Bruxo ecológico

A dois dias do lançamento do novo livro “Harry Potter e o Príncipe Bastardo” em inglês, o Greenpeace faz campanha para que as publicações sejam impressas em papel reciclado. No Canadá, a editora Raincoast já aderiu e a editora alemã Carlsen seguirá o mesmo caminho. Itália, Israel, Espanha e Holanda estão entre os países que poderão aderir ao novo tipo de papel. A brasileira Rocco, que edita as versões em português da coleção, ainda não sabe se vai fazer o mesmo. Nos Estados Unidos, a Scholastic ignorou os 12.400 emails de leitores que desejam ver a nova edição do Harry Potter em papel reciclado. Parece que os fãs americanos do bruxo estão até pensando em adquirir a versão canadense.

Por Redação ((o))eco
14 de julho de 2005

FICA no Rio

Os filmes vencedores do VII Festival de Cinema e Vídeo Ambiental de Goiás serão exibidos no Rio de Janeiro. Os filmes vão ser apresentados no Art Sesc, na Rua Marquês de Abrantes, 99, no Flamengo, do dia 18 a 20 de julho, sempre às 18h. A mostra será apenas para maiores de 18 anos e a entrada é franca. Antes de cada filme haverá um debate com convidados. A programação completa está disponível no site do Sesc ou pelo telefone (21) 2105 0076.

Por Redação ((o))eco
14 de julho de 2005

Tudo igual

A America’s Cup, uma das mais tradicionais regatas do mundo, acontecerá novamente em 2007. Os velejadores largam da Espanha e chegam à Nova...

Por Redação ((o))eco
13 de julho de 2005

Non grata

Indígenas huaorani equatorianos marcharam ontem pelas ruas de Quito em protesto contra as atividades da Petrobras dentro do Parque Nacional Yasuní. Eles entregaram uma carta do presidente e exigiram a retirada da empresa brasileira de seu país. Os indígenas reclamam por não terem sido consultados sobre a exploração de petrolífera na área e se dizem prejudicados. O governo do Equador informou que uma comissão vai investigar os efeitos negativos das atividades da Petrobras no local.

Por Redação ((o))eco
13 de julho de 2005

Ameaça

“Sua vaca! Ou você para de perseguir os sitiantes ou eu vou limar você”. A ameaça foi ouvida pela ambientalista Regina Rabêllo na segunda, de manhã cedo, na porta de sua casa em Maricá, no Estado do Rio. Rabêllo, que tem combatido invasores dentro e no entorno do Parque Estadual da Serra da Tiririca, registrou a ocorrência na delegacia da cidade.

Por Redação ((o))eco
13 de julho de 2005

Esperteza

Saiu hoje no Diário de Cuiabá. Os ruralistas de Mato Grosso querem que o governador Blairo Maggi convença o governo federal a retirar o estado da Amazônia Legal para reincorporá-lo ao Centro-Oeste, região na qual as restrições à derrubada de árvores são menos draconianas. Maggi vai se encontrar hoje com a ministra Marina Silva para discutir a política ambiental de seu estado. Até agora pelo menos, sua característica mais marcante foi o corte ensandecido do mato.

Por Redação ((o))eco
13 de julho de 2005

Ausência

A audiência pública que aconteceu no dia 12 de julho em Paraty para discutir a dragagem que a Petrobras quer fazer na Baía da Ilha Grande, no Estado do Rio, teve uma ausência constrangedora. Nenhum representante do Ibama estadual apareceu no encontro. Certamente acham que o assunto não merece importância.

Por Redação ((o))eco
13 de julho de 2005

Cavando mais

O Batalhão de Polícia Florestal de Niterói ordenou o fechamento de quatro areais que atuavam sem licença ambiental no distrito de Porto das Caixas, em Itaboraí (RJ). A região de planície, cheia de rios que desembocam na Baía de Guanabara, sofre com a extração de areia em grandes fazendas. A polícia descobriu os areais enquanto fiscalizava outro nas redondezas a pedido do Ministério Público. Foram apreendidas bombas e pás mecânicas durante a operação.

Por Andreia Fanzeres
12 de julho de 2005

Só para leigos

O governador de Mato Grosso, Blairo Maggi, orgulhosamente anunciou nesta semana como pretende diminuir o desmatamento em seu estado. Sancionou uma lei que reduz a alíquota do ICMS para o gado em pé (aquele que já engordou e aguarda o abate) de 12 para 3%. E o que isso tem a ver com meio ambiente? Para quem entende do assunto, nada. Mas segundo a lógica Maggi, com essa redução de custos, os estoques de gado diminuem e aumenta sua rotatividade nas terras. Assim, não seria preciso desmatar mais. “Incentivando a comercialização de bovinos, os produtores vão querer expandir o mercado, isso é certo”, diz Rita Pereira, do Imazon. A medida já está em vigor e dura até o fim do ano.

Por Redação ((o))eco
12 de julho de 2005

Muralha da devastação

A muralha anti-imigrantes de 22, 5 quilômetros de extensão que sai da costa da Califórnia, exatamente no ponto onde Estados Unidos e México, se encontram e se estende pelo interior, virou alvo da ira de ambientalistas, diz reportagem do The New York Times. Onde ela já subiu, o impacto ambiental acabou sendo bem maior que o previsto. Do lado americano, a polícia de fronteira aproveitou para construir uma estrada e fazer mudanças na paisagem, destruindo possíveis esconderijos para imigrantes ilegais. O trecho da muralha, de cerca de 7 quilômetros, está em fase de construção.

Por Redação ((o))eco
11 de julho de 2005

Justiça

Um biólogo demitido do Fish and Wildlife Service, uma espécie de Ibama americano, por denunciar as relações estranhamente amigáveis da direção do órgão com a indústria imobiliária da Florida vai ser readmitido no antigo emprego. Andrew Eller, diz o The Washington Post, mostrou que seus chefes se utilizavam de informações científicas fraudadas para autorizar a construção de imóveis em áreas do estado frequentada por panteras, espécie que só não está totalmente extinta na Florida por milagre e por conta do trabalho de gente como Eller. A decisão de devolver o cargo que lhe foi surrupiado há 8 meses foi tomada pelos chefões da Fish and Wildlife Service em Washington.

Por Redação ((o))eco
11 de julho de 2005

A falta que a lei faz

Um engenheiro alérgico à substâncias químicas encontradas em tintas de parede chegou em 1988 à Snowflake, diminuta cidade no Arizona, tentando fugir de seu suplício. Construiu casa livre de elementos tóxicos e iniciou um movimento que transformou o município numa espécie de Eden ambiental urbano. Seus jardins não usam venenos nem adubos químicos e suas casas são feitas de modo a dispensar todos os poluentes que normalmente compõem a engenharia de um lar moderno. Mas esse paraíso está prestes a acabar, conta reportagem do The New York Times. Alguns moradores estão pondo suas casas à venda e os novos proprietários não estão obrigados a seguir o mesmo padrão de construção e comportamento. O que aconteceu em Snowflake foi uma ação espontânea, sem que houvesse necessidade de imposição legal.

Por Redação ((o))eco
11 de julho de 2005