Derretimento total

Contrariando as previsões do IPCC de que o Pólo Norte ficaria sem sua cobertura branca no final deste século, cientistas americanos alertam para uma situação bem pior do que se imagina, com a perda do gelo já para o verão deste ano. Segundo o Centro Nacional de Gelo e Neve dos EUA, tudo vai depender do padrão do clima, e a equação é obvia. Com tempos mais quentes, a porção derretida será maior, e a que recongela depois do período, menor. De acordo com os cientistas, a média de extensão de gelo em abril de 2008 está abaixo da média para este mês entre os anos de 1979 e 2000. No final do verão passado, havia 4,28 milhões de km² de gelo e a projeção para o mesmo período deste ano é de que haverá somente 3,59 milhões de km², diz notícia da Folha Online.

Por Redação ((o))eco
15 de maio de 2008

Sem desculpas

Nos últimos relatórios do IPCC, a mão humana é apontada como provável culpada pelas transformações no clima. Mas após cruzar dados de 30 mil estudos científicos, pesquisadores do Instituto Goddard de Estudos Espaciais da Nasa dizem que não há dúvidas sobre a contribuição antrópica na atual celeuma ambiental. São plantas florescendo mais cedo, folhas caindo antes da época, aves migratórias zanzando confusamente. Segundo eles, as variações normais da natureza não explicam tantas mudanças. “Essas alterações são apenas uma pequena parcela do que está por vir”, prevê um dos responsáveis pelo estudo. A notícia está no Telegraph.

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15 de maio de 2008

Sobreviventes

Em meio a tantas notícias ruins sobre o terremoto que devastou a China há alguns dias, uma boa: os 86 pandas gigantes que vivem na Reserva Natural Wolong, localizada a noroeste da capital da província de Sichuan, Chengdu, perto do epicentro do tremor, estão em segurança. Apesar de o terremoto ter cortado a comunicação com a reserva, nenhum dos exemplares do animal foi atingido e os filhotes de panda conseguiram ser transferidos para áreas mais seguras. O panda gigante é uma das espécies mais ameaçadas da Terra, lembra notícia da BBC Brasil. Atualmente, acredita-se que haja apenas 1,6 mil destes animais vivendo soltos, nas regiões montanhosas das províncias de Sichuan, Shaanxi e Gansu, enquanto outros 200 vivem em cativeiro.

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15 de maio de 2008

Multiplicação das árvores

Enquanto a próxima convenção climática internacional (que vai traçar os passos pós-Quioto) não chega, um projeto da ONU pretende fazer um afago ao meio ambiente. Até 2009, para quando está marcado o encontro, sete milhões de árvores serão plantadas pelo mundo. Encabeçada pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), a proposta tem o objetivo de fincar uma muda para cada três habitantes do planeta, num esforço para combater as alterações no clima. De acordo com o site Ecoticias, o órgão já havia lançado um programa nesse sentido, mas resolveu dobrar suas metas. Metade dos exemplares já plantados está na África.

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15 de maio de 2008

Amazônia em harmonia?

A aprovação da Medida Provisória 422/2008, neste terça na Câmara, que aumentou o limite de módulos fundiários que podem ser concedidos sem licitação pelo governo na Amazônia, deixou o setor agropecuário radiante. Assuero Veronez, que coordena a comissão de meio ambiente da Confederação Nacional da Agricultura, considera a medida fundamental para resolver conflitos fundiários na região. “Agora as pessoas poderão regularizar suas propriedades, do ponto de vista fundiário e ambiental. Vencido isso, precisamos avançar agora na questão do Código Florestal. Precisamos pacificar a Amazônia”, disse.

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14 de maio de 2008

PAC X PAS

Logo após o pedido de demissão de Marina Silva - e sua possível relação com o mal-estar causado durante o lançamento do Plano Amazônia Sustentável (PAS), que ficou nas mãos de Mangabeira Unger e não nas dela – o Ministro de Assuntos Estratégicos já deverá ser chamado para dar explicações sobre os trabalhos que acabou de assumir. Isso porque a Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara aprovou, na manhã desta quarta-feira, a realização de uma audiência pública conjunta com a Comissão da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional para discutir como fica o PAS dentro das ações do PAC. Unger será o convidado de honra.

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14 de maio de 2008

Parque do Zizo

No Brasil não faltam críticas às indenizações governistas a vítimas da Ditadura Militar. No caso do Parque do Zizo, elas não fariam nenhum sentido. A RPPN – Reserva Particular do Patrimônio Natural criada em 1988 ganhou R$ 120 mil no ano passado. O dinheiro foi usado em infra-estrutura e outras melhorias na bela reserva de Mata Atlântica no Vale do Ribeira. Seu nome rende homenagem a Luiz Fogaça Balboni, o Zizo, morto em luta armada contra a Ditadura em setembro de 1969, aos 24 anos.

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14 de maio de 2008

Eu aposto

Os membros da ong Real Climate, curiosos com o resultado do teste, resolveram fazer uma inusitada proposta para os autores da pesquisa. Caso a projeção de resfriamento global se confirme até 2010, eles pagam 2500 euros ao grupo; mas, se o oposto acontecer, o devem receber a mesma quantia. A aposta, é claro, só seria decidida no final da década, quando outra nos mesmos valores começaria até 2015 (sempre de acordo com o período de 1994 até 2004). Mas, para que nenhuma injustiça seja feita, não vale contabilizar os efeitos da erupção de um grande vulcão ou da queda de um imenso meteoro. Agora, resta saber se os alemães vão aceitar.

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14 de maio de 2008

Aquecimento?

Na contramão dos estudos realizados pelos principais cientistas dos cinco continentes, um grupo de pesquisadores alemães publicou na última semana um artigo que chega a uma novíssima conclusão sobre as mudanças climáticas: na verdade, tudo leva a crer que estamos na iminência de um resfriamento global. Para embasar a afirmação, foram montados dois cenários. Enquanto o primeiro analisa o intervalo entre 2000 e 2010, o segundo faz referência aos anos que vão de 2005 a 2015. O resultado? Em ambos os intervalos, a mesma surpresa – a temperatura média do planeta vai diminuir em comparação ao período 1994 e 2004.

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14 de maio de 2008

Minc na cabeça

Agora é oficial: Carlos Minc, ex-secretário de Ambiente do Rio de Janeiro, é o novo Ministro do Meio Ambiente do Brasil. A confirmação aconteceu depois que o ex-governador do Acre, Jorge Viana, recusou o convite do governo para assumir a pasta comandada durante cinco anos por Marina Silva.

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14 de maio de 2008

Ecos de Marina

Lula tanto quis, que seu Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e sua política desenvolvimentista ganharam manchetes internacionais. Mas não exatamente pela pompa que levam, e sim por terem empurrado a ministra do Meio Ambiente para as margens do governo. Nesta terça-feira, quando a carta de demissão de Marina Silva chegou aos ouvidos da imprensa, os diários estrangeiros logo acionaram seus repórteres. Afinal, saía de cena a mulher que já teve o nome entre os políticos considerados mais verdes do mundo e num ranking que listava as 50 pessoas que poderiam salvar o planeta. A notícia rodou o mundo como mais um golpe na combalida Amazônia. Aqui ao lado, os vizinhos Chile e Argentina destacaram em seus principais jornais os desentendimentos políticos que levaram Marina a cair. O argentino Página 12 diz que o Brasil acaba de perder uma ministra de biografia que “poucos políticos são capazes de se igualar”, e relaciona a renúncia à fome por terra dos grandes produtores de soja: “É um duro revés para os defensores da Amazônia”. O conterrâneo Clarín frisa que as divergências dentro do governo já “se arrastavam desde o ano passado”, e o chileno El Mercurio põe a ex-ministra como uma das vozes mais fortes na proteção da floresta tropical. O New York Times também citou o caso dando ênfase no currículo ambiental de Marina. A reportagem a coloca como “renomada defensora da floresta tropical” e uma “estrela ambiental universalmente conhecida”. O diário, assim como o International Herald Tribune, comenta o fato de ela não ter acusado o presidente Lula como culpado direto pela demissão. No Reino Unido, o influente The Guardian deu a notícia como manchete na seção de meio ambiente. O texto começa em tom de lamentação, prevendo tempos difíceis para o maior bioma brasileiro: “O medo sobre o futuro da maior floresta tropical do mundo aumentou ontem”. Na Europa, o pedido de demissão também chamou atenção. O fato de Marina Silva ter entrado no governo como uma das pessoas de maior confiança de Lula e ter saído por desavenças foi ressaltado pelo diário espanhol El País: “A relação de ambos foi se desgastando devido ao claro apoio do presidente a outros ministérios voltados a fomentar o desenvolvimento na Amazônia”. Já o francês Le Monde afirma que a ex-ministra deixou a pasta após cinco anos tentando proteger o Brasil de “interesses econômicos predatórios”. Não era bem essa imagem que Lula queria lá fora. Com tantos confetes sobre a figura de Marina Silva, o presidente pode ficar em maus lençóis, como lembra nosso colunista Sergio Abranches.

Por Redação ((o))eco
14 de maio de 2008

Tempo quente

Já para o senador Arthur Virgílio (PSDB-AM), quem vai ter de “explicar muito bem” ao exterior a saída de Marina do ministério é o próprio governo, “principalmente agora, quando o aquecimento do planeta está na mente de quase todo mundo”, argumentou o senador.

Por Redação ((o))eco
14 de maio de 2008