Desculpa

Na outra ponta da briga ficou a Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), representante das montadoras, que afirmou de pé junto que não pode fabricar veículos com motores adaptados ao novo diesel, os chamados Euro IV, por não saber que diesel é esse. A Petrobrás, por sua vez, reafirmou que só produz o combustível mais limpo se novos carros já readequados forem colocados à venda. O que ninguém esperava era que, durante as discussões, o Ministério da Indústria e Desenvolvimento mostrasse um estudo que comprova os benefícios da utilização do diesel de 500 ppm mesmo em veículos antigos. Todo mundo ficou quietinho depois desta divulgação.

Por Redação ((o))eco
2 de junho de 2008

Clima quente

Os últimos dias da Conferência Ethos 2008, realizada em São Paulo na semana passada, foram marcados por discussões acaloradas em torno da polêmica sobre a quantidade de enxofre presente no diesel brasileiro. Assim como tem feito desde setembro de 2007 - quando o Ministério Público exigiu que a Resolução 315/2002 do Conselho Nacional do Meio Ambiente fosse cumprida – a Petrobrás voltou a dizer que não se preparou para a produção do diesel limpo porque desconhecia as especificações técnicas do combustível, elaboradas pela ANP cinco anos depois de o Conama ter feito esta exigência. A ANP, aliás, não esteve presente no debate.

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2 de junho de 2008

Mar pra peixe

Há muito a maré não estava tão boa para as criaturas que nadam nos oceanos. No Japão, China e Taiwan, 140 barcos pesqueiros estão ancorados e o número de embarcações paradas corre o risco de chegar a 1100. Em Marselha, na França, os pescadores, ao invés de irem para o mar, decidiram bloquear o porto para protestar. Na Indonésia, a indústria da pesca praticamente congelou porque o governo cancelou seus subsídios. Na África, a frota pesqueira de atuns da Papua Nova-Guiné está paralisada. A frota de pesca da Namíbia mandou menos barcos atrás de peixes. O governo inglês suspendeu a pesca de arrasto e os pescadores canadenses querem os mesmos subsídios que o país dá aos seus fazendeiros. Nada como o preço alto do barril de petróleo para conseguir o que convenções e diplomatas tentam há anos sem grande sucesso: reduzir a pressão sobre os oceanos.

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2 de junho de 2008

Mercado super restrito

A única "boa" notícia foi dada por Frederico Kremer, gerente de soluções comerciais da área de abastecimento da Petrobrás, que garantiu que até janeiro de 2009 a estatal vai cumprir a resolução. No entanto, quando questionado pelo secretário municipal do Verde e do Meio Ambiente de São Paulo, Eduardo Jorge, se o diesel de 50 ppm estará presente em todos os postos de gasolina do país, Kremer confessou: "Vamos atender 8% dos carros adaptados". A Anfavea disse que não pode responder em nome das montadores sobre quando conseguirão entregar os tais carros adaptados.

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2 de junho de 2008

Cadastro madeireiro

O governo de São Paulo assinou nesta segunda, durante abertura das atividades da Semana do Meio Ambiente, o decreto que institui o Cadastro Estadual das Madeireiras Paulistas, chamado de Cadmadeira. Pelo documento, o governo paulista deverá cadastrar todas as pessoas e empresas do Estado que comercializam produtos e subprodutos de origem nativa brasileira. Segundo a Secretaria Estadual do Meio Ambiente, o cadastro “se constituirá num instrumento fundamental da luta contra o comércio ilegal da madeira da Amazônia”.

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2 de junho de 2008

Potencial alto, performance medíocre

O Greenpeace lançou na semana passada um estudo sobre fontes renováveis de energia no Brasil. Em resumo, reitera que o potencial do Brasil nessa área é promissor, mas que o desempenho do governo continua pífio. Quem quiser ler o relatório pode descarregá-lo através do site da Ong.

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2 de junho de 2008

Santo impopular

A construção de uma imagem de Santo Antônio no município de Caraguatatuba, no litoral norte de São Paulo, está gerando discórdia na cidade. De um lado estão os fiéis, a Igreja Católica e a Prefeitura, que está realizando a obra. Do outro, o Ibama, que decidiu embargar a construção e multar o poder municipal em 10 mil reais por considerar que a imagem do santo, de 15 metros de altura, ficará em uma Área de Proteção Permanente. Além disso, o órgão federal apontou uma série de outras irregularidades, como lixo espalhado e construções fora do acordado. A alegação do Secretário de Meio Ambiente do município, Auracy Mansano, é que a área já estava degradada e de que “Santo Antônio é uma questão histórica e cultural” de Caraguá.

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2 de junho de 2008

Desmatamento em alta

O Inpe acaba de soltar (em uma nota cuidadosa) os novos dados do desmatamento, referentes ao mês de abril. A nota técnica ressalta várias vezes que houve uma diferença muito grande entre abril e março na capacidade de observação do satélite Modis, que integra o sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter). Enquanto em março, a devastação registrada fora de 145 km2, pois 78% da Amazônia estavam cobertos por nuvens, em abril o corte de vegetação se elevou para 1123 km2, sob uma cobertura de nuvens de 53%. Embora o INPE não fale em crescimento, é bom comparar com os meses de janeiro e fevereiro quando o Deter registrou 690 km2 e 720 Km2.

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2 de junho de 2008

Mato Grosso campeão

O dado mais revelador dos últimos números anunciados pelo INPE é a participação do Mato Grosso nos 1123 Km2 desmatados – 70%. Em março, mesmo com as nuvens sobre a Amazônia, a participação do estado governado por Blairo Maggi foi de 77%. Não foi diferente nos primeiros meses do ano.

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2 de junho de 2008

Crescimento questionável

A despeito das árvores que tombam na Amazônia Legal, a atividade econômica na região aumenta a todo vapor. O ritmo desse crescimento, impulsionado principalmente pelo agronegócio, é duas vezes mais acelerado que a média nacional, diz notícia da Folha de S. Paulo. Somente nos três primeiros anos do governo Lula, a região cresceu 22,4%, enquando o PIB brasileiro ficou na casa dos 10%. No Mato Grosso e Pará, os dois Estados que se mantêm no topo do ranking do desmatamento, a atividade pecuária foi apontada como principal motor desse “avanço”. Como se não bastassem os problemas ambientais que estão pro trás de tais cifras, o crescimento da atividade econômica na Amazônia Legal não é sinônimo de prosperidade. De acordo com dados do IBGE, a riqueza gerada na região contribuiu com menos de 8% no PIB nacional.

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2 de junho de 2008

O lixo do Rio

Que o Aterro de Gramacho, em Duque de Caxias (RJ), está na iminência de um colapso, não é novidade para ninguém. Recebendo montanhas de lixo há mais de 30 anos, a vida útil por ali já se esvaiu há tempos. A solução que está em rascunho seria um novo aterro - desta vez, sanitário, dizem os papéis - em Paciência, zona oeste do Rio. Na última semana, a Comissão Estadual de Controle Ambiental concedeu a Licença Prévia para o empreendimento. O projeto chega recheado de polêmicas, iniciadas há cinco anos com um processo de licitação lento e arrastado. A notícia é do jornal O Globo.

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2 de junho de 2008

Enfim

Na última semana, a Casa Branca lançou um relatório que reúne uma penca de dados sobre como as mudanças climáticas estão afetando o país. Passando o olho, não há qualquer novidade científica no papel. Mas o que chamou a atenção do Wall Street Journal foi o fato de o governo Bush assumir oficialmente que a atual crise “provavelmente” é desencadeada pelos homens. Apesar de corroborar os recentes alertas da comunidade científica, o documento não procura alardear em cima disso. Mas dá sinais de que Bush e companhia têm necessariamente que voltar as atenções para o problema.

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2 de junho de 2008