Indonésia em chamas

Assim como o Brasil, a Indonésia é um país com longa tradição em desmatamento de florestas tropicais. Nesta quarta-feira, o Greenpeace alertou que 85% das emissões de gases estufa vindas daquela nação originam-se da queima das matas nativas. Segundo notícia da agência EFE publicada na Folha de São Paulo O conselheiro de Assuntos Políticos do Greenpeace para o Sudeste Asiático, Arief Wicaksono, afirmou que os incêndios florestais na Indonésia são um método 'rápido' e 'barato' de expandir a área de plantio na selva e atribuiu a culpa ao 'mau Governo', citando a falta de coordenação entre os diferentes níveis da administração e o excesso de burocracia.

Por Redação ((o))eco
24 de julho de 2008

Angra no horizonte

A licença prévia para retomada das obras da usina nuclear de Angra 3 (RJ) joga 60 condicionantes no colo da estatal Eletronuclear. O anúncio foi feito há pouco pelo ministro Carlos Minc, em Brasília. As exigências incluem um destino para o lixo nuclear das três usinas, monitoramento independente dos níveis de radiação, obras de saneamento básico em Angra dos Reis e Paraty e a gestão do Parque Nacional da Serra da Bocaina, incluindo construir a Estrada Parque da Bocaina, no trecho Paraty-Cunha.

Por Gustavo Faleiros
23 de julho de 2008

Educação

Para garantir a licença, também será necessário realizar um projeto de educação ambiental voltado a acabar com a pesca de arrasto na região e informar a população sobre o valor ecológico e econômico de mangues, restingas e da Mata Atlântica. Segundo o governo, Angra 3 precisará de investimentos de R$ 7,3 bilhões para gerar 1.350 megawatts. As estimativas oficiais para a Usina de Jirau, no Rio Madeira (RO), são de R$ 8,7 bilhões e capacidade de 3.300 megawatts. Mas sua geração média seria de 1.900 megawatts.

Por Gustavo Faleiros
23 de julho de 2008

Contra

Uma das entidades que mais pressiona contra o uso da fonte nuclear de energia é o Greenpeace. Em sua página na Internet, desfia uma série de notícias, artigos e motivos para que o Brasil mude o rumo e invista mais em energias alternativas e sustentáveis, como solar, eólica e biomassa.

Por Gustavo Faleiros
23 de julho de 2008

A próxima vítima

No roldão das reformas promovidas por Carlos Minc no Ministério do Meio Ambiente, a próxima vítima pode ser a Secretaria de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental. Ela é comandada pelo petista Hamilton Pereira. Bom discípulo, Pedro Ivo Batista, do chamado Departamento de Cidadania e Responsabilidade Socioambiental, pode acabar no gabinete de Marina Silva, no Senado. Já o pastor Roberto Firmo Vieira, aquele dos cultos dentro de órgão público, pode seguir na casa. Sobre rezas, não se ouve mais nada dentro do MMA.

Por Gustavo Faleiros
23 de julho de 2008

Segura a bronca!

Saiu hoje, no Diário Oficial da União, a nomeação do Sebastião Pires, o novo diretor de Licenciamento do Ibama. Ele entra no lugar de seu amigo Roberto Messias, que assumiu a presidência do órgão. Ex-superintendente do Ibama em Minas Gerais, este será o homem que terá que agüentar a bronca de licenciar as obras do PAC em pleno período eleitoral. Boa sorte.

Por Gustavo Faleiros
23 de julho de 2008

Enquanto isso…

Desde que a ex-ministra Marina Silva resolveu dar a Diretoria de Qualidade Ambiental do Ibama ao seu assessor Bazileu Margarido a área vive verdadeiro abandono na administração federal. Isso não é pouca coisa. É ali que são autorizados o uso de agrotóxicos e outros produtos químicos. É a DiQua que também monitora as importações de substâncias poluentes e/ou perigosas no Brasil. Mas isso não parece despertar atenção. Enquanto diretor, Margarido nunca deu as caras por lá. Agora, na gestão Minc, a diretoria permanece acéfala e ninguém sabe quando saíra a nomeação do novo chefe.

Por Gustavo Faleiros
23 de julho de 2008

Militares em terras indígenas

O presidente Lula sancionou nesta terça-feira a alteração do decreto 4.412/2002 que, a partir de agora, autoriza o Exército a instalar unidades militares permanentes nas terras indígenas consideradas em faixa de fronteira. Um plano de trabalho sobre a instalação dessas bases deve ser encaminhado Secretaria Executiva do Conselho de Defesa Nacional em 90 dias.

Por Gustavo Faleiros
23 de julho de 2008

Impugnação ambiental

O candidato à prefeitura de Americana (SP), Omar Najar, teve o pedido de habeas corpus arquivado pelo ministro Cezar Peluso, do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele foi condenado por crime ambiental depois de ter suprimido vegetação em área de preservação permanente sem autorização. Não adiantou reclamar. Sua candidatura já está impugnada.

Por Gustavo Faleiros
23 de julho de 2008

Pampa

O grupo de trabalho do Pampa do Ibama/RS não gostou nem um pouco da versão final do zoneamento para as lavouras de eucaliptos e pinus. O texto foi aprovado pelo Conselho Estadual de Meio Ambiente, onde a maioria é governista. Em nota distribuída ontem, técnicos concluem que o documento serve apenas "para legitimar, definitivamente, os procedimentos de licenciamento da atividade de silvicultura e produção de celulose no estado sem o planejamento ambiental adequado à magnitude dos empreendimentos propostos e já em implantação". A Justiça segue quieta.

Por Redação ((o))eco
23 de julho de 2008

No clima

Um artigo (em inglês) publicado na revista Columbia Journalism Review dá aquela forcinha na hora de entender e escrever sobre o complexo tema das mudanças do clima do Planeta. Sua autora, a jornalista de Ciência Christine Russell, acredita que a cobertura crescerá em importância em 2009. O texto traz dicas sobre como noticiar novas tecnologias e políticas, selecionar especialistas, abordar a situação chinesa e a economia global.

Por Gustavo Faleiros
23 de julho de 2008

Energia de longo prazo

A Associação Brasileira de Energia Eólica vai encaminhar em 30 dias à Empresa de Pesquisa Energética (EPE) estudos sobre a viabilidade da energia eólica no Brasil, abordando questões como o impacto dessa energia alternativa no Sistema Interligado Nacional e a competitividade desta fonte na matriz energética. Segundo o presidente da entidade, Lauro Fiúza Junior, a realização de um leilão específico, sugerido para 2009, não é suficiente para sustentar investimentos no setor. E pede atenção aos programas de longo prazo.

Por Gustavo Faleiros
23 de julho de 2008