Efeito Colateral

O que tem ajudado a preservar a natureza lá no país do Tio Sam e no continente europeu está prejudicando o meio ambiente aqui do Brasil. Isto é o que diz um estudo realizado por britânicos e brasileiros, publicado nesta quinta-feira na revista Nature. Segundo o estudo, a seca recorde que assolou a Amazônia em 2005 foi provocada pelo combate à chuva ácida nos EUA e Europa somada ao aquecimento global. Com a diminuição das partículas de enxofre no ar do hemisfério Norte, associada às emissões de dióxido de carbono, um clima anormal foi criado no oceano Atlântico, provocando a estiagem. A previsão dos cientistas é que, com o sucesso cada vez maior das políticas de combate à poluição por enxofre, as grandes secas na Amazônia tornem-se cada vez mais freqüentes. Para que a floresta não entre em colapso até 2100, a solução é reduzir a carga de CO2 na atmosfera, sugere reportagem da Folha Online.

Por Redação ((o))eco
8 de maio de 2008

No topo do ranking

Um estudo divulgado pela revista National Geographic nesta quarta-feira pode fazer a imagem do Brasil melhorar perante o mundo no que diz respeito à conservação da natureza. Segundo o documento, os consumidores brasileiros, empatado com os indianos, são os que mais respeitam o meio ambiente. O trabalho analisou o comportamento de 14 mil consumidores em 14 países e indicou que os cidadãos das nações em desenvolvimento têm hábitos mais ecológicos dos que vivem em lugares mais prósperos, quando analisados fatores como transporte, alimentação, habitação e bens de consumo. China e México ficaram com o terceiro e quarto lugar, respectivamente. Os americanos estão na lanterninha do ranking e seus vizinhos canadenses ganharam o penúltimo lugar. Os dados do desempenho do Brasil no índice Greendex estão no site da National Geografic Brasil. O ranking geral pode ser conferido no site internacional da revista.

Por Redação ((o))eco
8 de maio de 2008

Gigantes maltratadas

Das altas cordilheiras existentes no mundo, os Pirineus e os Alpes são as que mais sofrem com as ações humanas. Este é o resultado de um levantamento feito pelo Conselho Superior de Investigações Científicas (CSIC) da Espanha, que analisou 13 cadeias de montanhas no mundo. Para os pesquisadores, o fenômeno dificulta a investigação científica, já que, ao impactar as zonas mais acessíveis das montanhas, as intervenções humanas forçaram os cientistas a estudar somente as áreas menos danificadas, o que levou a muitos erros nos estudos já realizados, diz notícia do jornal El Mundo. Entre as cordilheiras analisadas, as de Papua-Nova Guiné são as que permanecem em melhor estado de conservação.

Por Redação ((o))eco
8 de maio de 2008

Novo inimigo

Como se não bastassem as várias ameaças que sofrem – como perda de habitat e a caça – os coalas ganharam mais um inimigo: a poluição atmosférica. A conclusão é do pesquisador Ian Hume, da Universidade de Sydney, que depois de estudar a influência dos poluentes nas espécies que servem de alimento para os coalas, descobriu que o aumento do nível de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera diminui os nutrientes das folhas de eucalipto, principal fonte de alimentação desses animais. Com base na descoberta, a previsão do pesquisador é que, a população de coalas será sensivelmente diminuída em 50 anos na Austrália. Em condições ótimas, os coalas tornam–se jovens e começam a madurecer sexualmente em um ano. Com o valor nutritivo das folhas lá em baixo este tempo salta para três a quatro anos. A notícia é da revista Time.

Por Redação ((o))eco
8 de maio de 2008

Redondamente enganado

Depois do estardalhaço feito pelo governo de Mato Grosso sobre os supostos erros na detecção de desmatamentos pelo sistema Deter, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) finalizou um relatório sobre as informações da secretaria de meio ambiente de Blairo Maggi. Segundo ela, 89,98% dos desmates simplesmente não tinham acontecido recentemente. Das 854 fotos feitas em campo nos 662 locais visitados pelos agentes estaduais, o Inpe concluiu que 313 delas eram repetidas, 78 estavam distantes dos locais de alerta de desmatamento, 65 foram classificadas como fotos não informativas e outras 45 também não se referem aos pontos indicados pelo Deter.

Por Redação ((o))eco
8 de maio de 2008

Desmatamento, sim

O Inpe considerou válidas apenas 353 imagens. Destas, 57,2% são de desmatamento por degradação progressiva e 39,4% imagens de corte raso da floresta. Apenas 1,4% não foram classificadas como desmatamento de floresta e 2% como desmatamento de áreas não florestais. Com isso, concluiu que houve sim desmatamentos em 96,4% dos casos analisados.

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8 de maio de 2008

Bondade com dinheiro público

Quase ninguém percebeu, mas no dia 20 de dezembro do ano passado, o prefeito de Juína (MT), Hilton Campos, resolveu ser para lá de generoso com os produtores rurais locais às custas de dinheiro público. Autorizou o repasse de 40 mil reais à Associação dos Proprietários do Rio Preto (APRUR) “a título de ajuda de custo para o desenvolvimento de ações de interesse coletivo”. A lei explicita que o recurso poderá ser usado para contratação de técnicos para acompanhar os processos judiciais ou administrativos decorrentes da ampliação da Terra Indígena Enawenê Nawê.

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8 de maio de 2008

Descredenciado

O ministro extraordinário de assuntos estratégicos, Mangabeira Unger – que há poucos meses teve a brilhante idéia de transpor de águas amazônicas para acabar com a seca no Nordeste – resolveu agora pedir ajuda do governador de Mato Grosso para construir uma agenda positiva para a Amazônia. Blairo Maggi se disse disposto a colaborar, mas tirou o corpo fora. “A verdade é que temos uma parte pequena dentro da Amazônia Legal, e portanto, não vivemos o cotidiano daquela realidade”, informou, segundo sua secretaria de comunicação. Deve ter se esquecido que, originalmente, cerca de 50% do estado são classificados como bioma amazônico.

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8 de maio de 2008

Poderosos

Os fazendeiros do rio Preto estiveram diretamente envolvidos no vergonhoso episódio em que indigenistas, jornalistas estrangeiros e ativistas do Greenpeace foram expulsos de Juína por populares, empresários e políticos. Na ocasião, eles queriam apenas visitar os índios e sobrevoar seu território.

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8 de maio de 2008

A todo o vapor

A associação congrega os fazendeiros que brigam contra a ampliação da Terra Indígena Enawenê Nawê. Para não perderem a área ocupada para os índios, têm acelerado o ritmo do desmatamento com o intuito de descaracterizar o local. Não por acaso, a região do rio Preto tem sido, de longe, a responsável pelos maiores desmatamentos recentes do município. Aderval Bento, presidente da associação, é um dos donos de áreas que constam na lista de embargos divulgada pelo Ibama.

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8 de maio de 2008

Apoio às motosserras

O projeto de lei que originou o repasse traz algumas pérolas usadas para justificar a atitude da prefeitura, como: “é certo que o próprio Município possui interesse que não paire qualquer resquício de dúvida acerca da famigerada ampliação, visto que tal região constitui uma importante fonte fornecedora de matéria prima para nossas serrarias e de gado, gerando assim, além de riqueza ao erário público e aos próprios particulares, também uma relevante geradora de postos de emprego”.

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8 de maio de 2008

Contra-mão

Uma das iniciativas se baseia na inversão do sentido econômico de financiamentos com dinheiro público. Até hoje, o crédito obtido junto aos Fundos de desenvolvimento das regiões Nordeste, Centro Oeste e Norte favorecia quem derrubava árvores e investia em agricultura. Essa conta deixará de ser tão óbvia. Com o PAS, a taxa de juros de dinheiro obtido nesses Fundos para atividades florestais será de 4%. É quase a metade do que se cobrará de quem quiser continuar tomando dinheiro para plantar grãos ou criar gado.

Por Redação ((o))eco
8 de maio de 2008