Primeiro no fundo

Em 2 meses, o fundo estará apto a receber dinheiro. O primeiro a entrar virá do bolso do governo norueguês. Serão 500 milhões de dólares ao longo de cinco anos. Os recursos são de uma reserva para aplicação em meio ambiente constituído pelo governo da Noruega com uma taxação sobre a exploração de petróleo no Mar do Norte. O governo brasileiro bem podia copiar a idéia.

Por Gustavo Faleiros
29 de maio de 2008

O valor da tonelada

O fundo não irá enriquecer ninguém, a não ser a si próprio. A partir de uma média de desmatamento nos últimos dez anos, ele terá condições de captar doações toda a vez que a taxa anual de derrubada na Amazônia ficar abaixo desse número. Vai funcionar mais ou menos assim: a cada tonelada de carbono não emitida por conta da redução do desmatamento, o Brasil terá direito de captar junto a doadores 5 dólares.

Por Gustavo Faleiros
29 de maio de 2008

Flona Jamari

Cinco empresas estão habilitadas para a última fase do processo de licitação para concessão na Flona do Jamari (RO), segundo o Serviço Florestal Brasileiro. São elas: Amata, Porto Júnior Construções, Sakura e os consórcios liderados pelas empresas Alex Madeiras e ZN Indústria. Já na primeira quinzena de junho, a Comissão de Licitação apresentará o resultado das propostas técnicas, o que apontará os vencedores da concorrência.

Por Gustavo Faleiros
29 de maio de 2008

Oremos

Daniel Nepstad, cientista americano que essa semana apareceu no Financial Times defendendo a redução da reserva legal na Amazônia para 50% e esculhambando os dados do Inpe, está indicado para dirigir a área de meio ambiente da Fundação Moore, uma das principais financiadoras de trabalhos de conservação na região Norte do Brasil. Deus salve a Amazônia.

Por Gustavo Faleiros
29 de maio de 2008

Pé no acelerador

A entrevista de Nepstad, veterano de pesquisas na Amazônia, deixou muita gente coçando a cabeça. Afinal de contas, no início do ano, ele assinou um estudo dizendo que modelos processados em computadores indicam que os efeitos do aquecimento global, aliados à ação humana, contribuirão para reduzir a área de floresta na região em 55%. Ao defender a redução da reserva legal e esculhambar o Inpe, Nepstad deve estar afim de adiantar esse processo.

Por Gustavo Faleiros
29 de maio de 2008

Lugar de bandido

Nesta quinta-feira, o Clube da Aeronáutica, no Rio de Janeiro, recebe em seus salões um notório fora-da-lei, que tem em seu currículo grilagem de terras públicas e estocagem de armas e bombas caseiras com o intuito de combater as autoridades do país. Trata-se do prefeito de Pacaraima, em Roraima, o arrozeiro Paulo Cesar Quartiero, cuja fazenda ocupa ilegalmente terras que estão dentro da Reserva Raposa do Sol. Quartiero vai ao Clube da Aeronáutica para assistir a um seminário em que todos os palestrantes acham a reserva indígena uma ameaça à soberania nacional.

Por Gustavo Faleiros
29 de maio de 2008

O Brasil mudou

Na época da ditadura militar, quando o brigadeiro Ivan Frota estava no comando da Aeronáutica, Quartiero seria o tipo do sujeito que tinha grande chance de acabar na cadeia acusado de terrorismo.

Por Gustavo Faleiros
29 de maio de 2008

Paragominas

Paragominas, Pará, abril, 2008. Operação Arco de Fogo. A entrada da marcenaria parecia legal. No fundo, uma picada levava a uma carvoaria. Eram 400...

Por Redação ((o))eco
28 de maio de 2008

Operação Caipora

A Polícia Federal iniciou nesta quarta-feira uma operação para coibir a extração ilegal de madeira de dentro da Terra Indígena Vale do Guaporé, no oeste de Mato Grosso. Duzentos e trinta policiais cumprem 45 mandados de prisão e 54 de busca e apreensão nas cidades mato-grossenses de Cuiabá, Cáceres, Pontes e Lacerda, Conquista D’Oeste, Nova Lacerda e Comodoro, além de Vilhena, em Rondônia. Segundo a PF, os índios eram aliciados e funcionários da FUNAI recebiam dinheiro para permitir a entrada de madeireiros. O esquema envolvia ainda PMs, policiais rodoviários, agentes da secretaria de meio ambiente e fazendeiros vizinhos.

Por Redação ((o))eco
28 de maio de 2008

Garantias

Segundo Paulo Adário, coordenador da campanha Amazônia do Greenpeace, o Brasil tem razão em querer pleitear espaço no mercado para seus agrocombustíveis, mas para ser um vendedor competente vai precisar dar garantias de que sua produção não acarretará em prejuízos sócio-ambientais. Mas, com problemas críticos de governança em todo território nacional, confiar neste compromisso é meio arriscado demais.

Por Redação ((o))eco
28 de maio de 2008

Balcão de negócios

A insistência da delegação brasileira em transformar a convenção em um balcão de negócios para os agrocombustíveis foi determinante para o prêmio desta quinta. O país resiste em aceitar que o tema seja discutido, afirmando que, se for deste jeito, que se debatam todas as outras fontes de energia. Resultado: discussões bloqueadas. Criticou as objeções dos paises europeus à expansão da cana de açúcar por razões de mercado. Mas, por esse mesmo motivo, não quis falar em principio da precaução, defendendo que os cultivos não colocam segurança alimentar nem a Amazônia em risco.

Por Redação ((o))eco
28 de maio de 2008

Motosserra brasileira

O Brasil foi nomeado hoje para receber a Motosserra de Ouro na Conferência das Partes sobre Convenção da Diversidade Biológica (CDB/COP9). O prêmio, dado pelo Greenpeace ao país que mais atrapalhou as negociações para conservação da biodiversidade desta vez vai para o Brasil pelo conjunto de suas posições nos diversos temas da conferência. A premiação acontece no dia em que o novo ministro do meio ambiente, Carlos Minc, chega à Bonn, na Alemanha, para inaugurar a segunda etapa do programa Áreas Protegidas da Amazônia (ARPA), que prevê a criação de mais 20 milhões de hectares de áreas protegidas até 2012 com 105 milhões de dólares.

Por Redação ((o))eco
28 de maio de 2008