O boom genético

E as culturas transgênicas também mereceram destaque na edição de terça-feira do Valor. De acordo com a reportagem, a disputa por terras ao redor do mundo para o plantio de grãos (seja para alimentação ou produção de combustível) tende a fazer com que se ultrapasse 200 milhões de hectares de área cultivada com sementes geneticamente modificadas. Um aumento considerável, já que a safra 2006/07 atingiu um total de 102 milhões. Hoje existem 16 diferentes alimentos já aprovados em todo o planeta para o plantio comercial, mas apenas oito deles são usados. É o caso, por exemplo, do milho, soja e arroz.

Por Redação ((o))eco
30 de maio de 2007

Blogueiros científicos

Carl Zimmer, um dos mais destacados jornalistas científicos da atualidade, não só escreve para o The New York Times como também mantém um dos melhores blogs de ciência da internet, o The Loom, especializado em biologia. Em um post recente, Zimmer pergunta se a blogosfera científica não seria muito centrada no “primeiro mundo”. A questão foi suscitada pelo fato de que uma amiga do autor, depois de passar uma temporada em Galápagos, não viu muita repercussão de suas reflexões virtuais abaixo do Equador. Nos comentários aparecem dois blogueiros científicos brasileiros, Ítalo Guedes e Igor Zolnerkevic. Entre os motivos que apareceram para a falta de contato entre blogs do terceiro e primeiro mundo está a barreira da língua (muita gente no Brasil, por exemplo, só escreve em português). Que há nestas bandas gente publicando na internet textos sobre ciência, não há dúvida. Os blogueiros só acham que a quantidade poderia ser ainda maior.

Por Redação ((o))eco
30 de maio de 2007

Metano na Amazônia

Por causa de queimadas, processos aeróbicos das plantas e áreas alagadas, a Amazônia contribui fortemente com o aquecimento global ao emitir grande quantidade de metano. Esta é uma das conclusões de um estudo divulgado hoje pelo Ministério de Ciência e Tecnologia, como parte do projeto LBA, que pretende entender o papel da Amazônia no clima global. De acordo com as pesquisas, a região é responsável por um aumento médio de 34 partes por bilhão (ppb) na emissão desse gás, quando a contribuição mundial é de 150 ppb. Os cientistas admitiram que mais estudos são necessários para explicar tais concentrações sobre a região amazônica, mas sabe-se, por exemplo, que plantações de arroz e a criação de gado também são atividades geradoras de metano.

Por Redação ((o))eco
30 de maio de 2007

Secas monitoradas

Para facilitar a observação das condições climáticas com foco nas situações de seca, o Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (Cptec/Inpe) lançou o site “Monitoramento de Secas”, que oferece mapas e indicadores como a quantidade de dias sem chuva, temperatura média e risco de fogo. Os mapas abrangem o território brasileiro e regiões da América do Sul.

Por Redação ((o))eco
30 de maio de 2007

Inscrições abertas

A Bovespa já começou a aceitar inscrições para projetos ambientais na BVS&A - Bolsa de Valores Sociais & Ambientais. As categorias são educação para a sustentabilidade, mudanças climáticas, recursos hídricos, biodiversidade e florestas, e cidades sustentáveis. Antes de serem divulgadas no site para apreciação de potenciais investidores, a Bovespa faz uma triagem das propostas, depois repassa integralmente os recursos e faz o acompanhamento.

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30 de maio de 2007

Aqüífero atualizado

Novos documentos sobre o Aqüífero Guarani serão apresentados nesta quinta-feira em Ribeirão Preto (SP) pelo Ministério do Meio Ambiente. Tratam-se dos resultados de um estudo do Fundo de Universidades, que integra o Projeto Aqüífero. Entre as pesquisas mais atualizadas sobre o tema, já estão disponíveis no site do MMA a avaliação dos recursos hídricos do

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30 de maio de 2007

Parceria inteligente

O banco HSBC lançou nesta quarta-feira o programa ambiental Climate Partnership, que em cinco anos pretende investir 100 milhões de dólares em projetos para combater os efeitos das mudanças climáticas em diferentes pontos do planeta. Para isso, fez parceria com organizações como a WWF, The Climate Group, Earthwatch Institute e Smithsonian Tropical Research Institute (STRI). O programa tem foco na defesa dos recursos hídricos dos quatro maiores rios do mundo, na mitigação dos impactos do acúmulo de CO2 em grandes metrópoles como Hong Kong e Mumbai, pesquisas de biodiversidade em florestas tropicais e no engajamento individual para mudança de comportamento. Cerca de 11 milhões de dólares servirão a ações realizadas no Brasil.

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30 de maio de 2007

Mudanças climáticas em SP

No dia 6 de junho acontece o seminário “Impactos das Mudanças Climáticas e cenários no Estado de São Paulo”. Especialistas da Embrapa, USP e outras universidades vão tratar de temas como as conclusões dos últimos relatórios do IPCC e as articulações políticas nas esferas federal, estadual e municipal sobre a questão. O evento será realizado na sede da Cetesb, na zona oeste de São Paulo. As inscrições são gratuitas pelo telefone (11) 3133-3377 e 3133-3378. Mais informações no site do Instituto de Estudos Avançados da USP.

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30 de maio de 2007

Terceirizado

A greve do Ibama não afetou o andamento do processo de reexame do licenciamento das usinas Santo Antônio e Jirau, no rio Madeira. Sem funcionáarios suficientes para atender aos desejos de Dilma Roussef para dar o sinal verde de qualquer maneira para a obra, a direção do órgão não se apertou e terceirizou o trabalho. Contratou consultores que ela jura serem independentes para analisar as complementações ao Estudo de Impacto Ambiental, entregues na semana passada pelo consórcio Furnas/Odebrecht. Os consultores substituem cinco dos oito técnicos que aderiram à greve.

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29 de maio de 2007

Não prometo

Embora tenha gente garantindo que a licença prévia para as usinas no Madeira sai ainda está semana, o atual diretor de licenciamento do Ibama, Valter Muchagata, diz que não há prazo a cumprir e que os dados continuam sob análise.

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29 de maio de 2007

Gente demais

José Marengo, pesquisador do INPE, tem defendido em palestras que o Brasil crie um órgão único para lidar com a questão climática. "Antes não tínhamos ninguém lidando com problema. Agora temos muitos", avalia. Atualmente, existem duas comissões no Congresso voltadas para o assunto, sem falar no Ministério do Meio Ambiente e no Ministério de Ciência e Tecnologia.

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29 de maio de 2007

O meu é mais sustentável que o seu…

Marina Silva, ministra do Meio Ambiente, aproveitou o lançamento do mercado de projetos ambientais da Bolsa de Valores Sociais & Ambientais e jogou no ar uma boa idéia. Para os padrões conservadores da ministra, dá até para considerá-la ousada. Ela sugeriu que o Brasil deve tomar para si a marca da sustentabilidade. Como? Colocando no mercado internacional produtos, inclusive florestais e agrícolas, que possam se qualificar como mais sustentáveis do que os de outros países. É uma tarefa difícil, de longo prazo, que talvez só esteja de pé depois que sua colega Dilma Roussef tiver afogado a floresta amazônica com hidrelétricas.

Por Redação ((o))eco
29 de maio de 2007