Rocco sem irmãos

Após dispensar o convite de Minc para assumir a direção do Parque Nacional da Tijuca, o superintendente do Ibama no Rio de Janeiro, Rogério Rocco, foi exonerado nesta quarta-feira, pelo ministro. O texto do Diário Oficial informa que a saída de Rocco ocorreu a pedido. Mas não é o que ele tem dito por aí. A exoneração tem a ver com divergências políticas com Minc. Em seu lugar, assume interinamente o chefe da Divisão Técnica do Ibama no Rio, Adilson Gil. →

Por Gustavo Faleiros
30 de julho de 2008

Zona da cana

O “zoneamento agroecológico” para plantio de novos canaviais está na pauta da próximas semana dos ministérios do Meio Ambiente e da Agricultura. Eles debaterão a “possibilidade” de se excluir Amazônia e Pantanal da mira dessas lavouras. Um levantamento da Embrapa, IBGE e Inpe apontaria áreas mais do que suficientes para elevar a produção em outros biomas. Traduzindo, Mata Atlântica e Cerrado. Cerca de 30 milhões de hectares podem ser oferecidos para o plantio de etanol, parte em pastagens abandonadas, diz o governo. O Brasil produz hoje 20 bilhões de litros/ano do combustível. →

Por Gustavo Faleiros
30 de julho de 2008

O fracasso de Doha?

Quando o assunto é dinheiro, nenhum país se entende. A prova cabal é o fracasso das negociações da chamada Rodada de Doha. Logo, países ricos não abrirão mão dos subsídios que despejam na sua produção agrícola. Quem pode ganhar é o meio ambiente de países exportadores de insumos básicos, como o Brasil. Sem a colher de chá do Primeiro Mundo, a tendência é de contenção de lavouras e pastos por aqui. Um estudo da Universidade de Manchester, encomendado pela Comissão Européia, afirma que a abertura do mercado europeu a produtos agrícolas de países sul-americanos elevaria os problemas ambientais nestes últimos. Um artigo do biólogo Rogério Grassetto da Cunha sobre esse tema pode ser conferido aqui. →

Por Gustavo Faleiros
30 de julho de 2008

Em alta

Sobre os recentes números do desmatamento da Amazônia, o diretor da Amigos da Terra/Amazônia, Roberto Smeraldi, comenta que dados do governo e do Imazon são inequívocas em revelar um aumento nas derrubas entre agosto/2007 e junho/2008. “O que muda é a proporção no aumento, 99% no caso do Deter, e 9% no caso do Imazon. De qualquer forma, nesta altura não há mais como reverter o quadro de aumento”. →

Por Gustavo Faleiros
30 de julho de 2008

Alarme

Conforme Smeraldi, chama a atenção o retorno do desmate à região da BR-163, com foco nos municípios de Novo Progresso e Itaituba, algo que havia se interrompido depois da criação de unidades de conservação e do "distrito florestal", em 2006. “É inédito o fato que o desmatamento esteja ocorrendo quase completamente dentro das unidades, principalmente parques nacionais e florestas nacionais, inclusive ameaçando o futuro uso sustentável das mesmas”. →

Por Gustavo Faleiros
30 de julho de 2008

Rondônia

Um dos mais graves quadros se revela em Porto Velho (RO), onde a extração de madeira decorre da invasão de terras públicas vinculadas à expectativa de construção das usinas do Rio Madeira. “Situação semelhante caracteriza também a macrorregião de Marabá (PA), onde foram realizados fortes investimentos para expansão da pecuária e o desmatamento sobe apesar da escassez de florestas", comenta o ambientalista. →

Por Gustavo Faleiros
30 de julho de 2008

Pedal no Marajó

Nesse atalho eletrônico é possível conferir textos e imagens da bem humorada viagem de um grupo de ciclistas pela Ilha do Marajó (PA), praticamente desconhecida pelo Brasil. A Expedição a Ponta de Pedras cruzou cidades, praias e muitas trilhas na mata. →

Por Gustavo Faleiros
30 de julho de 2008

Usinas do Madeira

Carlos Minc informou hoje que a licença de instalação para a Usina de Santo Antônio, no Rio Madeira (RO), deve ser emitida até o dia 30. Segundo ele, as condicionantes promoverão o alagamento de uma área um pouco menor e envolvem tratamento de esgotos em Porto Velho e Jaci Paraná, um sistema melhor para transposição de peixes pela barragem e recursos para o Parque Nacional de Mapinguari (AM) e Reserva Biológica do Jarú (RO). →

Por Gustavo Faleiros
29 de julho de 2008

Exonerado

O superintendente do Ibama em Rondônia, o petista Oswaldo Luiz Pitaluga, foi exonerado hoje via Diário Oficial por Carlos Minc. O ministro confirmou nesta terça que uma auditoria concluiu que Pitaluga doou ilegalmente 36 motosseras e duas serrarias ao Movimento Camponês Corumbiara (MCC), uma espécie de MST dissidente. No governo Lula desde 2003, Pitaluga foi demitido depois de uma reunião neste fim de semana, entre Minc e o presidente do Ibama, Roberto Messias. Ele deve ser substituído por um servidor de carreira do próprio instituto. →

Por Gustavo Faleiros
29 de julho de 2008

Atendendo a pedidos

O jornal Campo Grande News amanheceu com uma notícia de que “dirigentes do Ibama” e empresários de Corumbá (MS) estão negociando um acordo para normatizar a pesca esportiva no entorno do Parque Nacional do Pantanal, ao longo do rio Paraguai. A assessoria de imprensa do senador Delcídio Amaral (PT/MS) noticiou que o parlamentar já acertou inclusive com o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, a criação de um grupo de trabalho para fazer um novo zoneamento para a região, diferente do que estabelece o plano de manejo do parque nacional. →

Por Redação ((o))eco
29 de julho de 2008

Haja eficiência

Estudantes de engenharia e design de São Paulo e Rio Grande do Sul conseguiram, na última semana, um feito em termos energéticos e ambientais. Eles construíram um carro movido à gasolina capaz de fazer cerca de 350 km por litro! O veículo foi apresentado na 5ª Maratona Universitária de Eficiência Energética, realizada no kartódromo de Interlagos dos dias 24 a 26 deste mês e que reuniu 14 universidades do país. A universidade vencedora foi a Anhembi Morumbi, com o carro “Errba III”, que fez 343,17 km/litro. →

Por Redação ((o))eco
29 de julho de 2008

Plano de manejo em xeque

A chefia do Parque Nacional do Pantanal desconhece um acordo desse teor e alerta que não existe nenhum indicativo de que a negociação seja acatada. E que a proibição de navegação em áreas da zona de amortecimento do parque vale para barcos com material de pesca armado, quando considerado ato tendente. O ictiólogo José Augusto Ferraz ressaltou que diversas ações estão em curso no sentido de abrir o parque para o turismo de observação e tem tido apoio e reconhecimento do Instituto Chico Mendes para que as normas do plano de manejo continuem sendo aplicadas. →

Por Redação ((o))eco
29 de julho de 2008