Atraso

O Incra deixou expirar mais um prazo para entregar a lista e a localização exata dos Projetos de Desenvolvimento Sustentável (PDS) – o novo nome de assentamentos na Amazônia – que implantou ao longo de 2006 na região da BR-163. Essas informações são fundamentais para planejar as atividades do Distrito Florestal que o governo federal criou na zona de influência da estrada em fevereiro do ano passado.

Por Redação ((o))eco
7 de março de 2007

Empenho

Apesar da demora, não se pode mais acusar o Incra de estar de má vontade com a área ambiental do governo federal, encarregada de planejar o Distrito Florestal. Seus técnicos estão trabalhando com notável afinco para reunir as informações sobre os PDSs da BR-163. A dificuldade para entregá-las deve-se ao fato de eles estarem enfrentando a bagunça burocrática que tomou conta das superintendêcias do órgão no Pará em 2006.

Por Redação ((o))eco
7 de março de 2007

À frente

Entre os técnicos do Ministério do Meio Ambiente, há uma visão positiva sobre as consequências de tanta confusão em torno dos PDSs da BR-163. Acreditam que o governo sairá dela com um plano definido para consertar o passivo ambiental dos assentamentos que já foram feitos e critérios mais objetivos para instalar futuros assentados na região.

Por Redação ((o))eco
7 de março de 2007

Financiamento

O International Finance Corporation (um braço do Banco Mundial) está na iminência de conceder um empréstimo de 90 milhões de dólares ao frigorífico Bertin, que compra bois criados em fazendas ilegais na Amazônia. Segundo um grupo de importantes Ongs e institutos de pesquisa da região, o dinheiro será usado para expansão das atividades da empresa, o que demandará a criação de mais pasto sobre floresta numa área que abrange 30 municípios do Pará, Mato Grosso e Rondônia. O banco não cobrou a titulação das fazendas, suspeitas de serem frutode grilagem e já considera o estudo sobre o investimento pronto. O conselho do IFC vota nesta quinta-feira pela liberação, ou não, do empréstimo.

Por Redação ((o))eco
6 de março de 2007

Ilógica

Segundo Roberto Smeraldi, da Ong Amigos da Terra, o IFC só cobrará que a situação se torne regular daqui a dois anos, quando a expansão estiver estabelecida. "Não tem lógica. Eles estão financiando a ilegalidade, ao invés de emprestar dinheiro para que os passivos sejam resolvidos", afirma. Roberto diz que em encontro com os responsáveis pelos estudos, perguntou por que eles não cobravam a titulação das propriedades. Ganhou um "porque ninguém a tem" como resposta.

Por Redação ((o))eco
6 de março de 2007

Nas mãos erradas

Mais uma reunião para decidir a nova cara do código ambiental de Mato Grosso aconteceu ontem a portas fechadas. Representantes de entidades ambientalistas e pesquisadores tentaram participar, mas receberam um não como resposta.O grupo de trabalho criado pelo governo para elaborar o código tem de tudo, menos gente que entende de meio ambiente. Quem tem voz nessas negociações são a Federação das Indústrias, Assembléia Legislativa, Ministério Público Federal e Estadual, Federação de Agricultura e Pecuária, além da Ordem dos Advogados e Conselho Estadual de Meio Ambiente, que reúne Ongs praticamente desconhecidas. Os barrados entregaram uma carta ao secretário estadual de meio ambiente em protesto por não participarem das decisões sobre as novas regras ambientais do Mato Grosso.

Por Redação ((o))eco
6 de março de 2007

Praias sujas

O Ministério Público Federal deu 90 dias para que a prefeitura de Arraial do Cabo (RJ) suspenda o lançamento de esgoto em duas das mais visitadas praias do município da costa azul fluminense: a Prainha e a Praia dos Anjos. Segundo uma investigação do MPF, não existe sistema de coleta e tratamento de esgoto nesses locais. Caso a prefeitura desrespeite a determinação do MPF, poderá ser alvo de ação judicial.

Por Redação ((o))eco
6 de março de 2007

Canetada

Dezenas de entidades sócio-ambientais vão enviar na próxima quinta-feira uma carta ao presidente Lula apelando para que ele vete dois artigos da medida provisória que regulamenta o plantio de transgênicos no entorno de unidades de conservação. Os artigos se referem à redução do quórum para liberação de transgênicos e à anistia de fazendeiros que plantaram algodão modificado irregularmente.

Por Redação ((o))eco
6 de março de 2007

Pergunte ao Tim

O canal de rádio jovem da Australian Broadcasting Corporation (triple j) colocou o cientista ambiental Tim Flannery para responder perguntas dos ouvintes sobre mudança climática. O programa está disponível para download no formato mp3. Os sotaques australianos exigem um certo esforço de compreensão, mas vale a pena.

Por Redação ((o))eco
6 de março de 2007

Caverna em conversa

O Ministério do Meio Ambiente apresentou ontem ao Ministério de Minas e Energia uma proposta de modificação na legislação espeleológica (de cavernas). O principal objetivo do MMA é que haja um maior entendimento acerca da importância cultural, hidrológica e ecossistêmica da ocorrência de cavernas. A idéia é que se definam claramente os procedimentos e competências em vários casos de licenciamentos onde se encontra cavidade subterrânea. Hoje, a conversa será com a Casa Civil, e uma agenda para os próximos passos deve ser definida.

Por Redação ((o))eco
6 de março de 2007

Boa notícia

Os governos de grande parte dos países industrializados estão se esforçando para diminuir as suas emissões de gases do efeito estufa até o fim da década. Os EUA, no entanto, vão na contramão: entre 2002 e 2012, a poluição do país aumentará numa taxa semelhante à da década anterior. É o que diz um relatório ainda incompleto – mas cujo prazo de lançamento já foi ultrapassado há mais de um ano – a ser entregue às Nações Unidas. Segundo a reportagem do The New York Times, o presidente George W. Bush não vê problema no número. Para ele, essa é uma prova de que o governo americano está fazendo o que se propõe no combate ao aquecimento – as emissões não devem crescer mais que a economia. Essa estranha meta, ele conseguiu.

Por Redação ((o))eco
6 de março de 2007

Aniversário

Gana foi o primeiro país da África subsaariana a declarar independência, feito conquistado há 50 anos. Reportagem do site Planet Ark conta que a natureza tem estado em baixa no país desde os tempos da colônia inglesa – três quartos da floresta ganense vieram abaixo. A madeira é um dos principais produtos de exportação do país, que agora tenta investir em reflorestamento. Por enquanto, em vão. “Se for incluída a madeiragem ilegal, a indústria está desmatando numa taxa 5 vezes maior que a sustentável”, disse à reportagem um ambientalista local.

Por Redação ((o))eco
6 de março de 2007