Coleção de solos

Pesquisadores da Universidade Federal de Viçosa (MG) criaram um banco de dados de solos brasileiros, para servirem de referência a outros estudos. A coleção é aberta à visitação de interessados na universidade. Monólitos de solo antártico também fazem parte do banco.

Por Gustavo Faleiros
14 de julho de 2008

Hidrelétrica no Tietê

O projeto de implementação de duas Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) nas corredeiras do vale do Rio Tietê, entre os municípios de Itu, Cabreúva e Pirapora do Bom Jesus, no interior do Estado de São Paulo, está mobilizando entidades ambientalistas e a comunidade local, que são contra sua implementação. Pelo projeto da Empresa Metropolitana de Águas e Energia Elétrica (Emae), responsável pelo empreendimento, as PCHs seriam instaladas em duas Áreas de Proteção Ambiental (APA), as APAs Japi e Rio Tietê, e inundariam 120 hectares.

Por Redação ((o))eco
11 de julho de 2008

Processo obscuro

O modo como o processo de instalação das PCHs está sendo conduzido também é alvo de críticas. De acordo com a Emae, uma proposta básica já foi entregue para a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e o projeto passa pela fase de estudo sócio-econômico. No entanto, nenhum documento foi protocolado junto aos municípios interessados, nem na Secretaria Estadual do Meio Ambiente. “Se instalada, as hidrelétricas vão acabar com as corredeiras, o que irá prejudicar até o processo de despoluição do Tietê na região metropolitana”, argumenta a bióloga.

Por Redação ((o))eco
11 de julho de 2008

Mobilização contrária

Segundo a ONG SOS Mata Atlântica, uma das organizações que se mobilizam contra a construção, as hidrelétricas cobririam alguns dos últimos remanescentes da mata atlântica da bacia hidrográfica do Médio Tietê, morada de espécies de fauna e flora ameaçadas de extinção, como bugios de cara preta e centenários jequitibás rosa, além de outros patrimônios históricos, como a Estrada dos Romeiros. “A empresa ainda não declarou qual será o potencial hidrelétrico, mas já podemos prever que ele será pequeno e não compensará o impacto ambiental e cultural provocado”, diz a bióloga Valéria Rusticci, coordenadora de educação ambiental da Estrada Parque de Itu, um dos projetos da SOS MA.

Por Redação ((o))eco
11 de julho de 2008

Abaixo-assinado

Como forma de protesto, a SOS MA, em parceria com organizações de moradores, está promovendo um abaixo-assinado contra o empreendimento. O documento está disponível na internet, no site do projeto Rede das Águas, e será entregue ao governador José Serra no dia 22 de setembro, Dia do Rio Tietê. No próximo sábado, quando é realizada uma das romarias tradicionais da região, também estão previstas duas manifestações. A primeira deve ocorrer às 8h, na rotatória da rodovia SP 300, em Itu, e a segunda às 10h, na base da SOS MA, quilômetro 92,5 da Estrada Parque.

Por Redação ((o))eco
11 de julho de 2008

Promessas

Na manhã desta sexta-feira, a Vale assinou acordo com o ministério do Meio Ambiente se comprometendo a não fornecer minério de ferro aos produtores que usam carvão vegetal ilegal. O termo de compromisso saiu no mesmo dia em que os jornais noticiavam a multa que a companhia teria de pagar por suposta venda de madeira ilegal no Pará. “Não foi má fé, mas um erro técnico grave”, justificou o presidente da Vale, Roger Agnelli. No TC, entre outras medidas, o MMA promete que o Zoneamento Econômico e Ecológico da Amazônia sai até o ano que vem.

Por Gustavo Faleiros
11 de julho de 2008

Dez anos em um

Durante o evento, o ministro Carlos Minc aproveitou para sair em defesa da Medida Provisória que, de mão beijada, permite aos grileiros ocuparem até 1 mil e 500 hectares na Amazônia. “Se prendesse todo mundo que tem terra ilegal hoje, ia precisar de muitos Maracanãs. A política é acelerar a regularização fundiária, legalizar em um ano o que seria feito em dez. Se for esperar dez anos para o sujeito mostrar que a terra é dele, acabou a Amazônia”.

Por Gustavo Faleiros
11 de julho de 2008

Pediu, então toma

Sobre os números do desmatamento, que saem na próxima terça-feira, Minc afirmou que, pela primeira vez, os índices virão separados entre o que é corte raso e o que é degradação progressiva. Esta era a principal reivindicação do governador de Mato Grosso, Blairo Maggi e outros colegas da região, que criticavam o fato de os dados estarem todos no mesmo saco. “Isso vai acabar com a reclamação crônica de alguns governadores”, alfinetou o ministro. “A soma total (dos números) é a mesma”.

Por Gustavo Faleiros
11 de julho de 2008

Sem volta

Apesar de a toda hora frisar ser contra a usina de Angra 3, o ministro admite que a batalha está chegando ao fim: “O licenciamento está praticamente concluído. Não tem mais volta”, afirmou, sem revelar datas.

Por Gustavo Faleiros
11 de julho de 2008

Datas

Nesta sexta-feira, Carlos Minc completa um mês e meio à frente do MMA, e admite que seu jeito zen está sendo sacudido pelas demandas da pasta. “Ainda estou um pouco em estado de choque, tentando me convencer dessa situação”. Neste sábado, ele apaga as velinhas, e fala dos planos para o futuro: “Já tive filhos, escrevi alguns livros e plantei muitas árvores. Filhos, não sei. Mas livros e árvores, ainda pretendo gerar alguns”.

Por Gustavo Faleiros
11 de julho de 2008

Brasileiro Imortal

A Vale também lançou nesta manhã o prêmio Brasileiro Imortal, que por votação popular vai escolher seis brasileiros que se destacam na área ambiental ou de pesquisas para que seus nomes batizem novas espécies botânicas encontradas numa reserva da companhia, no Espírito Santo.

Por Gustavo Faleiros
11 de julho de 2008

Vale uma multa

A mineradora Vale foi multada na última quarta-feira em mais de cinco milhões de reais pelo Ibama por ter vendido ilegalmente cerca de 9,5 mil m³ de madeira in natura e pelo depósito ilegal de 612 m³ de madeira em tora, no município de Paragominas, no Pará. Além destas infrações, a empresa também não apresentou registro no Cadastro Técnico Federal (CTF) do Ibama, nem os relatórios do CTF referentes aos anos 2006 e 2007, o que lhe rendeu mais nove mil reais em multas. Segundo notícia da Agência Estado, a Vale negou as infrações, argumentando que extraiu menos do que havia estimado, o que levou o Ibama a presumir que o excedente de madeira havia sido vendido. Além disso, a empresa disse que um dos cálculos para a extração da madeira foi feito de forma equivocada. "Foi um erro grave e a companhia já desligou duas pessoas responsáveis por ele", afirmou o diretor de Meio Ambiente e Sustentabilidade da empresa, Luiz Cláudio Castro.

Por Redação ((o))eco
11 de julho de 2008