Madeira de lei

O estado da Georgia, nos Estados Unidos, aprovou lei que permite a retirada de troncos de pinus que afundaram nos seus rios no século XIX, quando a região era um vibrante pólo madeireiro. Estima-se que das milhões de toras transportadas por via fluvial há mais de 100 anos, entre 3% e 5% jazem nos leitos de rios. Elas são cobiçadas pelas serrarias pela sua cor e pela sua granulação mais densa. Custam em média 10 vezes mais do que toras em condições normais, diz reportagem da Associated Press publicada no The New York Times. Ambientalistas vão tentar derrubar a lei na justiça. Dizem que pelo tempo que estão debaixo d’água, os troncos já se tornaram propriedade dos ecossistemas subaquáticos. Sua retirada, garantem, pode alterar a reprodução de peixes.

Por Redação ((o))eco
5 de setembro de 2005

Uma semana de horror

A manchete do Times-Picayune de hoje é “O 7º dia do inferno”. A reportagem diz que o som que mais se ouve na cidade ainda semi-submersa é o de helicópteros e tiros esporádicos, sinal de que ainda há muita gente esperando resgate e que muitos estão desesperados com a falta de socorro. O cheiro na região provocado pelas águas fétidas é insuportável, mas segundo o The New York Times, apesar de elas estarem cheias de combustível vazado de postos, esgoto e corpos putrefados, a população de Nova Orleans tem o que celebrar. Tanques que guardavam produtos químicos altamente tóxicos nos subúrbios de Nova Orleans resistiram à passagem do Katrina. Se tivessem rompido, a situação estaria muito pior. Na Slate, relato de homem que mudou-se há um ano para Nova Orleans e, nesse período, enfrentou 4 furacões, duas tempestades tropicais e, agora, o Katrina. Os seis primeiros desastres naturais não foram nada comparado ao último. Desta vez, ele perdeu tudo o que tinha.

Por Redação ((o))eco
5 de setembro de 2005

Melhor pegar um táxi

Relatório do governo inglês diz que, por falta de limpeza adequada, as ambulâncias do país transformaram-se em vetores de contaminação. Coisa de altíssimo risco. Noticia do Guardian.

Por Redação ((o))eco
5 de setembro de 2005

Homem não presta

Quarenta índias de 14 etnias se reuniram no Norte do Mato Grosso para debater as suas vidas e as de suas aldeias e chegaram a uma conclusão. Os índios precisam dividir o poder de comando com elas para as coisas melhorarem. Segundo elas, os homens têm culpa na ação ilegal de madeireiros e garimpeiros nas reservas indígenas do estado. A notícia está no Diário de Cuiabá.

Por Redação ((o))eco
5 de setembro de 2005

O fraudador

Longa reportagem na revista do The New York Times discute a razão pela qual a comunidade científica americana tornou-se um dos bolsões mais radicais de oposição à George Bush. Resumindo, Bush não tem tido nenhum prurido em eliminar dados científicos contrários à sua visão de mundo de relatórios governamentais sobre aborto, efeito-estufa e pesquisas com células-tronco e muito menos em apresentar teses eminentemente políticas como ciência pura.

Por Redação ((o))eco
5 de setembro de 2005

De saída

O Ibama do Rio de Janeiro vai mudar de comando. O gerente-executivo do órgão no estado, Edson Bedim, pediu para sair. Ele foi uma indicação política do deputado estadual Carlos Minc, do PT.

Por Lorenzo Aldé
3 de setembro de 2005

Da caixa postal

Sergio Abranches, daqui de O Eco, enviou mensagem pelo e-mail na quinta-feira, depois de viajar pela estrada Rio-Belo Horizonte: “Quem saiu do Rio nesta quinta-feira, pela BR-040, pode ver a serra, na região de Posse, toda em chamas. O capim das encostas na beira da estrada também ardia, quilômetros a fio. Fogo proposital, só para ver queimar. Numa área, chegava próximo às casas e barracos de favela. Pelas estradas de Minas, já não é mais possível distinguir a neblina da fumaça das queimadas".

Por Redação ((o))eco
2 de setembro de 2005

Aliás

Para quem não sabe, as queimadas, quando não são feitas para limpar pastos, funcionam como uma espécie de funeral do desmatamento. É a cremação do mato que foi derrubado, principalmente na Amazônia, alguns meses antes. Depois do corte, aguarda-se um bom tempo até que os galhos, troncos e folhas fiquem secos. Aí ata-se o fogo para fazer a limpeza do terreno, para prepará-lo para a semeadura de grãos ou capim. Pelo menos em tese, esses focos de incêndio voluntário não deveriam ser considerados parte do desmatamento. O problema é que como qualquer fogo, ele facilmente foge do controle e acaba lambendo parte da floresta que ainda está de pé.

Por Redação ((o))eco
2 de setembro de 2005

Incrível

Só o Ibama acredita que que dá para atear fogo no campo de forma segura e controlada. No ano passado, o órgão inclusive lançou uma cartilha – que tinha na capa um matuto carregando uma espingarda e uma caixa de fósforos – tentando ensinar aos pequenos agricultores como fazer, aham, incêndios seguros. Tem até gente que sabe controlar o fogo. Mas em geral é turma que tem vasta experiência no ramo e que não aprendeu a técnica com uma rápida leitura de cartilha.

Por Redação ((o))eco
2 de setembro de 2005

Conversando com o inimigo

Há duas semanas, aconteceu um encontro inusitado em Cuiabá, capital do Mato Grosso. Durante duas horas e meia, estiveram frente à frente o homem-símbolo do desmatamento da Amazônia, governador Blairo Maggi, e um de seus mais ferreenhos críticos, Paulo Adário, coordenador da Campanha Amazônia do Greenpeace. Papearam como velhos conhecidos. Adário quer levar líderes de outras Ongs para uma próxima reunião com Maggi, que apesar de combinada, ainda não foi agendada.

Por Redação ((o))eco
2 de setembro de 2005

Será?

Na conversa com Adário, Maggi se disse disposto a examinar a criação do Parque Estadual das Castanheiras, no Norte do Mato Grosso. A ver. A região é cobiçada por gente grande na sua principal base de apoio político, agricultores e pecuaristas.

Por Redação ((o))eco
2 de setembro de 2005

Troca-troca

Maggi disse ao coordenador Greenpeace na Amazônia que um dos dramas para melhorar a performance de seu governo na área ambiental era a falta de recursos. Adário não se fez de rogado. Retrucou que há Ongs internacionais com bolsos fundos o suficiente para fazer contribuições para tapar eventuais buracos no seu caixa. Basta que ele demonstre estar comprometido com a causa.

Por Redação ((o))eco
2 de setembro de 2005