Custo e benefício

A discussão em torno do álcool e outros combustíveis alternativos demonstra que o ambientalismo de Wall Street cria novos dilemas. Uma matéria publicada no Environmental News Network discute as vantagens e desvantagens do etanol de milho. Etanol de celulose parece ser uma solução tecnicamente superior, mas essa tecnologia ainda não está suficientemente avançada para ser adotada em larga escala. A conclusão, claro, é que antes de mais nada seria melhor investir em conservação.

Por Redação ((o))eco
12 de março de 2007

Floresta multiuso

A floresta amazônica está diretamente ligada ao clima do oceano Pacífico. É o que diz pesquisa do meteorologista do Inpe Paulo Nobre, que apresentou o trabalho neste domingo num evento no Rio de Janeiro. Se a floresta virar savana por causa do aquecimento global – uma predição do climatologista Carlos Nobre, irmão de Paulo – haverá mais chuva no Pacífico. A região, por sua vez, tem grande interferência no clima do resto do planeta e muitos processos podem ser alterados a partir daí. Outra conseqüência da savanização, segundo o cientista, será o aumento do fenômeno El Niño em até 50%. “A questão importante é que mantendo a floresta em pé teremos a possibilidade de manter o clima do planeta também”, disse ele à Folha de São Paulo.

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12 de março de 2007

Reclamação

Fazendeiros norte-americanos estão chiando com o acordo entre Estados Unidos e Brasil para produção de etanol. Acham que a proposta vai ajudar o álcool brasileiro na competição com o que estão começando a produzir. “Este acordo é o passo errado, na direção errada, na hora errada”, disse à agência Reuters o presidente da União Nacional de Fazendeiros, Tom Buis. Notícia do Planet Ark.

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12 de março de 2007

Só sei que nada sei

Como os chimpanzés, ratos de laboratório são ases do saber animal. De tempos em tempos, cientistas resolvem se embrenhar em complicadas pesquisas em busca de mais respostas para o funcionamento dos seus pequeninos cérebros. É o caso do neurocientista Jonathon Crystal, que descobriu que os roedores sabem medir o seu próprio conhecimento – quando eles sabem que não sabem algo, prefererem simplesmente não responder. O nome dessa capacidade é metacognição. Até agora, se conseguiram poucos exemplos de sucesso nesse tipo de pesquisas com animais, que – óbvio – não falam com os pesquisadores para dizer se sabem ou não de alguma coisa. A curiosa notícia está no site da revista Science.

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12 de março de 2007

Planos

A companhia norte-americana TXU anunciou planos de construir no Texas duas usinas termelétricas com mecanismos para capturar os gases do efeito estufa antes que eles sejam jogados na atmosfera. Segundo o The New York Times, o estado vai precisar de novas plantas de energia na próxima década – estima-se que a população cresça cerca de 20%. A TXU tinha deixado um buraco na futura matriz energética texana há algumas semanas, quando, depois de passar de mãos pela bagatela de 45 bilhões de dólares, seus novos donos suspenderam a construção de 11 novas usinas a carvão no estado.

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12 de março de 2007

Jesus e o híbrido

O The New York Times também publicou no fim de semana reportagem sobre o reverendo Jim Ball, um pastor evangélico norte-americano que se dedica a defender o meio ambiente. Ou melhor, a criação divina. Ball ostenta uma placa com as seguintes palavras em seu carro híbrido, um Toyota Prius azul: “Que carro Jesus dirigiria?”. O automóvel ambientalmente correto não é a única preocupação do reverendo, que também só compra móveis usados, recicla de tudo e usa material de limpeza que não agride a natureza.

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12 de março de 2007

Explicação

A revista Slate publicou reportagem sobre um estudo que mostra por que os pássaros voam. A resposta é mais complicada do que você pensa. Só asas não são suficientes. O segredo, segundo os cientistas, foi herdado dos dinossauros: células pequenas e genoma três vezes menor do que o humano. Bichos com essas características têm o metabolismo mais rápido, o que permite atividades com grande consumo de energia: voar, por exemplo.

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12 de março de 2007

Poluição celeste

O céu britânico está poluído. O vilão da história, entretanto, não tem nada a ver com carros ou indústrias: o problema é o excesso de luz. Segundo o jornal The Guardian, por causa da poluição luminosa, apenas 11% do céu da Grã-Bretanha permanece totalmente escuro. Um grupo de astrônomos organizou uma campanha para investigar a situação, pedindo a pessoas em diferentes lugares do país para contarem as estrelas que viam. O resultado foi o esperado - quanto mais perto das cidades, menos astros eram visíveis. Eles querem agora que o governo prepare uma legislação para controlar a luminosidade excessiva.

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12 de março de 2007

Novidade no litoral

Tem peixe recém-descrito na costa brasileira. Trata-se do Lutjanus alexandrei, espécie endêmica ao nosso litoral, que pertence à mesma família do vermelho. A descoberta está em artigo dos biólogos Rodrigo Moura, da Conservação Internacional, e Kenyon Lindeman, do Environmental Defense publicado no mais recente número da revista Zootaxa. O nome da nova espécie homenageia Alexandre Rodrigues Ferreira, importante naturalista brasileiro dos séculos XVIII e XIX.

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9 de março de 2007

Por dentro

O Ministério Público Federal do Pará decidiu apurar as condições da instalação do projeto agropecuário do grupo Bertin, que obteve financiamento de 90 milhões de dólares do Banco Mundial. A empresa é acusada de querer bancar produtos provenientes de áreas griladas e de fornecedores envolvidos em crimes ambientais. O procurador da República Ubiratan Cazetta pediu formalmente à empresa para ser informado sobre providências tomadas para evitar problemas sócio-amebientais.

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9 de março de 2007

Março sem águas

Onde será que estão as águas de março? Talvez nem Tom Jobim soubesse responder. De acordo com o Instituto Estadual de Florestas do Rio (IEF) o retrato deste mês revela que a umidade relativa do ar caiu de 80% para 50%. Essa seca tem provocado incêndios em unidades de conservação do estado, como o Parque da Pedra Branca e da Tiririca, que perdeu sete hectares de mata por queimadas. Como se estivesse em pleno inverno, o IEF determinou alerta máximo para o combate aos incêndios florestais, já que pelo menos para a próxima semana a meteorologia ainda não dá sinal das famosas águas.

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9 de março de 2007

Antes tarde do que nunca

O Ibama multou nesta sexta-feira em 7 mil e 23 mil reais as duas empresas que extraíam areia sem licença ambiental no entorno da Reserva Biológica do Tinguá, na baixada fluminense. Um caminhão e três motores também foram apreendidos na investida, que finalmente aconteceu depois de dezenas de denúncias. Só que o Ibama diz que oficialmente não sabia da existência das crateras formadas pela retirada da areia, descoberta apenas no dia 22 de fevereiro deste ano, durante um sobrevôo. De acordo com o instituto, o monitoramento das atividades naquela área vai permanecer sob responsabilidade dos três fiscais da reserva, que mal dão conta das irregularidades que são cometidas dentro da unidade de conservação.

Por Redação ((o))eco
9 de março de 2007