Mato ou cana?

O governo da Flórida resolveu comprar uma área de 800 km² utilizada para cultivo de cana-de-açúcar para recompor sua mata natural. As terras, adquiridas de uma empresa produtora de açúcar, ficam dentro do Parque Nacional de Everglades, a maior reserva sub-tropical dos EUA. Para os ambientalistas, o projeto de recomposição da mata é o maior já feito no país e está sendo comparado com a fundação do primeiro parque nacional dos EUA, o Yellowstone. Há anos eles tentam preservar a área, já que a produção da espécie é apontada como uma das principais causas de poluição do local. Ao invés de investir no plantio da cana, o governo do estado americano gastou cerca de três bilhões para investir em preservação, diz notícia da BBC.

Por Redação ((o))eco
26 de junho de 2008

Fome energética

Apesar das ameaças previstas, a demanda mundial por energia não deve sofrer redução no futuro. Pelo contrário, a tendência é que ela aumente em nada menos que 50% até 2030. A estimativa foi anunciada nesta quarta-feira pela agência norte-americana Energy Information Administration (EIA). Segundo o relatório, os países em desenvolvimento serão os grandes responsáveis pela comilança energética, e para atender à demanda, 124 usinas nucleares devem surgir no mundo num período de 20 anos. As previsões indicam que as fontes alternativas vão ganhar um espaço de 2% ao ano, lado a lado com o carvão, que continuará a subir. O resultado desse cenário, diz a EIA, seria um planeta com emissões 51% acima do que se lança hoje nos céus. A notícia é da Grist.

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26 de junho de 2008

O dobro

No ano passado, a ONU anunciou que frear as mudanças climáticas não custaria tão caro para os países: se cada nação desembolsasse 1% de seu PIB já seria o suficiente. Apesar da pequena fatia, a sugestão causou chiadeira por todo lado. Agora, com a corrida do aquecimento, já tem gente dizendo que os investimentos devem ser o dobro, de 2%. Conforme noticiou o Guardian, se somente o Reino Unido liberasse a quantia, já seriam mais de 25 bilhões de dólares. A estimativa de 2% foi feita por um ex-economista do Banco Mundial, e promete gerar mais barulho.

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26 de junho de 2008

Passo atrás?

Já está na página do Diário Oficial da Justiça a íntegra da polêmica decisão da Corte Suprema que eliminou o porcentual mínimo incidente sobre o custo total de empreendimentos como compensação ambiental. Agora, compete ao órgão licenciador fixar um valor para compensação proporcional ao impacto causado por cada obra. Advogados ambientais consultados pel´O Eco comentam que a decisão do STF deixa dúvidas sobre retroatividade da medida, impactos na fase de operação e não tipifica tipos de impactos. Também questiona-se como os órgãos ambientais definirão os porcentuais e qual será o destino de empreendimentos com emissão de licenças em tramitação.

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26 de junho de 2008

Celeiro mundial

Os números são do governo e foram divulgados há poucos dias: a produção agrícola brasileira cresceu 147% desde 1990. E há espaço para mais. Segundo o ministro da Agricultura Reinhold Stephanes, o Brasil tem mais de cem milhões de hectares que podem ser incorporados à agricultura sem derrubar uma árvore sequer. São as tais terras abandonadas, principalmente na Amazônia. Até agora, no entanto, não se viu incentivo oficial para seu uso.

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26 de junho de 2008

Força, IBGE!

Para transformar em realidade a tal falada recuperação de terras degradadas, o Brasil precisa saber exatamente o que são terras degradadas. Só na Amazônia estima-se em 71 milhões de hectares as glebas nestas condições. Mas a classificação é bem genérica, pois nem tudo precisa do mesmo tratamento; algumas áreas sofrem com erosão, outras estão apenas abandonadas. Para entender e realmente criar uma política de recuperação de terras degradadas, o governo espera do IBGE um detalhado mapa com classificações precisas. Está no forno.

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26 de junho de 2008

Fértil

O Eco já comentou dia desses que a produção nacional de fertilizantes está nas mãos das multinacionais. Agora, o Brasil quer recuperar o espaço perdido e se tornar auto-suficiente na produção de fosfato e fertilizantes nitrogenados. A agricultura grande depende disso para reduzir custos de produção. “A auto-suficiência desses insumos é uma questão estratégica que depende basicamente de pesquisa e investimento. Estimamos que este objetivo deve ser alcançado entre cinco a 10 anos”, disse o ministro Stephanes, em nota do Ministério da Agricultura.

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26 de junho de 2008

Soja neles

Esta semana o Diário Oficial da União traz portarias com o zoneamento agrícola e climático para plantios de soja no Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Minas Gerais, São Paulo, Paraná e Santa Catarina. O estudo indica períodos de plantio por município, tipo de solo e ciclo de cultivares, reduzindo chances de quebras de safras com variações do clima. O Centro-Oeste (Cerrado) é o maior produtor da oleaginosa no País, com 45% do volume - Goiás planta 22,64% da produção regional.

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26 de junho de 2008

Moratória da madeira

Hoje, em reunião com representantes do setor madeireiro, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, acertou as diretrizes da moratória à madeira ilegal. A Associação das Indústrias Exportadoras de Madeira do Estado do Pará (Aimex) e o Ministério do Meio Ambiente irão assinar no dia 18 de julho, em Belém, o Pacto pela Madeira Legal e Sustentável. Da mesma forma que ocorre com a moratória da soja, o setor privado se compromete a não comprar matéria prima oriunda de áreas desmatadas.

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25 de junho de 2008

Em troca

Para garantir que os empresários conseguirão rastrear as cargas ilegais, Minc prometeu apoio nas fiscalizações e também defendeu a aceleração na aprovação dos planos de manejo florestal. Segundo nota do Ministério, o governo deverá aumentar as metas do plano de concessão florestal, cujo objetivo era licitar 2 milhões de hectares em 2009.

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25 de junho de 2008

Lei das estradas

O Governo de São Paulo assinou, na última sexta-feira, um decreto inédito que cria parâmetros de implantação, gestão e operação de estradas que cruzam Unidades de Conservação de Proteção Integral no Estado. A idéia é regularizar as estradas já existentes que não passaram por processo de licenciamento ambiental e estabelecer normas para as futuras vias. Segundo o decreto, cada trecho de estrada, já feito ou futuro, deverá ter seu Plano de Implantação e Plano de Gestão e Operação em dia, evitando, assim, mais impactos ambientais ao longo dos percursos.

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25 de junho de 2008

Palácio do Planalto na Amazônia

A Câmara dos Deputados deverá votar em breve uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que sugere a transferência da sede do governo federal por um período de até dez dias, uma vez por ano, para uma cidade da Amazônia Legal. De autoria da deputada Rose de Freitas (PMDB-ES), a PEC tem por objetivo criar oportunidades de divulgação do potencial econômico, cultural e turístico da região e da diversidade ambiental do bioma.

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25 de junho de 2008