Sustentável, que nada

O Fórum Mato-Grossense de Meio Ambiente e Desenvolvimento (Formad), que congrega 42 entidades sócio-ambientais do estado, publicou um manifesto reclamando do não cumprimento das ações prometidas do Programa BR-163 Sustentável, lançado há dois anos pelo governo federal com o pretexto de cuidar do eixo da rodovia Cuiabá-Santarém antes de maiores estragos ambientais decorrentes do asfaltamento da estrada.

Por Redação ((o))eco
26 de junho de 2008

Crédito fácil

O resultado do encontro desta manhã entre o ministro Carlos Minc e o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, parece ter sido positivo para os pecuaristas da Amazônia que querem regularizar sua situação ambiental. Segundo Minc, pequenos e médios criadores de gado que fornecem matéria-prima para grandes frigoríficos terão acesso facilitado a recursos do BNDES para financiamento de projetos voltados à modernização e regularização de suas produções. A linha de crédito a ser adotada é a chamada “Empresa âncora”, em que a grande empresa da cadeia produtiva avaliza o financiamento concedido aos seus pequenos fornecedores.

Por Gustavo Faleiros
26 de junho de 2008

Assinatura

Além do acordo para fornecer crédito aos pecuaristas, Luciano Coutinho firmou outro compromisso com Minc: o de criar facilidades para financiar projetos sustentáveis e de desenvolvimento de tecnologia limpa no país. Tais ações estão previstas na carta de Compromisso Sócio-Ambiental, em que bancos públicos e privados são signatários.

Por Gustavo Faleiros
26 de junho de 2008

Nem o PAC

No início desta semana, o BNDES já havia feito um outro anúncio positivo ao meio ambiente: o de que a instituição vai adotar uma cláusula de exigências ambientais – além das exigências sociais já existentes – para conceder empréstimos. Segundo o presidente do Banco, se alguma agência ambiental do país levantar objeções à empresa que pleiteia o financiamento, ele não será concedido. Além disso, se punições por infração ambiental tiverem julgamento definitivo contra alguma empresa com empréstimo no banco, o contrato será finalizado. De acordo com Coutinho, nem as obras do PAC escaparão.

Por Gustavo Faleiros
26 de junho de 2008

Economia de papel

Alguns bancos brasileiros andam mesmo implementando ações “ambientalmente corretas” nos últimos tempos. O Banco do Brasil, pro exemplo , a partir deste mês, terá cerca de 30% de seus boletos de cobrança impressos em formato reduzido, utilizando metade do papel A4. Segundo o BB, a nova sistemática permitirá uma economia anual de 84 mil quilos de papel, oito milhões de litros de água e de 3 mil árvores.

Por Gustavo Faleiros
26 de junho de 2008

De integral para sustentável

O processo para tirar a praia de Aventureiro, em Ilha Grande, dos limites da Reserva Biológica da Praia do Sul continua a passos lentos. No fim de maio, estava marcada uma reunião entre a comunidade local e o governo do estado. Choveu, e as autoridades ficaram em casa. O próximo encontro será no início de julho, e os moradores vão apresentar um levantamento sobre o que acham da mudança de categoria da unidade de conservação. Segundo o presidente do Comitê de Defesa da Ilha Grande, Alexandre de Oliveira, ainda não está decidido se a área vai virar uma Reserva de Desenvolvimento Sustentável ou uma Área de Proteção Ambiental, ambas de uso sustentável.

Por Redação ((o))eco
26 de junho de 2008

Comitê dos pepinos

Para que as negociações da Comissão Internacional das Baleias (CIB), que se reúne no Chile esta semana, não continuem emperradas durante as conferências, ficou decidida a criação de um grupo de trabalho só para discutir e votar os pepinos que não se resolvem. O comitê será composto por 24 países e deve preparar relatórios consensuais sobre questões controversas, como a caça aos cetáceos. A criação do grupo foi proposta, principalmente, devido à intransigência do Japão em continuar com sua caça “científica e cultural”. A comissão-extra terá reuniões a portas fechadas, e deve mostrar os resultados no encontro anual do CIB no próximo ano, em Portugal.

Por Redação ((o))eco
26 de junho de 2008

Incompleto

No outro lado da Ilha Grande, na vila do Abraão, o governo está se mostrando mais presente. Finalmente começaram as tomadas de preço para que o saneamento saia do papel nas quatro praias mais habitadas da região: Araçatiba, Provetá, Saco do Céu e Abraão. As obras, no entanto, ignoram uma antiga decisão do Minstério Público Estadual, segundo a qual nenhuma intervenção na infra-estrutura da ilha poderia ser feita antes de se concluir o estudo de capacidade de carga da ilha. O estudo está de molho há mais de cinco anos.

Por Redação ((o))eco
26 de junho de 2008

Flor na teia

Para a alegria dos beija-flores e das cambacidas, que não tem o menor escrúpulo contra freqüentar espécies exóticas na serra fluminense, as...

Por Redação ((o))eco
26 de junho de 2008

Segundas intenções

Os deputados estaduais do Mato Grosso do Sul aprovaram esta semana um projeto de lei que tem exacerbado os ânimos de ambientalistas locais. Isso porque o documento acaba com a exigência da distância mínima de 25 quilômetros entre uma usina de açúcar e álcool e outra. A distância mínima tinha sido imposta por uma lei estadual que entrou em vigor há menos de um ano. A nova medida está sendo vista como uma tática para aumentar a produção e, assim, viabilizar a construção do alcoolduto, uma via de 900 quilômetros que ligará o Estado ao porto de Paranaguá, no Paraná, e que promete alavancar ainda mais a produção sul matogrossense dos produtos. O MS já tem 11 indústrias de álcool e açúcar em funcionamento. Até o ano que vem, outras 12 devem entrar em operação. A TV Morena, canal da rede Bom Dia, fez uma reportagem sobre o assunto. Assista.

Por Redação ((o))eco
26 de junho de 2008

Censo marítimo

O ambicioso projeto World Register of Marine Species, que pretende reunir todas as espécies marinhas conhecidas no planeta num único banco de dados, está de vento em popa. A previsão inicial era de que tudo estivesse finalizado até 2010, mas conforme noticiou o El Mundo, das 230 mil espécies conhecidas, 122 mil já estão no cadastro internacional. Os pesquisadores tiveram que eliminar cerca de 56 mil nomes científicos que variavam em cima de espécies iguais, e a varredura continua. O site do diário espanhol traz uma galeria de fotos com alguns animais registrados recentemente.

Por Redação ((o))eco
26 de junho de 2008

Mato ou cana?

O governo da Flórida resolveu comprar uma área de 800 km² utilizada para cultivo de cana-de-açúcar para recompor sua mata natural. As terras, adquiridas de uma empresa produtora de açúcar, ficam dentro do Parque Nacional de Everglades, a maior reserva sub-tropical dos EUA. Para os ambientalistas, o projeto de recomposição da mata é o maior já feito no país e está sendo comparado com a fundação do primeiro parque nacional dos EUA, o Yellowstone. Há anos eles tentam preservar a área, já que a produção da espécie é apontada como uma das principais causas de poluição do local. Ao invés de investir no plantio da cana, o governo do estado americano gastou cerca de três bilhões para investir em preservação, diz notícia da BBC.

Por Redação ((o))eco
26 de junho de 2008