Dia agitado

A semana do ministro Carlos Minc está mesmo agitada. Nesta segunda, além dos prefeitos do Rio Grande do Sul, ele teve reunião com representante da Fiesp para tocar a agenda da moratória à produção de carne em áreas desmatadas. O ministro também recebeu ontem uma delegação das ONGs ambientalistas, que foram até ele apresentar prioridades para a implantação do pacto pelo desmatamento zero.

Por Redação ((o))eco
2 de julho de 2008

Fundo Mangabeira

O fundo amazônico, lançado na Conferência do Clima em Bali, no fim de 2007, pretende arrecadar 1 bilhão de dólares para investimentos na proteção à floresta tropical. O governo da Noruega, inclusive, já anunciou que será um dos primeiros a contribuir com o fundo. Mas qual não foi a surpresa dos técnicos do Ministério do Meio Ambiente ao saberem nestes últimos dias que quem está com passagem marcada para Noruega é ninguém menos que Mangabeira Unger, o pai do Plano Amazônia Sustentável.

Por Redação ((o))eco
2 de julho de 2008

Mar em discussão

Entre os dias 23 e 27 de junho aconteceu a primeira Reunião do Grupo de Trabalho sobre Emissões de Gases de Efeito Estufa de Navios no âmbito da Organização Marítima Internacional (IMO, na sigla em inglês). O Brasil se mostrou contrário ao estabelecimento de metas de redução do lançamento de carbono pelas embarcações, proposta levantada pela Dinamarca. Entre os argumentos apresentados pela comitiva nacional em Oslo, Noruega, estavam a necessidade de respeito aos princípios acordados pelo Protocolo de Quioto e a importância da transferência de tecnologia aos países em desenvolvimento.

Por Redação ((o))eco
2 de julho de 2008

Força tarefa

Aliás de susto em susto é que a agenda ambiental vai caminhando em Brasília. Nesta quarta, ONGs, assessores parlamentares, e até a ex- ministra do Meio Ambiente, a senadora Marina Silva (PT-AC), fizeram plantão na Comissão de Constituição e Justiça do Senado para tentar barrar a aprovação do Decreto Legislativo da Senadora Kátia Abreu (DEM-TO), que derruba todas as medidas do governo federal de combate ao desmatamento, entre elas a restrição de crédito aos desmatadores. O texto não foi colocado em votação.

Por Redação ((o))eco
2 de julho de 2008

Ponto zero

Em resumo, a reunião que deveria levar documentos técnicos para o próximo encontro do Comitê de Proteção ao Ambiente Marinho (MEPC 58), em outubro, não obteve êxito nas negociações. O mais provável, de acordo com Tomio, é que os 32 países integrantes do Grupo de Trabalho sobre gases estufa precisem marcar uma nova data para reabrir as discussões sobre incremento no design dos motores e métodos operacionais mais limpos nos navios.

Por Redação ((o))eco
2 de julho de 2008

Processo lento

Mas, segundo Alexandre Tomio, técnico da Gerência de Qualidade Costeira e do Ar do Ministério do Meio Ambiente e que esteve presente na reunião, a questão política ficou em segundo plano durante o encontro. Ele serviu, na verdade, para medir a viabilidade técnica da idéia dinamarquesa de fixar metas para reduzir a emissão de CO2 dos navios - e os resultados não foram nada promissores. Uma das propostas levantadas, por exemplo, pedia a diminuição na velocidade média das embarcações, o que poderia reduzir o acúmulo de gases estufa. “Mas ela, assim como as outras, apresentou problemas como a dificuldade de fiscalização e segurança, já que o navio pode perder equilíbrio se estiver muito lento. Esses questionamentos foram levantados por nações que têm grande conhecimento na área”, explica Tomio.

Por Redação ((o))eco
2 de julho de 2008

Educação Ambiental

Os servidores do Ministério do Meio Ambiente foram pegos de surpresa nesta terça-feira pelo anúncio da saída do diretor da Diretoria de Educação Ambiental, Marcos Sorrentino. Professor da USP, ele já coordenava a área desde o primeiro ano da gestão Marina Silva. Nesta manhã, o superior de Sorrentino, o secretário de Articulação Institucional, Hamilton Pereira, o informou que o ministro Carlos Minc decidiu mudar a liderança na Educação Ambiental e pediu seu cargo.

Por Gustavo Faleiros
1 de julho de 2008

Reforma Minc

Com a saída de Sorrentino, Minc já moveu algumas figuras de peso da antiga gestão Marina. Saíram também a secretária de Mudanças Climáticas, Thelma Krug , e chefe da Assessoria Parlamentar do Ministério do Meio Ambiente, Jaura Rodrigues. Quem será o próximo?

Por Gustavo Faleiros
1 de julho de 2008

Cimento na ilha

A Operação Arquipélago, realizada em Fernando de Noronha pela Polícia Federal (PF), prendeu seis pessoas em flagrante por crime ambiental, no último fim de semana. Cinco homens e duas mulheres que já haviam sido autuados por construções irregulares no interior do Parque Nacional Marinho acabaram detidos por continuarem tocando as obras embargadas. A ação da PF se baseou em dados levantados pelo Ibama, segundo os quais há cerca de 100 imóveis em situação irregular na ilha. Conforme noticiou o jornal A Tarde, 40% deste total já teriam sido multados, e o Ibama pretende desencadear uma operação para demolir todas as edificações ilegais do arquipélago.

Por Redação ((o))eco
1 de julho de 2008

Príncipe ecológico

Defensor do meio ambiente, príncipe Charles conseguiu reduzir suas emissões de dióxido de carbono em 18% nos últimos dois anos, diz seu relatório financeiro anual, divulgado nesta segunda-feira. Para conseguir o feito, o herdeiro do trono britânico adaptou seu Audi e seu Range Rover para rodarem com óleo de cozinha. O trem real também funciona com o mesmo combustível desde setembro de 2007, e seu Aston Martin se move graças a um biocombustível feito à base de vinho. No ano passado, o príncipe estipulou que iria reduzir as emissões em 12,5% até 2012. No entanto, o relatório afirma que a residência de Charles e da Duquesa da Cornuália, Camilla Parker-Bowles, dobrou a meta para uma redução de 25% nos próximos quatro anos. O relatório de Charles, no entanto, não contemplou as emissões de sua Home Farm. Estimativas apontam que a fazenda emita cerca de 2,5 mil toneladas de CO2 por ano, diz notícia da BBC Brasil.

Por Redação ((o))eco
1 de julho de 2008

Esverdeou

A China está tendo uma trabalheira danada para aprontar tudo até o início das Olimpíadas. Enquanto algumas medidas tentam tapar a poluição aqui e ali, surge um problema acolá. A mais recente dor de cabeça dos governantes veio das águas de Qingdao, cidade que vai sediar as provas de vela. Nos últimos dias, 30% do mar da região ficou coberto por algas que resolveram invadir o pedaço. Milhares de cidadãos e militares se apressaram em botar os barcos na água, e já recolheram mais de 100 mil toneladas da espécie. Segundo especialistas, o fenômeno pode ser uma resposta das mudanças climáticas. O Guardian fez uma galeria de fotos que mostra o tamanho do problema.

Por Redação ((o))eco
1 de julho de 2008

Usina liberada

Há cerca de um mês, o Procurador da República Thiago Tozzi, lotado na comarca de São Gonçalo do Amarante (CE), teve sua ação acatada por um juiz do município, que expediu liminar proibindo o início das obras de uma termoelétrica movida a carvão na praia de Pecém, no Ceará. Na última sexta-feira, no entanto o presidente do Tribunal de Justiça do estado, Fernando Ximenses, suspendeu a determinação e garantiu que a empresa MPX, do mega-empresário Eike Batista, pode começar o processo de desmatamento do terreno onde a planta será erguida.

Por Redação ((o))eco
1 de julho de 2008