UCs de papel

O Instituto Socioambiental (ISA) divulgou um estudo revelador sobre as unidades de proteção integral criadas ano passado na Terra do Meio, nos municípios de Altamira e São Félix do Xingu, no Pará. A ONG denuncia a carência de recursos humanos do Ibama como principal impedimento para implementação do Parque Nacional da Serra do Pardo (445 mil hectares) e da Estação Ecológica da Terra do Meio (3,3 milhões de hectares). Segundo o ISA, desde o ano passado o dinheiro do Programa de Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa) está à disposição do Ibama, mas até agora nada foi gasto. Para 2006, os recursos somam 873 mil reais, disponíveis desde abril, ainda intactos. O ISA lembra que o dinheiro parado pode prejudicar as unidades de conservação nos próximos anos porque se ele não é aplicado volta para o Arpa, que diminui o aporte às que não utilizaram devidamente os recursos.

Por Redação ((o))eco
10 de outubro de 2006

Crimes

De acordo com o estudo, o desmatamento retornou depois de um período de choque imediatamente após a criação das unidades, no ano passado, quando houve aumento da atuação do Ibama e do Ministério Publico na região. Como de lá para cá pouco aconteceu, a derrubada e as invasões estão sendo retomadas. Este ano, segundo o ISA, só a Estação Ecológica (Esec) da Terra do Meio registrou em agosto 460 focos de calor, o que fez dela a terceira unidade de conservação que mais queimou naquele mês em todo o país. O ISA diz ainda que existe uma pista de pouso clandestina dentro da Esec, além de plenas atividades de extração ilegal de madeira e movimentação de caminhões.

Por Redação ((o))eco
10 de outubro de 2006

Esperteza

O ISA entrevistou Tarcísio Feitosa, integrante da Comissão Pastoral da Terra, que descreveu o grau de esperteza dos madeireiros ilegais dentro da estação ecológica. Em vez de grandes desmatamentos, eles estão cortando em áreas espalhadas que não são superiores a 25 hectares porque sabem que abaixo disso as derrubadas dificilmente são vistas por satélites do Deter.

Por Redação ((o))eco
10 de outubro de 2006

Imagem manchada

O presidente George W. Bush está tentando, mas está difícil de reverter a imagem de um dos maiores vilões globais do meio ambiente. Segundo artigo da Reuters, publicado no site Environmental News Network, neste ano Bush criou a maior reserva marinha do mundo, além de ter aumentado os padrões de qualidade do ar. O problema, dizem os ambientalistas, é que a administração só mexe em pontos que não constrangem os maiores apoiadores do republicano, como o setor de energia e o agronegócio. Além de tudo, as recentes medidas são vistas como um "paliativo" enquanto a "doença" mais séria, o aquecimento global, continua a ser negligenciada.

Por Redação ((o))eco
10 de outubro de 2006

Especulação derrotada

A história é quase sempre diferente, mas desta vez organizações não-governamentais conseguiram o apoio da justiça para impedir a derrubada de uma floresta milenar na Espanha. A reportagem, publicada na Agência Envolverde conta que na cidade de Las Navas del Marqués, a prefeitura havia aprovado a venda de um terreno de 215 hectares que seria utilizado para a construção de casas de luxo e um campo de golfe. A decisão da justiça impediu o corte de cerca de 1,5 mil árvores centenárias, lar de diversas aves.

Por Redação ((o))eco
10 de outubro de 2006

Protesto

Desde segunda-feira à noite, madeireiros em Rondônia bloquearam com seus caminhões a BR-364, que liga o Acre ao resto do país. O motivo, segundo o jornal A Tribuna, são insatisfações quanto à liberação do Documento de Origem Florestal (DOF), que teria deixado de ser concedido na região depois que o Ibama identificou irregularidades no processo em Vista Alegre do Abunã – lar, doce lar da maioria dos manifestantes. Já o jornal Folha de Rondônia afirma que os madeireiros reclamam também de demora na emissão de planos de manejo e da necessidade de submeter suas atividades a fiscalizações feitas pelo Ibama, no Acre.

Por Redação ((o))eco
10 de outubro de 2006

Nova espécie

Um pássaro amarelo e de crista vermelha foi descoberto numa floresta até então inexplorada da Colômbia. A nova espécie foi batizada de yariquies, em homenagem à tribo indígena que habitava as montanhas onde o animal foi encontrado. A descoberta dos yariquies estimula o governo a reservar 500 acres da floresta andina para a criação de um parque nacional, o que agrada aos ambientalistas, segundo O Estado de S. Paulo.

Por Redação ((o))eco
10 de outubro de 2006

Bom programa

Neste domingo estréia na Globonews o programa “Cidades e Soluções”, apresentado pelo jornalista André Trigueiro. Toda semana serão mostradas experiências inteligentes e sustentáveis que transformam a vida dos brasileiros. O primeiro programa, que será exibido às 21h30 do dia 15 de outubro, vai falar sobre os coletores solares, que esquentam o banho em 600 mil domicílios no país. Quem perder, tem reprise segunda às 08h05 e 15h30, quarta às 05h30 e 17h30, e sábado às 05h30.

Por Redação ((o))eco
10 de outubro de 2006

Na hora H

A hidrelétrica de Mauá participa hoje do leilão de energia nova da Aneel ( Agência Nacional de Energia Elétrica ). A decisão veio da desembargadora federal Maria Lúcia Luz Leiria. Ela suspendeu em cima da hora a liminar que excluía o empreendimento do leilão. Dardanelos, também segurada por medidas judiciais, foi liberada por outra desembargadora, Assusete Magalhães. Estão em jogo , além dessas duas, as usinas de Cambuci e Barra do Pomba. O leilão pode ser acompanhado em tempo real no site da agência.

Por Carolina Elia
10 de outubro de 2006

Outra vez

A Justiça Federal de Londrina (PR) concedeu ontem (8) nova liminar que determina a exclusão da hidrelétrica Mauá do leilão da Aneel, programado para amanhã (10). Diferentemente da decisão proposta na última quinta-feira (5), que está focada na competência do licenciamento, esta liminar reconhece falhas do processo do licenciamento ambiental, como a ausência de termo de referência, problemas na definição da área de influência do empreendimento, ausência de consulta aos órgãos interessados (como o Ibama e Funai), deficiências no levantamento de impactos sobre o abastecimento dos municípios da bacia (especialmente Londrina e Cambé) e as fraudes decorrentes da supressão dos impactos sobre populações indígenas.

Por Redação ((o))eco
9 de outubro de 2006

Reforço

A medida reforça a liminar anterior e dificulta a tentativa de levar a usina a leilão. “Num país sério, não precisaria sequer uma liminar, porque os problemas desse processo são graves. Ainda que vá a leilão, é clara a ocorrência de improbidade administrativa”, afirma o procurador geral da República em Londrina, João Akira Omoto.

Por Redação ((o))eco
9 de outubro de 2006

Na lama

O que começou como uma busca por gás natural por uma companhia privada, acabou como um dos piores desastres ambientais provocados pelo homem na Indonésia. Do buraco aberto para exploração começou a jorrar lama suficiente para enterrar um Central Park por dia. Já sumiram oito vilas, 20 fábricas e 13 mil pessoas tiveram que ser removidas às pressas. A limpeza de tamanha sujeira pode custar ao governo mais de 1 bilhão de dólares e se o presidente quiser cobrar da empresa responsável, terá que bater na sala de um dos principais financiadores de sua campanha. Além disso, a única solução encontrada até agora para solucionar o problema, que começou discretamente em maio – é desviar o lamaçal para dentro de um rio, o que certamente vai detonar todo o ecossistema das margens, disseram especialistas ao The New York Times.

Por Redação ((o))eco
9 de outubro de 2006