Dois bilhões para acabar com a floresta peruana

Duas semanas após protestos no Peru contra a presença de grandes empresas explorando a Amazônia, o governo do país autorizou a empresa Perenco, uma das maiores abastecedoras de gás para o Reino Unido, a iniciar os trabalhos de prospecção de petróleo numa área bastante preservada onde se acreditam viver dois grupos indígenas ainda não contactados. O presidente da empresa anglo-francesa negociou com o governo peruano recursos da ordem de dois bilhões de dólares para o projeto e chegou a admitir que a contaminação do solo, da água, incremento da caça e fuga de animais serão consequências naturais de sua atividade na floresta. Mais ameaças estão detalhadas no site da organização ativista Survival International.

Por Redação ((o))eco
7 de julho de 2009

Emissões ligeiramente mais baixas

As emissões de dióxido de sulfuro caíram 24% no primeiro semestre deste ano nos Estados Unidos, se comparadas aos índices do mesmo período de 2008. As indústrias de energia americanas afirmam que a queda é um ensaio para o ano que vem, quando a legislação ficará mais dura através da criação do Clean Air Interstate Rule (CAIR). Isso quer dizer que algumas indústrias já estão começando a instalar equipamentos para reduzir ou até acabar com este tipo de gás. A emissão de outros gases, como o óxido de nitrogênio, também caiu, mas neste caso o mérito é todo da crise econômica mundial. A notícia é do Planet Ark.

Por Redação ((o))eco
7 de julho de 2009

Problema humanitário

Nesta segunda-feira Mohammed Nasheed, presidente do arquipélago das Maldivas, no Oceano Índico, comparou o aquecimento global ao desafio humanitário de defender a Polônia dos nazistas alemães durante a Segunda Guerra Mundial. Em Oxford, Nasheed disse que que o problema não é apenas uma crise ambiental, mas um assunto de direitos humanos. O país, que não chega a ter mais de dois metros de elevação, é possivelmente um dos mais vulneráveis à subida do nível dos mares decorrente do aquecimento global. Mesmo sem ter meios concretos de evitar o naufrágio do arquipélago, as Maldivas se esforçam com mais de 110 milhões de dólares em investimentos para se tornar o primeiro país do mundo com zero em emissões de carbono até 2019.

Por Redação ((o))eco
7 de julho de 2009

Tarde demais

O naturalista e apresentador inglês David Attenborough, conhecido no mundo inteiro pelos documentários sobre vida selvagem que fazia para a BBC, alertou junto com cientistas nesta semana que a quantidade de dióxido de carbono na atmosfera hoje já está acima do nível que condena à extinção os recifes de corais no futuro. Isso, obviamente, traz consequencias catastróficas para os oceanos e para as mais de um bilhão de pessoas que dependem deles diretamente para obtenção de comida. Cerca de 4 mil espécies de peixes usam os corais como berçário, refúgio e áreas de alimentação, fora outros animais como lagostas, caranguejos, estrelas do mar e tartarugas marinhas. Segundo o naturalista, o mundo tem uma responsabilidade moral em salvar os corais, o quanto for possível.

Por Redação ((o))eco
7 de julho de 2009

Vaga para pesquisador no Imazon

O Imazon está selecionando pesquisador que resida em Belém para trabalhar no projeto Governança Florestal para Redd, no Programa de Mudanças Climáticas. O edital está disponível aqui.

Por Redação ((o))eco
7 de julho de 2009

Proteção contra o avanço do mar

De olho na elevação do nível do mar, os holandeses construíram a maior e mais moderna barreira de controle de enchentes do mundo, a Maeslant. O Eco esteve lá e preparou uma viagem virtual pela gigantesca estrutura, no Mar do Norte.

Por Gustavo Faleiros
7 de julho de 2009

De cavernas eles gostam mais

Última sexta (26) estive na Embaixada Francesa, em Brasília, para conferir a exibição de três pequenos documentários sobre espeleologia, a exploração de cavernas. Os dois primeiros trataram de expedições à Serra do Caraça, em Minas Gerais, e à Serra do Ramalho, no sul da Bahia. O último apresentou treinamentos e técnicas para o duríssimo resgate

Por Aldem Bourscheit
29 de junho de 2009

Reflexos por toda a nossa vida

Capturar um reflexo é ampliar as possibilidades de luz de uma foto. A água é o elemento mais abundante do planeta e traz muitas oportunidades para se criar novas imagens.

Por Palê Zuppani
24 de junho de 2009

Marfrig e Maggi acertam moratória

A empresa de alimento Marfrig, uma das maiores exportadoras de carne bovina brasileira e com grande atuação no Mato Grosso, acertou com o governador Blairo Maggi nesta segunda uma moratória na compra de carne do estado. Representantes da companhia estiveram com Maggi nesta manhã e informaram que a partir de hoje não comprarão mais gado criado em áreas recém desmatadas do bioma amazônico. Os produtores que sofrerem o boicote só poderão voltar a fornecer para a empresa depois que aderirem ao programa MT Legal, que visa regularizar o passivo ambiental de 140 mil produtores do Mato Grosso.  

Por Redação ((o))eco
22 de junho de 2009

Parabéns, Itatiaia

Visitei o Parque Nacional do Itatiaia na última terça-feira. Apesar de conviver com a incerteza da recategorização, o lugar é muito bem cuidado. E, claro, absolutamente verde.

Por Felipe Lobo
18 de junho de 2009

Uma universidade diferente

Na última semana, frequentei por dois dias a Udesc (Universidade do Estado de Santa Catarina), em Lages. Cheguei no domingo à tarde, com termômetros registrando sete graus centígrados. No dia seguinte, o frio invernal perdia força com o sol brilhando a mais de mil metros de altitude no pequeno e simpático campus, onde alguns estudantes protagonizam cenas insólitas em seu tempo livre, jogando rugby ou experimentando laçadas em um cavalinho de madeira. Minha atenção foi novamente despertada dentro do prédio do Centro de Ciências Agroveterinárias. Lá se pode conferir uma foto de tempos mais vigorosos do senador Jorge Bornhausen (veja aqui) entre certos homenageados, a poucos metros do Centro Acadêmico Chico Mendes.

Por Aldem Bourscheit
16 de junho de 2009