Concorrência

O estado de Nova York resolveu entrar na briga com a Califórnia pelo título de estado mais ambientalmente correto dos EUA. Quer assumir a liderança das políticas de energia limpa no país. Na última quinta-feira, o governador Eliot Spitzer revelou um plano para cortar a demanda de energia local em 15% até 2015. Ele também planeja atrair investimentos em fontes de energia alternativas, como solar e eólica. E descartou qualquer nova usina nuclear. A notícia é do site Planet Ark.

Por Redação ((o))eco
20 de abril de 2007

Ausência

A Onu entregou nesta quinta-feira em Singapura prêmios para personalidades ligadas à questão ambiental em todo o mundo. O quórum dos vencedores, no entanto, foi decepcionante: não só faltou nossa Marina Silva – preocupada com o rearranjo do Ministério do Meio Ambiente – como também o ex-vice-quase presidente dos EUA Al Gore e o chefe dos jogos olímpicos Jacques Rogge. A cerimônia, conta o site Planet Ark, foi marcada por pedidos de novas ações contra o aquecimento global.

Por Redação ((o))eco
20 de abril de 2007

Licença negada

A irritação demonstrada pelo presidente Lula na quinta-feira em relação ao processo de licenciamento das usinas do Rio Madeira tem motivo bem simples: o parecer do Ibama referente à licença prévia foi negativo.

Por Redação ((o))eco
20 de abril de 2007

Forca

A conclusão de que o projeto é complexo, contém brechas e pode prejudicar a migração de peixes na bacia Amazônica e causar impactos a países vizinhos custou os cargos de Luis Felipe Kunz, diretor de licenciamento ambiental do Ibama, e de Claudio Langone, Secretário-Executivo do Ministério do Meio Ambiente. Ambos tentaram mostrar ao governo o porquê da decisão contrária ao empreendimento. Acabaram sendo convidados a deixar a equipe pela própria ministra.

Por Redação ((o))eco
20 de abril de 2007

Outro estudo

Em fevereiro, Kunz prometeu que até o fim do mês um parecer seria liberado sobre o licenciamento das usinas de Santo Antônio e Jirau. Segundo fontes do Ibama, o parecer não foi divulgado no site do Instituto, como de praxe, porque estuda-se a possibilidade jurídica de se pedir um novo Estudo de Impacto Ambiental (EIA-Rima). As empresas responsáveis pela obra, Odebrecht e Furnas, foram informadas sobre o parecer, mas não o consideram a resposta final do governo.

Por Redação ((o))eco
20 de abril de 2007

Vista

Numa manhã de fevereiro deste ano, Manoel Francisco Brito subia pela estrada Rio-Teresópolis encantado com a visão panorâmica da Serra dos Órgãos,...

Por Redação ((o))eco
20 de abril de 2007

Lado

A governadora paraense, Ana Julia Carepa, finalmente meteu o dedo na disputa jurídica em torno do porto da Cargill em Santarém. Fez isso tão discretamente que quase ninguém viu. No dia 10 de abril, a Procuradoria Geral do Estado do Pará ajuizou pedido no Supremo Tribunal Federal (STJ), em Brasília, pedindo a reabertura das instalações da empresa às margens do rio Tapajós. O gesto não teve nenhum impacto na decisão tomada quatro dias depois pelo desembargador Carlos Fernando Mathias, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, liberando a operação do porto. Mas é muito importante. Mostra que Ana Julia escolheu com quem ela ficará abraçada na briga.

Por Carolina Elia
19 de abril de 2007

Novela

A ida do governo paraense ao STJ abriu um terceiro front legal sobre o futuro do porto da Cargill em Brasília. A empresa tinha sido condenada a fechá-lo pela Justiça Federal em Santarém e recorreu ao TRF. O julgamento dessa apelação está marcado para a próxima segunda, dia 23. Nesse meio tempo, a Cargill entrou com um mandado de segurança também no TRF. Foi nesse processo que a empresa conseguiu uma decisão favorável do desembargador Mathias na semana passada. O pedido da Procuradoria Geral paraense no STJ é o mais recente capítulo dessa novela jurídica. Todos contam a mesma história.

Por Carolina Elia
19 de abril de 2007

Autor

Só mesmo o Judiciário brasileiro para aceitar ouvir a mesma coisa três vezes.

Por Carolina Elia
19 de abril de 2007

Saúde pública I

O governo do Pará alegou no seu pedido que o fechamento do porto traria prejuízos econômicos, inclusive à outras regiões da Amazônia, e que ele representa grave ameaça à saúde pública de Santarém. Diz que se a Cargill continuar fechada, ela terá que jogar 48 mil toneladas de soja fora no aterro sanitário municipal. É um excesso de carga que impedirá que ele continue a funcionar, paralisando a coleta do lixo na cidade.

Por Carolina Elia
19 de abril de 2007

Saúde pública II

O boom da soja em Santarém começou no finzinho da década de 90, com a chegada de agricultores sulistas vindos do Mato Grosso. Mas decolou mesmo depois que a Cargill abriu seu terminal no município e começou a financiar os produtores locais. Entre 1999 e 2004, segundo um estudo feito por Daniel Cohenca, funcionário do Ibama, o plantio de grãos foi diretamente responsável pela derrubada de 80 mil 893 hectares de florestas primárias e secundárias, em ótimo estado de regenração, no município.

Por Carolina Elia
19 de abril de 2007

O fiel escudeiro

Nesta quinta-feira o Diário Oficial da União trouxe a exoneração do procurador-geral do Ibama, Sebastião Azevedo. Ele faz parte da equipe do presidente demissionário do órgão, Marcos Barros. Azevedo foi o homem que comandou diversos processos administrativos na primeira gestão de Marina Silva, quando 113 funcionários do Ibama foram presos por corrupção.

Por Redação ((o))eco
19 de abril de 2007