano, ela é complacente - a não ser, é claro, quando acontece com um ente querido - com as mortes violentas no trânsito. As pessoas valorizam mais a perda dos seus bens materiais do que uma vida que se perde dessa forma. Um favelado que rouba um celular é espancado pela polícia sob os aplausos quase unânimes dos passantes e da opinião pública, enquanto que um jovem rico que, dirigindo em alta velocidade, mata um homem que estava entrando em seu carro, é liberado pelo policial e ninguém acha isso anormal. Esses dois fatos aconteceram há poucos anos em Ipanema, Rio de Janeiro, no intervalo de alguns dias.Clique aqui para ler esta carta na íntegra.

Por Redação ((o))eco
23 de outubro de 2006