Dupla personalidade

O fenômeno El Nino, que muitas vezes aparece no noticiário como grande vilão climático, também é responsável por boas ações. Devido à sua presença, este ano a temporada de furacões no Atlântico foi bem menos devastadora do que se esperava. Foram apenas nove tempestades do tipo entre junho e novembro. Mas os cientistas alertam: as “eras” de furacões costumam durar de 25 a 40 anos. Nós estamos numa há apenas 12. “Ainda há um longo caminho pela frente”, disse um especialista à reportagem do site Planet Ark.

Por Redação ((o))eco
1 de dezembro de 2006

As piranhas e o ouro

Pesquisadores da Conservação Internacional encontraram 13 novas espécies de peixes de água doce em uma região da Venezuela ameaçada por garimpos de ouro. Entre elas, notícia também o Planet Ark, estão uma raia e uma piranha carnívora. Alguns dos peixes estudados carregavam alta concentração de mercúrio, substância tóxica usada pelos garimpeiros para ajudar na separação do ouro. Segundo os cientistas, a área – que fica na confluência entre os rios Orinoco e Ventuari – ainda é bem preservada. Mas querem assegurar a proteção, antes que seja tarde demais.

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1 de dezembro de 2006

Dor de cabeça

O aquecimento global deixou de ser um papo de projeções científicas para ser reconhecido como algo que já está em curso. Com isso, muita gente (e bicho) começa a se preocupar com o que será da vida daqui para frente. Interessante reportagem do jornal Washington Post diz que alguns conservacionistas agora vêem as mudanças climáticas como o principal problema sobre o qual eles devem se debruçar. Afinal, qual o sentido de garantir a preservação de áreas que estão fadadas ao caos climático? Entre os mais encucados, diz a reportagem, estão ursos polares, borboletas e funcionários de resorts de ski.

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1 de dezembro de 2006

Faça algo!

A revista inglesa de meio ambiente The Ecologist resolveu dar uma chacoalhada nos brios do primeiro ministro Tony Blair, que a todo momento se gaba de sua política contra mudanças climáticas. Em uma revisão das recomendações feitas por Nicholas Stern em seu relatório sobre os impactos econômicos do aquecimento, o editor Jeremy Smith afirma que o governo de Blair não apresentou qualquer nova iniciativa de corte de emissões. Nas palavras de Smith, parece que o Reino Unido está esperando que China, Índia e Brasil dêem o primeiro passo. Também sobraram críticas para a imprensa. Segundo o artigo é bastante sintomático que os debates sobre as conclusões de Stern tenham desaparecido da mídia tão rapidamente.

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1 de dezembro de 2006

Reduziram o Cristalino

Deputados de Mato Grosso aprovaram na última quinta-feira uma redução de quase 30 mil hectares das áreas protegidas pelos Parques Estaduais do Cristalino I e II, na divisa com o Pará. Entre os parlamentares que forçaram a decisão está Silval Barbosa, vice-governador eleito do estado. O secretário de meio ambiente, Marcos Machado, marcou uma reunião com o governador Blairo Maggi na próxima segunda-feira para pedir a reversão dessa decisão. Ele, agora, é a única pessoa que pode impedir a redução. Caso não o faça, estará assumindo para si a responsabilidade pelo estrago.

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1 de dezembro de 2006

Imagens do São Francisco

A partir do dia 14 de dezembro será aberta no Museu da Imagem e do Som, em Campinas, a exposição “O outro lado do rio São Francisco”, de João Zinclar. Entre 2005 e 2006, o fotógrafo percorreu toda extensão do rio, desde sua nascente, na Serra da Canastra, até a foz, entre os estados de Sergipe e Alagoas. A exposição vai até o dia 31 de janeiro de 2007.

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1 de dezembro de 2006

Exceção que vira regra

O Ibama de Mato Grosso voltou à sua condição de normalidade de comunicações esta semana, a de ficar sem telefone. Em algumas unidades, só há recebimento de chamadas. As linhas estão cortadas em Cuiabá, Alta Floresta, Sinop e Juína, onde inclusive o instituto não pode nem enviar cartas pelo correio. Está inadimplente.

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1 de dezembro de 2006

Fiscalização no Pantanal

Nesta semana a Polícia Federal iniciou a Operação Drake, na tentativa de coibir crimes ambientais relativos ao tráfico ilegal de fauna e biopirataria. As ações estão concentradas nas principais rodovias de acesso ao Pantanal e ao longo da linha de fronteira Brasil-Bolívia. Porto Corumbá, Porto Esperança, Porto Manga, Estrada Parque, Buraco das Piranhas e Lampião Aceso são algumas das localidades fiscalizadas com mais ênfase. A polícia considera Mato Grosso do Sul não apenas fonte de retirada clandestina de animais, mas rota de entrada de fauna proveniente do Peru e da Colômbia.

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1 de dezembro de 2006

Na mão dos índios

A PF apreendeu no Centro Referencial de Cultura Terena, em Miranda (MS) penas, ossos, dentes, ninhos, sementes e outras peças à venda, fabricadas com subprodutos da fauna e da flora, cuja extração é proibida.

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1 de dezembro de 2006

Cidade solar

A Câmara de Vereadores de Porto Alegre aprovou por unanimidade o projeto que institui o Programa de Incentivos ao Uso de Energia Solar nas Edificações. A idéia é fomentar o uso e o desenvolvimento de tecnologias de energia solar térmica, além de popularizá-la na cidade.

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1 de dezembro de 2006

Soltos

A Justiça de Mato Grosso revogou os 105 pedidos de prisão preventiva de fazendeiros, grileiros e madeireiros acusados de uma série de crimes ambientais em áreas protegidas, durante a Operação Kayabi II. A alegação é que que eles têm endereço fixo e não representam ameaça à sociedade.

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1 de dezembro de 2006

Minas ilegais

Dezenove equipes do Instituto Estadual de Florestas de Minas Gerais vistoriaram 80 empreendimentos minerários em novembro, como parte da Operação Sul de Minas, para reprimir crimes ambientais ligados à mineração. Dezesseis empresas foram interditadas, 24 foram notificadas e outras 11 atividades ilegais dentro de Área de Preservação Permanente ou Área de Proteção Ambiental também foram registradas. Na investida, a Polícia Militar de Minas Gerais apreendeu materiais usados para explodir minas de quartizito cujo aproveitamento, segundo os próprios mineradores, é de apenas 7%. O que sobra são pilhas de rejeitos, visíveis em cidades como São Tomé das Letras.

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1 de dezembro de 2006