Meia volta

Um protesto de povos indígenas bloqueou de domingo até ontem o trecho da BR-163 (Cuiabá-Santarém) que liga o Mato Grosso ao Pará. Os manifestantes exigiam do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT) a realização de estudos de impacto etno-ambiental (sobre o meio ambiente e as culturas indígenas) de estradas que podem ser construídas da BR até as aldeias. As obras fazem parte do projeto "BR-163 sustentável", que prevê a pavimentação da rodovia. Segundo a Fundação Nacional do Índio (Funai), as tribos querem ter idéia do que pode acontecer com a área para poderem tomar uma posição.

Por Redação ((o))eco
25 de julho de 2006

Recorde

São Paulo teve ontem a temperatura mais alta registrada num mês de julho desde 1943, quando o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) começou a fazer medições. Chegou a 30,2 C. Segundo o jornal Folha de São Paulo, não é só o calor que está maltratando os paulistanos, mas também o ar seco. Ribeirão Preto, por exemplo, está em estado de alerta – a cidade registrou ontem 18% de umidade do ar. A Organização Mundial de Saúde (OMS) considera preocupante o índice abaixo de 30%. Previsões meteorológicas mostram que o tempo pode mudar a partir de sexta-feira, quando chega do Sul uma frente fria.

Por Redação ((o))eco
25 de julho de 2006

Bobeira

Um fósforo riscado por um visitante resultou hoje na queima de um hectare (o equivalente a um campo de futebol) de mata atlântica no Parque Estadual de Ilha Grande , na região de Angra dos Reis. Bombeiros e guardas do parque levaram cerca de duas horas para apagar o incêndio na trilha que vai do Abraão a Dois Rios . O Instituto Estadual de Florestas (IEF) diz estar em alerta máximo por conta da baixa umidade do ar e altas temperaturas que têm atingido o Rio de Janeiro nos últimos dias.

Por Redação ((o))eco
24 de julho de 2006

Decisão

O Conselho Gestor da Área de Proteção Ambiental da Baleia Franca, na costa catarinense, ratificou no último sábado a instrução normativa do Ibama que restringe o turismo embarcado de observação de baleias nos municípios de Garopaba e Imbituba. Apesar da chiadeira de empresários de turismo e alguns políticos da região, o conselho considerou as dezenas de cartas de especialistas internacionais favoráveis à medida, que contribui para a segurança das baleias na sua área de reprodução. Fica proibido o turismo embarcado nas enseadas da Gamboa, sul de Garopaba, Silveira , Luz, praia D´Água e Canto da Vila.

Por Redação ((o))eco
24 de julho de 2006

Logo agora

Com o anúncio, feito hoje, da parada das negociações da Rodada Doha na Organização Mundial do Comércio (OMC), param também as discussões sobre os benefícios tarifários para bens ambientais. Na semana passada, o Ministério de Meio Ambiente chegou a divulgar que o Brasil já tinha a proposta pronta para levar a Genebra. A abertura de mercado para bens ambientais, prevista no parágrafo 31 da Declaração de Doha, era um processo menor na rodada, mas foi ganhando corpo nos últimos tempos. O principal ponto em debate é uma definição conceitual sobre o que seriam estes bens.

Por Redação ((o))eco
24 de julho de 2006

Ingenuidade

O maior interesse na negociação, no entanto, não significa necessariamente preocupação com o meio ambiente. Na visão de especialistas em comércio exterior, os países desenvolvidos passaram a usar o conceito de bens ambientais como uma forma de abrir caminho para bens industriais. No documento oficial aceita-se uma categoria chamada de produtos de uso dual múltiplo. Ou seja, um produto não precisa ser unicamente benéfico ao meio ambiente para ganhar tarifas mais baixas.

Por Redação ((o))eco
24 de julho de 2006

Bom pra todos

A proposta brasileira foi costurada pelos Ministérios do Meio Ambiente, Agricultura e Indústria e Comércio Exterior. O MMA vê a negociação com bons olhos e por isso foi mais flexível na definição do que seriam bens ambientais. A Agricultura tem como principal objetivo a inclusão do etanol como bens ambientais. Já a indústria está se posicionando por um conceito mais específico: bens ambientais seriam equipamentos como filtros e instrumentos de tratamento de efluentes e não produtos acabados, como carros ou eletrodomésticos.

Por Redação ((o))eco
24 de julho de 2006

Previsão

Uma reportagem do jornal britânico The Independent diz que a floresta Amazônica corre risco sério de virar deserto em pouco tempo. Segundo um estudo do Centro de Pesquisa Woods Hole, de Massachusetts, mais dois anos consecutivos de seca seriam suficientes para iniciar um processo irreversível de desertificação. Os pesquisadores, baseados em Santarém (PA), cobriram árvores com painéis de plástico, para imitar a falta de chuva. Elas sobreviveram aos dois primeiros anos, mas começaram a morrer no terceiro.

Por Redação ((o))eco
24 de julho de 2006

Leve semelhança

Aliás, o debate sobre o conceito de bens ambientais também ocorreu domesticamente. O governo há meses está preparando um pacote de desconto de impostos para produtos ambientalmente corretos. E novamente a indústria defendeu que apenas equipamentos deveriam ser beneficiados. O argumento foi aceito, a lista seguiu para a aprovação do Ministério da Fazenda, mas não saiu de lá até agora.

Por Redação ((o))eco
24 de julho de 2006

Sinais

Ainda sobre a Amazônia, o Independent também levanta sinais de que este ano a seca pode ser tão forte quanto no ano passado, o que daria condições para que as macabras previsões dos cientistas norte-americanos se concretizassem ainda ano que vêm, caso o problema se repita em 2007.

Por Redação ((o))eco
24 de julho de 2006

Domingo quente

O corpo de bombeiros do Rio de Janeiro registrou ontem 99 focos de queima de vegetação no estado, incluindo dois no Parque Nacional da Tijuca , três no Parque Estadual da Pedra Branca e dois na Serra da Tiririca. Segundo o Coronel Wanius de Amorim, chefe do grupamento florestal da corporação, o que mais pegou fogo foram áreas já alteradas e de capim colonião – quase nada de mata atlântica. Uma equipe foi acionada nesta segunda-feira para combater um foco no entorno da Pedra Branca. Balões e manejo inadequado de queimadas para preparo de pasto ou destruição de lixo são as principais causas dos incêndios, facilitados pela estiagem que já dura mais de 20 dias.

Por Redação ((o))eco
24 de julho de 2006