Quem sabe

A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), leia-se os pesos-pesados da soja, deve receber em breve um relatório do governo do Amazonas mostrando como as florestas do estado garantem a chuva na fronteira agrícola brasileira. O Amazonas quer receber dinheiro pela prestação de serviços ambientais. A direção da Abiove acha que pode ser uma boa idéia.

Por Redação ((o))eco
9 de abril de 2007

Culpa da maré

O fenômeno de maré vermelha foi apontado como a causa da morte de 50 toneladas de peixes, crustáceos e mariscos na baía de Todos os Santos (BA) no início de março. O laudo técnico aguardado há quase um mês para esclarecer as causas da mortandade finalmente saiu às vésperas da Semana Santa. De acordo com o Centro de Recursos Ambientais do estado, a presença em altas densidades do dinoflagelado Gymnodinium sanguineum provocou o aparecimento de manchas avermelhadas na água. Autoridades ambientais chamaram o acontecimento de “maior desastre ecológico” da região.

Por Redação ((o))eco
6 de abril de 2007

De volta à normalidade

O órgão ambiental baiano garantiu que o organismo que matou os peixes não é tóxico e não oferece riscos à saúde humana. Por isso, não há restrições para banho de mar nas praias do recôncavo nem ao consumo de pescado, embora o Ibama mantenha o decreto que proibiu a atividade por dois meses na baía.

Por Redação ((o))eco
6 de abril de 2007

Pobre Yasuni

Brasil e Equador fecharam acordo para a Petrobras e a Petroecuador explorarem petróleo no Parque Nacional de Yasuni, localizado em uma parte rica em biodiversidade da Amazônia equatoriana. Os dois governos prometeram prestar atenção ao meio ambiente, mas ficou claro pelo discurso do presidente Rafael Correa em Brasília de que a natureza mais uma vez perdeu para o lucro: “ O governo equatoriano disse claramente ao mundo que a alternativa para o campo de ITT é uma exploração com redução dos impactos ambientais ou deixar o óleo cru represado na terra, mas com uma justa compensação por parte da comunidade internacional", afirmou.

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6 de abril de 2007

A fragilidade de Galápagos

Pesquisadores da organização Conservation International (CI) participam de um bate-papo online sobre os efeitos das mudanças climáticas em Galápagos – o arquipélago equatoriano que encantou Charles Darwin com sua diversidade de formas de vida. Segundo os cientistas, o fenômeno El Niño afeta toda a ecologia das ilhas e provocou a perda de cerca de 95% dos recifes de corais de Galápagos. Há espécies de peixes já consideradas extintas. O receio da equipe da CI é de que o aquecimento da Terra intensifique a ação do El Nino, que hoje acontece em intervalos de 2 a 7 anos. Para eles, o arquipélago é um laboratório perfeito para se estudar a reação da biodiversidade às novas mudanças climáticas.

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6 de abril de 2007

A culpa é do homem

Os cientistas reunidos em Bruxelas concluíram que grande parte do aumento de temperatura observado na Terra desde meados do século XX está relacionado ao aumento da concentração de gases do efeito estufa emitidos pela humanidade no mesmo período. As mudanças observadas em regiões afetadas pela elevação da temperatura dificilmente foram provocadas apenas por mutações naturais. Modelos de estudo comprovam a teoria.

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6 de abril de 2007

Sinais claros

O relatório divulgado nesta sexta pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas tem como foco as alterações provocadas pelo aquecimento global já observadas nos ambientes naturais e humanos. Os cientistas afirmam que é possível ter um alto grau de certeza de que o número e tamanho de lagos formados pelo derretimento de glaciares aumentaram. Comunidades construídas próximas a esses lagos podem sofrer com enchentes repentinas. Os ecossistemas do Ártico e da Antártica também estão sendo afetados pela mudança de temperatura. Os predadores do topo da cadeia alimentar são as maiores vítimas.

Por Redação ((o))eco
6 de abril de 2007

Mudaram as estações

Os cientistas também atestaram sinais de que os picos nevados do planeta começaram a derreter mais cedo do que o usual e que o aquecimento da Terra está antecipando a primavera – árvores estão ficando verdes antes do tempo, pássaros estão migrando antes da hora e colocando ovos prematuramente. A mudança também afeta a agricultura, principalmente no Hemisfério Norte. Se o aumento da temperatura média do planeta passar de 1,5 a 2,5 graus Celsius, cerca de 20 a 30% das espécies de plantas e animais conhecidas estarão em risco de extinção.

Por Redação ((o))eco
6 de abril de 2007

O clima latino

As projeções do relatório para a América Latina em 2050 não são animadoras. O aumento da temperatura e a presença de menos água no solo devem de fato transformar parte da Amazônia em savanas e áreas reconhecidas hoje como semi-áridos sofrerão processo de desertificação – fenômeno também previsto para áreas agricultáveis. A expectativa é que as produções de grãos e carne recuem e que o acesso mais restrito à água afete não só a agricultura, mas as populações humanas e a geração de energia. O aumento da temperatura e do nível dos mares deve provocar enchentes nas regiões mais baixas da América do Sul e modificação nos estoques pesqueiros do sudeste do Pacífico. Os corais do Caribe estão em risco. O resumo executivo do relatório está disponível na internet.

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6 de abril de 2007

Hollywood descobre o aquecimento global

Nos anos 50 e 60 era a ameaça de uma guerra nuclear. Agora, segundo o First Post, Hollywood parece ter descoberto um novo bicho-papão para assustar o público dos cinemas: o aquecimento global. Graças à popularidade de Uma Verdade Inconveniente, vários filmes estão em produção carregando a nova mensagem apocalíptica. Assustador mesmo é o calibre dos diretores citados no artigo: James Cameron, que afundou o Titanic, e M Night Shyamalan, responsável por filmes fraquinhos como O Sexto Sentido. Uma refilmagem de Creature From the Black Lagoon, por outro lado, até que tem potencial.

Por Redação ((o))eco
5 de abril de 2007

Botas da paixão

Os donos desses dois pares de botas decidiram amarrar os cadarços. Andreia Fanzeres, nossa repórter, e Luíz Gustavo Gonçalves, analista ambiental...

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5 de abril de 2007

Clipping

O jornal O Globo publica nesta quinta-feira um artigo/reportagem (?!) com declarações do prefeito do Rio de Janeiro, César Maia, retiradas de uma entrevista dele ao O Eco publicada há um mês. O texto diz que Maia menospreza o crescimento da favela da Rocinha, enquanto institutos de pesquisa mostram que as moradias continuam a crescer em ritmo acelerado. Ainda na interpretação do diário carioca, o prefeito critica a falta de fiscalização sobre construções, responsabilidade que seria de sua própria administração.

Por Redação ((o))eco
5 de abril de 2007