Cadê o patriarca do ambientalismo brasileiro?

De Isabella MarcattiPrezado Marcos:Li, com certo atraso, o artigo que você publicou no dia 7 de setembro na sua coluna e achei que você gostaria de saber da existência do recém-lançado site “José Bonifácio – Obra Completa”.Um abraço cordial,

Por Redação ((o))eco
4 de outubro de 2006

A grande derrubada das araucárias

De Jurema de Cerqueira Gama EickenscheidtO seu artigo me chamou a atenção, mesmo porque ninguém estava veiculando esse assunto.Em viagem que fiz por carro até Santa Catarina, tive a desagradável surpresa de encontrar diversos focos de incêndio no canteiro central da BR 316 e as suas margens, atingindo vegetação nativa, inclusive as poucas araucárias que ainda restam.Percorri esse mesmo caminho diversas vezes nos últimos anos e, a cada vez, menos araucárias são avistadas; Li que, além das queimadas que o "bicho" homem impõe á naturezas, devastando-a, o plantio do pinheiro comum que interessa sobremaneira á industria da celulose e afins, impede que as araucárias se espalhem, vez que as duas espécies são incompatíveis.Poucos dias depois de seu artigo maravilhoso, o próprio Estadão informou que um grupo de pessoas plantou, aqui em SP, mudas de araucárias na reserva Mono, para lá de Parelheiros.Enfim, resta alguma esperança de que o nosso país preserve suas riquezas.Parabéns pelos artigos sempre interessantes. Sou sua leitora assídua.

Por Redação ((o))eco
3 de outubro de 2006

Quando o ambientalismo enfia o pé na jaca!

De Henrique de Castro Guerreiro Engenheiro Florestal do Parque Nacional da TijucaÉ bem procedente e oportuna a manifestação de uma pessoa já consagrada ante o público na sua boa atuação na preservação do meio ambiente e Parques Nacionais como o Pedro Menezes, que tem uma especial atenção com o Parque Nacional da Tijuca. Conhecedor de perto dos problemas específicos desta Unidade de Conservação, pode comparar o presente com os casos correlatos que vêm acontecendo pelo mundo, visto já quase não existir região que ainda não conheça a ocorrência de invasoras. Com a sua locação em Nairóbi, onde se encontram sediadas organizações internacionais relacionadas ao meio ambiente e vem representando o Brasil, já tem bastante bagagem para se manifestar sobre espécies invasoras, que é a 2a causa de extinção de espécies no Mundo e que já observou pessoalmente diversos destes casos em detalhes.Infelizmente, com o atraso tão característico do Brasil em relação à problemática do meio ambiente, não é de se espantar que com o desconhecimento do público haja manifestações como a citada, em que uma pessoa leiga, julgando estar plenamente certa, chega a fazer uma ação pública para impedir uma ação de manejo tecnicamente certa e prevista na legislação ambiental a ser realizada por quem compete fazê-la.

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3 de outubro de 2006

As crises atuais e o surgimento de novos caminhos II

De Suzana PáduaOlá Rômulo,Grata pelos elogios. Aqui vão as referências solicitadas (mando 2 da Isabel Carvalho, pois acho que valem a pena):CARVALHO, Isabel Cristina de Moura. 1997. As transformações na cultura e o debate ecológico: desafios políticos para a educação ambiental. In: Educação Ambiental: caminhos trilhados no Brasil. PADUA, S. e TABANEZ, M. (orgs.). Brasília: IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas.CARVALHO, Isabel Cristina de Moura. 2001. A Invenção Ecológica: Narrativas e Trajetórias da educação Ambiental no Brasil. Porto Alegre: Editora da universidade/UFRGS.DOWBOR, L. 1995. Descentralização e meio ambiente. In: Para pensar o desenvolvimento sustentável. BURSZTYN, M. (organizador). São Paulo: Brasiliense.ESCOBAR, Arturo. 1992. Reflections on ‘Development´. Futures. 24(5) 411-436.KLINK, Carlos. 2001. O Papel da Pesquisa Ecológica na Gestão Ambiental e Manejo dos Ecossistemas. In: A Difícil Sustentabilidade. BURSZTYN, M. (org.). Rio de Janeiro: Editora Garamond Ltda.SACHS, Ignacy. 1986. Espaços, tempos e estratégias do desenvolvimento. São Paulo: Vértice.Tudo de bom e até breve,

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3 de outubro de 2006

As crises atuais e o surgimento de novos caminhos

De Rômulo L. CascianoOlá, me chamo Rômulo e recebo a newsletter de "O Eco" há cerca de um mês e meio. Da última, li o texto "As crises atuais e o surgimento de novos caminhos" de Suzana Padua. Cheio de referências, gostaria de parabenizá-la e ter acesso à bibliografia por ela mencionada no texto.Obrigado pela atenção, no aguardo de uma resposta.Atenciosamente,

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3 de outubro de 2006

O que aconteceu com o movimento ambiental? II

De Rosa CartagenesSantarém, Pará Prezado Sr. Dourojeanni:Tendo-o em grande consideração como referência científica e ambiental, e constatando o silêncio à sua salutar provocação ao “ambientalismo social”, venho, singelamente, tecer reflexões a respeito. É perfeitamente são e justificável o travo de amargura e desesperança de seu ótimo (como sempre) artigo sobre o “ambientalismo enrolado”. É verdade pura, bem além do conceitual, que meias verdades e meias mentiras (e muitas mentiras completíssimas!) têm norteado discursos e imagens – na tal dimensão globalizada feita de palavras ocas e sedutora overdose visual – da vasta gama de setores “ambientalistas”(ou pseudo) que se excedem em desordenada exposição. É certo que ninguém consegue comprovar a sustentabilidade de propalados “manejos florestais” do ideário dos burocratas, centenas de instituições de especulação e agiotagem de recursos naturais lambuzaram-se de tinturas verdes, ninguém se arrisca a assumir publicamente que aquecimento global está diretamente relacionado ao desmatamento e outras tantas atividades suicidas do desenvolvimentismo histérico e espoliação visceral de estados nacionais e interesses multinacionais. É veríssimo que Carajás é uma vitrine de embuste que tenta ofuscar a dilapidação brutal de uma das áreas mais violentas e violentadas do Brasil, e que esse delírio de Aqüífero inesgotável é tão mítico como a “Terra sem Mal” dos Guarani. E ainda temos de aturar pretensos representantes de virtuais democracias fazendo palanque para intermináveis hidrelétricas, oportuníssimas hidrovias e sustentáveis BR’s, onde custos ambientais são cirurgicamente minimizados ou simplesmente ignorados.Clique aqui para ler esta carta na íntegra.

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3 de outubro de 2006

O Eco.net

De Flávio José Comandolli Ótima a média deste número (todo o econet). É isso mesmo. Não se pode ser sempre do contra, eternos depósitos de ótimas idéias infactíveis. Esta edição está mostrando vários exemplos positivos. Vale muito mais que um monte de protestos empilhados. Quando há uma mátéria crítica em meio a um ambiente positivo como esse, aí a crítica ganha valor muitas vezes maior e o resultado buscado, maior eficiência.

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26 de setembro de 2006

Incêndio criminoso III

De André PicardiCoordenador da Frente Popular em Defesa da Serra da Canastra Nunca é bom generalizar, principalmente quando se acusa. Não pensei que fosse ter que escrever novamente sobre este mesmo assunto, mas resolvi fazê-lo porque tenho muito apreço pelo Sr. Joaquim Maia Neto, Analista Ambiental do Ibama que atualmente ocupa o cargo de Chefe do Parque Nacional da Serra da Canastra, e não gostaria que opiniões divergentes fossem motivos de desentendimentos pessoais. Quando foram publicadas em O Eco as primeiras informações sobre a possível origem criminosa dos incêndios, ainda não havia sido iniciado o inquérito por parte da Polícia Federal, que de qualquer forma é o primeiro que se tem notícia sobre incêndios na Canastra. Clique aqui para ler esta carta na íntegra.

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26 de setembro de 2006

Incêndio criminoso II

De Joaquim Maia NetoAnalista Ambiental do IBAMA e Chefe do Parque Nacional da Serra da Canastra.Com referência à carta de autoria de André Picardi, Secretário do Meio Ambiente de São Roque de Minas e Coordenador da Frente Popular em Defesa da Serra da Canastra, datada de 19.9.2006 e publicada em O Eco, tenho algumas considerações.Em primeiro lugar, os números do incêndio apresentados pelo autor estão errados. Foram queimados 34.117,78 ha, que correspondem a 47,7% da área regularizada ou a 17,06% do total do Parque.Ao contrário do que afirma o Secretário, a Superintendência do IBAMA em Minas Gerais se antecipou ao Ministério Público Federal e solicitou à Polícia Federal a instauração de inquérito para apurar responsabilidades. Os Policiais Federais estão na região procedendo às investigações. Uma equipe de especialistas do IBAMA já está colhendo informações visando a elaboração de Laudo Pericial. O Sr. Picardi sabe que existem inúmeras evidências que demonstram o caráter criminoso do incêndio, tanto que compartilha dessa tese, como expressado em sua carta.Clique aqui para ler esta carta na íntegra.

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25 de setembro de 2006

A grande derrubada das araucárias

De Andreas KleinaCaro Sr. Marcos Sá Corrêa,Sou o engenheiro florestal do sr. Felipe Rickli. Gostaria de agradecer a forma gentil como tratou o Seu Felipe, que é uma pessoa muito querida na comunidade de Turvo, município onde mora. Resta apenas comentar que ele, como a maioria das pessoas que possuem ainda florestas de araucária, "guardou" seus pinheirais como poupança, mas hoje é impedidos de utilizá-los. Estamos esperançosos que haja realmente uma valorização dessas florestas particulares e que a conservação da araucária torne-se um bom negócio, não mais um mico imposto pelo estado e sua política conservacionista míope.Míope porque basta analizar a situação atual das florestas paranaenses para descobrir que os pinheirais ainda existem justamente em propriedades de madeireiras, hoje demonizadas pela devastação... Como sempre em nosso país tenta-se descobrir um vilão, sem considerar que para fornecer o título de posse da terra no passado era o estado quem exigia o desmate da área.Se houver interesse em outra informações a respeito da floresta de araucária ou do Sr. Felipe, estamos à disposição.At.

Por Redação ((o))eco
23 de setembro de 2006