Campeões percentuais

Percentualmente, a liderança entre os estados no crescimento do rebanho bovino também pertence à Amazônia. O campeão foi o Amapá, com um salto, em 2005, de 17,46% em relação ao ano anterior. Em seguida está o Acre, que deu um pulo de 12,14%. O strike amazônico nessa categoria foi atrapalhado por Pernambuco, onde o número de bois cresceu 11,97%. Mas a região volta a brilhar no 4º lugar com Roraima, onde a expansão bovina em 2005 foi de 10,46%. Na quinta posição, vem outro estado nordestino, Alagoas, com 10,24%.

Por Redação ((o))eco
12 de dezembro de 2006

Tragédia antecipada

O Ártico não verá uma pedra de gelo marinho no verão de 2040, diz estudo baseado em dados da Nasa. A nova previsão antecipa em 40 anos o problema em relação ao que se achava anteriormente. O derretimento já anda a passos largos agora, mas os cientistas dizem que ele pode ser quatro vezes mais rápido nos próximo 20 anos. Os mais prejudicados com a situação serão os esquimós que vivem por lá (e serão obrigados a migrar), além dos ursos polares e outras espécies dependentes do gelo perene – eles provavelmente seriam extintos. Mas se o Ártico passar de fato a tirar férias de verão, isso pode desencadear ainda outras desgraças, como a quebra da corrente do Atlântico Norte (que ameniza os invernos britânicos). A notícia é dos jornais britânicos The Independent e Telegraph.

Por Redação ((o))eco
12 de dezembro de 2006

Não compensa

Há pelo menos um efeito positivo nas mudanças climáticas, e quem sai ganhando com ele são as agências espaciais. É que as nossas exageradas emissões de gás carbônico estão tornando a camada mais externa da atmosfera (a termosfera) mais rarefeita. Isso facilita a órbita das naves espaciais e satélites, porque reduz a resistência imposta pelo pouco ar presente em atitudes tão altas. Segundo o jornal Folha de São Paulo, a redução da densidade da termosfera tem caminhado a 1,7% por década. Com esses dados, cientistas poderão economizar din-din com combustível das naves, e os satélites poderão ficar mais tempo em órbita. O que os cientistas ainda não viram é que essa pode ser a solução ideal para os nossos problemas. Abandonemos este planeta aquecido, não deu certo. Vamos para o espaço.

Por Redação ((o))eco
12 de dezembro de 2006

Custos

Por causa do apelo econômico provocado por estudos como o Relatório Stern, o aquecimento global tem ganhado alguns aliados inesperados. Reportagem do jornal The New York Times dá como exemplo a história do alto executivo de uma usina energética a carvão que aderiu à causa. Ele pensa com antecedência nos custos ainda mais altos que pode vir a ter no futuro, se não se adaptar agora. O texto fala da relação entre cientistas e economistas e suas respectivas projeções e soluções para o problema.

Por Redação ((o))eco
12 de dezembro de 2006

Água de plástico

Estudo de cientistas britânicos diz que, em todo o mundo, o oceano está cheio de pequenos pedacinhos de plástico, que eles poeticamente chamam de “lágrimas de sereia”. A preocupação dos pesquisadores é que os fragmentos entrem nas cadeias alimentares e contaminem os peixes com substâncias químicas. As “lágrimas” resultam da quebra do plástico de sacos, garrafas, ou qualquer outra coisa feita do material. Segundo a notícia da BBC News, é praticamente impossível limpar os oceanos: as partículas chegam a tamanhos minúsculos, menores o diâmetro de fios de cabelo humano.

Por Redação ((o))eco
12 de dezembro de 2006

Mensagem para Maggi

A Fundação Ecológica Cristalino e um grupo de organizações interessadas na preservação dos parques Cristalino I e II criaram um novo canal de mobilização. Através do site www.soscristalino.org.br você pode mandar uma mensagem para o governador Maggi exigindo o veto da lei que reduz a årea do Parque Estadual, premia quem desmatou e pune quem preserva.

Por Redação ((o))eco
12 de dezembro de 2006

Tá na hora

A Medida Provisória 397/2006, que regula o plantio de transgênicos no entorno de unidades de conservação e terras índigenas, terá que ser votada nos próximos dois dias na Câmara dos Deputados para desobstruir a pauta da Casa. O texto altera o artigo 27 da lei do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (Lei 9985/2000) ao acrescentar que o uso de transgênicos em zonas de amortecimento só poderá ser liberado após uma série de estudos.

Por Redação ((o))eco
12 de dezembro de 2006

Aproveitando…

O problema é que a discussão abriu a porteira para que vários deputados apresentassem emendas de levantar os cabelos, como a liberação do plantio das sementes estéreis, chamadas de Terminator. Ou ainda, a mudança do quórum da CTNBio para facilitar a liberação do plantio comercial. O deputado Miguel de Souza (PL/RO), por exemplo,propôs que o texto libere o plantio de transgênicos no entorno das unidades de conservação sem que se faça qualquer tipo de estudo. A assessoria parlamentar do Ministério do Meio Ambiente já emitiu um parecer de que é totalmente contrária às emendas apresentadas pelos parlamentares.

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12 de dezembro de 2006

Antenado na água

O Instituto Socioambiental colocará no ar esta semana o site "De Olho nos Mananciais", uma ferramenta interativa que vai permitir aos internautas conhecerem a situação de algumas bacias hidrográficas do país. O foco da iniciativa será os mananciais de abastecimento da Região Metropolitana de São Paulo, onde 19 milhões de pessoas convivem com a escassez de água de qualidade. O site terá mapas, fotos e gráficos, além de fóruns de discussão e artigos inéditos.

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12 de dezembro de 2006

Mamão com açúcar

A linha de crédito lançada nesta terça-feira pela Financiadora Nacional de Estudo e Projetos (Finep) para apoiar empreendimentos que gerem créditos de carbono é extremamente atrativa. Um projeto de tecnologia limpa pode ter juros de até irrelevantes 1,8% ao ano. Além disso, se estiver associada à universidades ou institutos de pesquisa, a idéia pode receber um subsídio de até 50% de seu valor total. Agropecuária e energia são as áreas vistas com maior potencial pela Finep.

Por Redação ((o))eco
12 de dezembro de 2006

Processo completo

A iniciativa da Finep tem tudo para dar certo pois além de financiar investimentos em inovação tecnológica, ela vai dar dinheiro para a fase de estudos e inventários dos projetos de crédito de carbono. O início dos projetos é hoje considerado um dos príncipais problemas. Não são poucos os embates entre as empresas e o Ministério de Ciência e Tecnologia, o orgão do governo responsável por aprovar os projetos e depois enviá-los à ONU.

Por Redação ((o))eco
12 de dezembro de 2006

Vice-campeão

A iniciativa privada reclama da demora na avaliação dos projetos de créditos de carbono, mas o MCT cobra estudos mais consistentes. Assim mesmo o Brasil é o segundo país do mundo em número de iniativas de mecanismo de desenvolvimento limpo. Uma fonte do MCT conta que a Índia, embora esteja em primeiro lugar, tem cada vez mais projetos rejeitados pela ONU por falta de rigor metodológico.

Por Redação ((o))eco
12 de dezembro de 2006