Entretanto

De qualquer maneira, mesmo com o TAC, a turma de Brasília não espera dar um passeio nas audiências públicas. O número de planos de manejo que podem ser imediatamente liberados é ridículo. Apenas 14. Com um pouco de esforço, até o fim, da próxima semana, conseguiriam autorizar mais 30. É quase nada para uma indústria que passou o ano de 2005 praticamente parada.

Por Redação ((o))eco
15 de setembro de 2005

Fim de papo

Quanto aos demais planos de manejo suspensos este ano no Pará, pouco mais de 300, não há a mais vã esperança de liberá-los agora. Além de estarem cheios de irregularidades, viraram alvo de disputa interna no Ibama. Os procuradores do órgão exigem que seja feita a plotagem georeferenciada, via satélite, dos terrenos que eles ocupam, todos em áreas que pertencem ao Pará. No ritmo em que funciona a burocracia do estado, isso é coisa que deve levar 6 meses. A área técnica do Ibama, com o apoio do Ministério do Meio Ambiente, sugeriu que eles recebessem a autorização mediante o compromisso de plotarem suas terras num futuro próximo. Os procurados disseram não.

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15 de setembro de 2005

Vai passar

Os planos de manejo madeireiro continuam encroados, mas o Projeto de Lei de Gestão de Florestas Públicas, que tem entre seus objetivos incentivar este tipo de prática na exploração econômica da floresta amazônica, está na bica de passar pelo seu último obstáculo, a aprovação do Senado. Pelo menos essa é a visão dos técnicos do Ministério do Meio Ambiente. Os senadores da região Norte estiveram na quinta, dia 15 de setembro, com a ministra Marina Silva para ratificar seu apoio ao projeto. E vários deles se compremeteram a retirar as emendas que haviam proposto ao texto.

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15 de setembro de 2005

Moda

A Mormaii, fabricante de roupas e equipamentos muito apreciados por surfistas e afins lança, no começo de 2006, uma coleção com a marca do Projeto Baleia Franca.

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15 de setembro de 2005

Viva Anavilhanas

O Programa Corredores Ecológicos da Amazônia – projeto financiado por vários governos para conectar grandes áreas de conservação na região – acaba de assinar seu primeiro convênio com uma Ong, no caso o Instituto Ipê. O valor total do acordo é de 240 mil reais e o dinheiro será usado em programas de educação ambiental e sensibilização juntos às comunidades que habitam o entorno da Estação Ecológica de Anavilhanas, no rio Negro, Amazonas.

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15 de setembro de 2005

Mais Anavilhanas

Semana que vem, o pessoal do Ipê, que coordena a implantação do plano de manejo da ESEC de Anavilhanas, sai numa expedição que vai percorrer 33 comunidades da margem direita do Rio Negro. Junto, vão técnicos da Secretaria de Desenvolvimento Sustentável do Amazonas, Ibama, Incra e órgão estaduais de turismo. Vão mostrar à população a importância de Anavilhanas e o papel que podem desempenhar na sua preservação.

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15 de setembro de 2005

Outra da Fatma

A Justiça Federal negou pedido da Companhia Catarinense de Empreendimentos Florestais para derrubar multa de 775 mil reais que lhe tinha sido aplicada pelo Ibama pelo corte de mais de 150 hectares de mata nativa em Área de Preservação Permanente. A empresa, que pertence à multinacional canadense Brascan, alegou que tinha autorização da Fatma, órgão ambiental de Santa Catarina, para fazer a derrubada. Aparentemente, a recente fama da Fatma de fechar os olhos para agressões ao meio ambiente já foi percebida pelo Judiciário.

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15 de setembro de 2005

Decolagem forçada

Um bando de trinta-réis (Sterna hirundinacea) alça vôo na praia de Itapirubá Sul, um dos poucos lugares ainda razoavelmente desolados que restam na...

15 de setembro de 2005

Perderam

Não nevou. Mas a temperatura abaixo de zero registrada no Planalto Catarinense congelou a chuva que caía, dando à paisagem no município de Urubici um aspecto europeu. A turistada, que costuma encher a região em julho para sentir frio de país desenvolvido, perdeu o espetáculo. A notícia está no Diário Catarinense.

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14 de setembro de 2005

Rebelião

Conta reportagem publicada na Zero Hora que os produtores de soja do norte do Rio Grande do Sul resolveram mandar às favas a lei que proíbe o plantio de soja transgênica em faixas de 10 quilômetros de largura no entorno de Unidades de Conservação. O Ibama já disse que irá multá-los. Os agricultores não estão nem aí. A multa sai mais em conta do que o custo que teriam em herbicidas caso plantassem soja convencional.

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14 de setembro de 2005

45 do segundo tempo

Termina no dia 15 de setembro, diz o Diário de Cuiabá, o prazo dado aos agricultores pelo Banco do Brasil para prorrogarem as dívidas contraídas na safra passada que não foram pagas. A queda do preço da soja no mercado mundial deixou a turma em dificuldades. Se a história do Brasil ensina alguma coisa, tudo indica que a dívida do setor, contraída sob o incentivo do discurso desenvolvimentista do governo, vai acabar caindo no colo do contribuinte.

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14 de setembro de 2005

Rebelião dos bichos

Um grupo de 15 leões marinhos está causando muita confusão numa marina de Newport, na costa da Califórnia. Segundo reportagem no The Los Angeles Times, eles chegaram por lá em maio e começaram a entrar dentro dos barcos ancorados. Destruíram seus interiores e chegaram a afundar um deles, um veleiro de 50 pés. A cidade quer expulsar os bichos de lá a qualquer custo. Eles não podem ser caçados – a lei proíbe – e portanto a luta agora é achar um método para enxotá-los. O que acontece em Newport, na verdade, não chega a ser grande novidade. Nos últimos meses, vários residentes da costa californiana registraram queixa nas polícias locais contra leões marinhos. Tudo indica que estão reclamando áreas que lhes foram tomadas pelos humanos.

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14 de setembro de 2005