Trajeto polêmico

Está marcada para acontecer neste fim de semana, no Parque Nacional do Itatiaia, uma corrida de aventura que também cruzará o Parque Nacional da Serra da Bocaina. O evento recebeu o aval nesta quinta-feira do Ibama de Brasília, mas gerou protestos por parte dos excursionistas que usufruem do parque de Itatiaia. Segundo eles, os atletas utilizarão trilhas que estão fechadas ao uso público há anos e que os montanhistas sempre reivindicaram a reabertura.

Por Redação ((o))eco
9 de novembro de 2006

O outro lado da moeda

Ao saber da polêmica, O Eco ligou para o diretor do parque do Itatiaia, Walter Behr, que confirmou o uso de trilhas fechadas durante o evento, mas afirmou que isso só foi permitido depois que os organizadores se comprometeram a sinalizar as trilhas e montar pontos de monitoramento que continuarão a funcionar após o evento. Com isso, os planos são reabrir as trilhas para o público comum logo após a corrida. “O nosso objetivo é que o evento provoque mínimo impacto e gere máximo retorno para o parque”, disse Behr.

Por Redação ((o))eco
9 de novembro de 2006

Promessa

A chanceler da Alemanha, Angela Merkel , que assumirá a presidência da União Européia em janeiro, juntamente com a presidência do G-8, disse que a proteção internacional do clima será o tema central da "presidência alemã". "Na UE eu promoverei pessoalmente um pacote negociado que sirva como marco fundamental para o futuro regime de proteção do clima", disse em entrevista na última quarta-feira, referindo-se a um acordo "pós-Kyoto".

Por Redação ((o))eco
9 de novembro de 2006

Até que enfim

O governo do Pará anuncia nesta quinta-feira a criação de três Florestas Estaduais na calha Norte do rio Amazonas no estado. A do Parú terá 3,8 milhões de hectares. A do Trombetas, 3, 3 milhões de hectares. E a última, de Faro, 700 mil hectares. Se elas realmente saírem do papel – faz 4 meses que elas estão para ser criadas – graças a proximidade com Terras Indígenas e Unidades de Conservação que já existem na região, o Brasil terá criado o maior mosaico de Unidades de Conservação contíguas da Amazônia.

Por Redação ((o))eco
8 de novembro de 2006

Disputa

As três florestas fazem parte de um pacote de áreas protegidas que o governador Simão Jatene pretende lançar ao mesmo tempo. Ele inclui duas Áreas de Proteção Ambiental (APA) e uma quarta Floresta Estadual, a da Amazônia, que nascerá sob o signo da polêmica política e dos conflitos sociais. Ela foi demarcada sobre boa parte de uma área onde faz tempo o governo federal promete criar uma Reserva Extrativista (Resex), a Renascer, nos municípios de Prainha, Uruará e Medicilândia, entre a Transamazônica e o rio Amazonas.

Por Carolina Elia
8 de novembro de 2006

Não vai dar certo

O Greenpeace soltou nota acusando o governador paraense de entregar a área onde a Ong torcia para ver criada a Resex Renascer a madeireiros ilegais. Ela foi palco de protestos da população local contra o corte de madeira. Moradores chegaram a atear fogo em toras que estavam prontas para serem transportadas pelo rio Uruará, que foi bloqueado pelos manifestantes.

Por Carolina Elia
8 de novembro de 2006

Há controvérsias

O Governo do Pará retruca que a exploração de madeira na região só acontecerá com planos de manejos aprovados pelos órgãos responsáveis. Crisomar Lobato, técnico da Secretaria Estadual de Tecnologia e Meio Ambiente (Sectam) conta que em agosto foram realizadas audiências públicas na região e que a maioria da população apoiou a criação da Flota e da APA.

Por Carolina Elia
8 de novembro de 2006

Fútil

Técnicos do Imazon que examinaram através de imagens de satélite uma área substancial da futura Floresta da Amazônia dizem que em termos de política de conservação, a discussão sobre se ali deveria haver uma Floresta Estadual ou uma Resex é irrelevante. A região está excessivamente desmatada e seja lá que Unidade de Conservação acabe sendo criada, dificilmente ela conseguirá produzir benefícios para a mata.

Por Carolina Elia
8 de novembro de 2006

Soltos, de novo

Todas as 29 pessoas suspeitas de participarem de um esquema de corrupção dentro do Ibama do Rio e presas na semana passada pela segunda vez, serão soltas amanhã, quinta-feira. O alvará de soltura foi concedido pelo desembargador Sérgio Feltrim, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (Rio de Janeiro e Espírito Santo). Também voltarão para as ruas dois servidores do Ibama que só haviam sido encontrados ontem pela Polícia Federal, que comandou a Operação Euterpe.

Por Redação ((o))eco
8 de novembro de 2006

Me dê motivos

Um dos motivos principais para o Ministério Público Federal ter pedido novamente a prisão dos suspeitos é porque as testemunhas chaves do caso sofreram ameaças. Mas o desembargador interpretou que se não há como saber quem exatamente fez as ameaças, todos devem permanecer livres.

Por Redação ((o))eco
8 de novembro de 2006

Firme e forte

Neste vai e vem, 27 funcionários do Ibama foram parar atrás das grades por suspeita de montarem um esquema de corrupção dentro do órgão federal para acobertar pesca ilegal e construções irregulares no estado do Rio de Janeiro. Grande parte são fiscais que foram afastados de seus cargos depois das prisões, mas a responsável pela fiscalização do Ibama no Rio, Maria Leia Xavier, que jura nunca ter percebido nada, continua no cargo.

Por Redação ((o))eco
8 de novembro de 2006

Vaquinha da floresta

Escondidos em meio à floresta da Tijuca, integrantes da Rede de Fundos Ambientais da América Latina e Caribe (RedLAC) se reuniram esta semana no Rio de Janeiro para trocar experiências e anunciar novos projetos. Entre eles, dois novos fundos: um para ajudar a proteger especificamente os últimos remanescentes de florestas tropicais do Paraguai e outro para a conservação e uso sustentável da floresta Amazônica, batizado de FAPBA (Fundo para as Áreas Protegidas da Bacia Amazônica). No Brasil, há dois fundos que operam na região: o FUNBIO (Fundo Brasileiro para a Biodiversidade) e o FNMA (Fundo Nacional do Meio Ambiente).

Por Redação ((o))eco
8 de novembro de 2006