Mobilização contrária

Segundo a ONG SOS Mata Atlântica, uma das organizações que se mobilizam contra a construção, as hidrelétricas cobririam alguns dos últimos remanescentes da mata atlântica da bacia hidrográfica do Médio Tietê, morada de espécies de fauna e flora ameaçadas de extinção, como bugios de cara preta e centenários jequitibás rosa, além de outros patrimônios históricos, como a Estrada dos Romeiros. “A empresa ainda não declarou qual será o potencial hidrelétrico, mas já podemos prever que ele será pequeno e não compensará o impacto ambiental e cultural provocado”, diz a bióloga Valéria Rusticci, coordenadora de educação ambiental da Estrada Parque de Itu, um dos projetos da SOS MA.

Por Redação ((o))eco
11 de julho de 2008

Abaixo-assinado

Como forma de protesto, a SOS MA, em parceria com organizações de moradores, está promovendo um abaixo-assinado contra o empreendimento. O documento está disponível na internet, no site do projeto Rede das Águas, e será entregue ao governador José Serra no dia 22 de setembro, Dia do Rio Tietê. No próximo sábado, quando é realizada uma das romarias tradicionais da região, também estão previstas duas manifestações. A primeira deve ocorrer às 8h, na rotatória da rodovia SP 300, em Itu, e a segunda às 10h, na base da SOS MA, quilômetro 92,5 da Estrada Parque.

Por Redação ((o))eco
11 de julho de 2008

Promessas

Na manhã desta sexta-feira, a Vale assinou acordo com o ministério do Meio Ambiente se comprometendo a não fornecer minério de ferro aos produtores que usam carvão vegetal ilegal. O termo de compromisso saiu no mesmo dia em que os jornais noticiavam a multa que a companhia teria de pagar por suposta venda de madeira ilegal no Pará. “Não foi má fé, mas um erro técnico grave”, justificou o presidente da Vale, Roger Agnelli. No TC, entre outras medidas, o MMA promete que o Zoneamento Econômico e Ecológico da Amazônia sai até o ano que vem.

Por Gustavo Faleiros
11 de julho de 2008

Dez anos em um

Durante o evento, o ministro Carlos Minc aproveitou para sair em defesa da Medida Provisória que, de mão beijada, permite aos grileiros ocuparem até 1 mil e 500 hectares na Amazônia. “Se prendesse todo mundo que tem terra ilegal hoje, ia precisar de muitos Maracanãs. A política é acelerar a regularização fundiária, legalizar em um ano o que seria feito em dez. Se for esperar dez anos para o sujeito mostrar que a terra é dele, acabou a Amazônia”.

Por Gustavo Faleiros
11 de julho de 2008

Pediu, então toma

Sobre os números do desmatamento, que saem na próxima terça-feira, Minc afirmou que, pela primeira vez, os índices virão separados entre o que é corte raso e o que é degradação progressiva. Esta era a principal reivindicação do governador de Mato Grosso, Blairo Maggi e outros colegas da região, que criticavam o fato de os dados estarem todos no mesmo saco. “Isso vai acabar com a reclamação crônica de alguns governadores”, alfinetou o ministro. “A soma total (dos números) é a mesma”.

Por Gustavo Faleiros
11 de julho de 2008

Sem volta

Apesar de a toda hora frisar ser contra a usina de Angra 3, o ministro admite que a batalha está chegando ao fim: “O licenciamento está praticamente concluído. Não tem mais volta”, afirmou, sem revelar datas.

Por Gustavo Faleiros
11 de julho de 2008

Datas

Nesta sexta-feira, Carlos Minc completa um mês e meio à frente do MMA, e admite que seu jeito zen está sendo sacudido pelas demandas da pasta. “Ainda estou um pouco em estado de choque, tentando me convencer dessa situação”. Neste sábado, ele apaga as velinhas, e fala dos planos para o futuro: “Já tive filhos, escrevi alguns livros e plantei muitas árvores. Filhos, não sei. Mas livros e árvores, ainda pretendo gerar alguns”.

Por Gustavo Faleiros
11 de julho de 2008

Brasileiro Imortal

A Vale também lançou nesta manhã o prêmio Brasileiro Imortal, que por votação popular vai escolher seis brasileiros que se destacam na área ambiental ou de pesquisas para que seus nomes batizem novas espécies botânicas encontradas numa reserva da companhia, no Espírito Santo.

Por Gustavo Faleiros
11 de julho de 2008

Vale uma multa

A mineradora Vale foi multada na última quarta-feira em mais de cinco milhões de reais pelo Ibama por ter vendido ilegalmente cerca de 9,5 mil m³ de madeira in natura e pelo depósito ilegal de 612 m³ de madeira em tora, no município de Paragominas, no Pará. Além destas infrações, a empresa também não apresentou registro no Cadastro Técnico Federal (CTF) do Ibama, nem os relatórios do CTF referentes aos anos 2006 e 2007, o que lhe rendeu mais nove mil reais em multas. Segundo notícia da Agência Estado, a Vale negou as infrações, argumentando que extraiu menos do que havia estimado, o que levou o Ibama a presumir que o excedente de madeira havia sido vendido. Além disso, a empresa disse que um dos cálculos para a extração da madeira foi feito de forma equivocada. "Foi um erro grave e a companhia já desligou duas pessoas responsáveis por ele", afirmou o diretor de Meio Ambiente e Sustentabilidade da empresa, Luiz Cláudio Castro.

Por Redação ((o))eco
11 de julho de 2008

Tecnologia para o futuro

Cientistas americanos acabam de anunciar uma nova invenção que poderá ser a resposta para o problema da geração de eletricidade no futuro. Chamado de “concentrador solar orgânico” (OSC, na sigla em iglês), o novo produto consiste na aplicação de uma película fina de corantes especiais sobre uma placa de vidro, o que a torna capaz de concentrar a luz do Sol e multiplicar por dez a eficiência de painéis solares. A invenção, descrita na edição de hoje da revista Science, surge como alternativa aos painéis solares convencionais, que atualmente usam tecnologia muito cara e possuem pouca eficiência. A idéia de usar películas de corantes para concentrar a luz solar já tinha sido explorada nos anos 1970. A novidade é o uso de corantes orgânicos associados ao silício, que potencializam a eficiência da geração de eletricidade. Os OSCs deverão ser usados para “turbinar” os painéis solares já em uso. A produção do novo produto deve começar em três anos. Em um vídeo produzido pela Fundação Nacional de Ciência Americana, o cientista Marc Baldo, um dos criadores do OSC, explica a nova tecnologia. Assista.

Por Redação ((o))eco
11 de julho de 2008

Estresse marinho

Problemas causados pelo estresse não são exclusividade do ser humano. Isso foi o que mostrou um estudo feito pela União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) e pela Conservation Internacional sobre o estado de conservação dos corais no mundo. Segundo o estudo, os principais causadores de estresse em recifes são a mudança climática e os problemas locais, como a pesca destrutiva, a qualidade da água afetada pela poluição e a degradação dos habitats litorâneos. Não bastassem tantos fatores negativos, os pesquisadores ainda acreditam que a crescente acidificação dos oceanos também representará uma nova ameaça para a espécie. Os resultados da pesquisa mostraram que um terço dos corais já correm risco de extinção e que eles só perdem para os anfíbios nos ranking de espécies em perigo. A notícia é da agência EFE.

Por Redação ((o))eco
11 de julho de 2008

Mercado em expansão

Um levantamento feito pelo grupo americano Cleantech, que promove investimentos em negócios ecológicos, mostrou que, ultimamente, os donos da grana estão abrindo a carteira para empresas que desenvolvem tecnologias limpas. Somente nos últimos três meses, foram investidos cerca de 2 bilhões de dólares no setor, o que representou um recorde mundial. Segundo o levantamento, do total de investimentos feitos, quase três quartos foram realizados nos Estados Unidos. As empresas européias, especialmente a Grã-Bretanha, receberam 13% do total, seguida das chinesas, com 12%. Com a alta nos preços dos combustíveis, os empreendimentos mais beneficiados pela nova onda têm sido os de energia solar e de biocombustíveis de segunda geração. Segundo notícia da BBC Brasil, nos próximos 20 anos, a injeção de recursos no setor têm chances de crescer para um montante entre 6 trilhões e 20 trilhões de dólares.

Por Redação ((o))eco
11 de julho de 2008