De Maximiliano RoncolettaGerente Operacional- Instituto Floresta Tropical (IFT)OláQue bom que tocaram no assunto PDS!!!. Eu tento ajudar esses “trecos” desde que eles foram inventados pelos pensadores do Incra, afinal, na teoria, era melhor do que aquilo que vinha sendo feito. Mas posso dizer com conhecimento de causa, lá na ponta, lá no lote, na casa dos colonos assentados, eles não tem noção nenhuma do que seja PDS, de que a reserva legal é comum, e que eles têm que buscar novas formas de utilizar o patrimônio florestal, e assim construir um novo modelo de desenvolvimento.Olha, a exatos 5 dias, uma equipe nossa que fazia capacitação para o manejo florestal no PDS Esperança, lá onde a Freira foi assassinada, em um local escolhido pelas lideranças locais, onde todos iriam aprender como começar um projeto florestal, todos tiveram que sair as pressas, pois apareceu um “dono” armado e bravo, e falou que não queria saber de manejo florestal coisa nenhuma em sua terra, pois lá quem manda é ele, e acabou. O interessante é que ele não tinha noção nenhuma do que era PDS, pois perguntamos para sentir a reação. Este foi só um exemplo, pois no ano passado em novembro vivenciamos a mesma situação no PDS Virola Jatobá também em Anapu (PA). Ou seja, hoje PDS é PA (projeto de assentamento). Tudo é assentamento, a maioria dos que lá estão, querem mesmo é sobreviver, e a forma mais fácil é desmatando, e enchendo de boi, pois o boi anda, e sempre tem alguém que compra, se não vende, eles comem.E enquanto isto, o Incra custeia técnicos e engenheiros para ficar fazendo projeto de captação de grana junto ao Basa, e assim vai, e vai e viva os Pronafs, A, B, C ou qualquer letra do alfabeto. O que vale é dar uma grana para o colono, ainda nos primeiros anos, e esquece-se a filosofia de PDS, que acaba ficando nas pranchetas dos técnicos do Incra. Sem falar nas intermináveis notíciais, e re-noticias que proliferam na internet. Será que alguém pode fazer uma visitinha no campo e checar as coisas?Obrigado
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