Agrotóxicos liberados

Uma decisão judicial suspendeu, nesta segunda-feira, a reavaliação que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) fazia de componentes de 99 agrotóxicos usados no país. A liminar foi conseguida pelo Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Agrícola (Sindag), e a agência sanitária já avisou que vai recorrer. Segundo o Jornal do Brasil, a análise das substâncias faz parte de um programa da Anvisa para identificar os ingredientes que podem afetar a saúde dos agricultores e da população que consome alimentos tratados com esses produtos. A Anvisa diz que os componentes reavaliados já são questionados em países estrangeiros, mas seguem vendidos por aqui. O Sindag critica a autonomia que a agência teria para intervir na produção dos agrotóxicos.

Por Redação ((o))eco
16 de julho de 2008

Indígenas ao relento

A cegueira do governo brasileiro em relação aos territórios indígenas que sobraram está fazendo com que os remanescentes florestais fiquem cada dia mais estreitos nessas regiões. Conforme conta uma reportagem da Agência Amazônia, uma amostra deste cenário está na região de Cacoal e Espigão do Oeste, a 500 quilômetros de Porto Velho, Rondônia. É ali que vivem os índios Piripikura. E é ali, também, que em três dias foram apreendidos mais de dez mil metros cúbicos de árvores derrubadas. Segundo a notícia, o descaso do poder público tem feito grileiros e madeireiros da área deitarem e rolarem em cima de terras indígenas. Além da abertura de estradas em meio às florestas, a extração ilegal de madeira e a invasão do território correm soltas.

Por Redação ((o))eco
16 de julho de 2008

Fazendas urbanas

Em 1999, Dickson Despommier, professor da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, lançou o conceito de fazendas verticais. A idéia era ousada: em vez de ir buscar os alimentos nas áreas rurais, grandes cidades como Nova York teriam ali mesmo, nos seus arranha-céus, alguns andares reservados para produção de frutas e legumes. A proposta mexeu com a imaginação de muito arquiteto, mas acabou ficando por isso mesmo. Agora, conforme noticiou o New York Times, o chefe do distrito de Manhattan, Scott Stringer, quer tirar a idéia do papel. Ele estima que para botar um protótipo do edifício na rua o custo giraria em torno de US$ 30 milhões. Questionado sobre a saturada ocupação do solo na cidade, ele garante que isso não é problema: “O céu é o limite”. Veja um slide show de como seriam as construções.

Por Redação ((o))eco
16 de julho de 2008

Mercado de peles

Apesar de despontarem nas listas de animais ameaçados, os felinos silvestres que andam na corda bamba na China ainda estão virando produtos no mercado de pele do país. Conforme noticiou o Telegraph, a agência nacional de Investigação Ambiental deu uma circulada por algumas províncias e não demorou a encontrar ofertas de tigres e leopardos nas vitrines. Numa investigação de cinco dias, quase trinta peças foram apreendidas. E em apenas uma rua comercial, das 30 lojas vistoriadas 14 vendiam o produto ilegal. A agência admite que as investigações precisam ser mais duras frequentes.

Por Redação ((o))eco
16 de julho de 2008

Sem peixe

Neste último fim de semana, os restaurantes de Novo Airão, fecharam por falta de peixe na cidade. Novo Airão fica na margem direita do rio Negro, a 120 quilômetros de Manaus, em frente ao arquipélago das Anavilhanas. Sem peixe, apesar de ficar no rio com segundo maior volume de água do mundo, o final de semana desta cidade ribeirinha acabou em pizza.

Por Gustavo Faleiros
16 de julho de 2008

Destrava a língua

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, vem anunciando a Deus e o mundo que vai agilizar as licenças ambientais. Na segunda desta semana até adiantou o nome do pacote a alguns jornalistas: “Destrava Ibama”. Além disso prometeu para amanhã, quinta, o lançamento das novas medidas. Apenas um detalhe importante: nenhum dos funcionários do Ibama, muito menos os servidores da Diretoria de Licenciamento Ambiental, foram informados até agora sobre o conteúdo das mudanças propostas por Minc.

Por Gustavo Faleiros
16 de julho de 2008

Destrava o ouvido

Para se fazerem ouvir, servidores do Ibama formaram um grupo de trabalho que vem, no último mês, preparando um relatório com sugestões para a melhoria do licenciamento ambiental. Entre as idéias, os técnicos colocam a necessidade haver mais servidores concursados no órgão, evitando a contratação de consultores. Isso pode contribuir para diminuir a rotatividade de mão de obra dentro da Diretoria de Licenciamento, apontado como um dos principais problemas.

Por Gustavo Faleiros
16 de julho de 2008

Novo chefe

Embora Carlos Minc não tenha recebido ainda o documento com as sugestões escritas pelos técnicos do Ibama, elas já estão rodando nas mãos da chefia do órgão. Ontem, por exemplo, foi o dia do novo Diretor do Licenciamento, Sebastião Pires, escutar as medidas propostas pelo grupo de trabalho. Aliás, Pires foi confirmado na semana passada como o novo manda chuva do licenciamento no Brasil. Em tempos de PAC, o presidente do Ibama, Roberto Messias, decidiu trazer um homem de sua confiança para dirigir a área mais visada e pressionada do órgão. Ambos trabalharam juntos na Superintendência do Ibama em Minas Gerais.

Por Gustavo Faleiros
16 de julho de 2008

Beleza pálida

Andando num jardim em Petrópolis, no Estado do Rio, Manoel Francisco Brito ficou fascinado com a combinação de tons pálidos dessas duas orquídeas e...

Por Redação ((o))eco
15 de julho de 2008

Sempre ele

E adivinhe quem novamente desponta na liderança dos desmates? Sim, o Mato Grosso de Blairo Maggi. Do desmate verificado pelos satélites, 646 Km2 (quase 60%) vêm daquele estado. Mas a taxa é 19% menor que a de abril, que marcou 794 Km2. Também foram derrubados 262 Km2 no Pará, frente a 1,3 Km2 no mês anterior. A diferença seria a venda nebulosa – em abril apenas 11% do estado estavam visíveis, contra 41% da medição recente.

Por Redação ((o))eco
15 de julho de 2008

Mais mil

A Amazônia Legal perdeu mais 1.096 Km2 de verde em maio. A taxa do sistema Deter foi divulgada hoje pelo Inpe. O número envolve corte raso (59,5%) e “degradação progressiva” (28,8%). No período, 46% da região esteve coberta por nuvens. A derrubada é bem parecida com a de abril, quando tombaram 1.123 Km2 e a nebulosidade chegou a 53%. Os dados de junho serão divulgados até o dia 29 deste mês, depois de uma passadinha no Palácio do Planalto e outros ministérios.

Por Redação ((o))eco
15 de julho de 2008

Recomposição florestal

O reservatório Cachoeira, um dos seis reservatórios que compõem o Sistema Cantareira, responsável pelo abastecimento de água para a metade da população da Região Metropolitana de São Paulo, passará, a partir de outubro, por um processo de recomposição florestal. No total, serão investidos 1,5 milhão de dólares para recomposição de 350 hectares de matas ao

Por Redação ((o))eco
15 de julho de 2008