Problema real

Frente à "crise" mundial do arroz e outros alimentos "básicos", os gurus do mercado prontamente acionaram alguns de seus porta-vozes para alardear o remédio tradicional - mais produção. E por aqui, como se sabe, isso quase sempre é sinônimo de mais desmatamento e degradação ambiental. Mas o problema do arroz é cria do próprio mercado, envolve balanço entre exportações e consumo interno de vários países produtores, não é de produção. Somado a isso, está o flagelo nacional do desperdício de alimentos, que atinge plantio, colheita e consumo. No Brasil, calcula-se que mais de 30% do que se produz seja jogado fora.

Por Redação ((o))eco
28 de abril de 2008

Por baixo da crise

Ao largo das campanhas de saúde pública e dos efeitos nefastos de uma produção baseada em venenos agrícolas e mão-de-obra familiar, o Brasil mantém o posto de maior exportador e figura entre os maiores produtores globais de fumo. Conforme dados do governo, o País manda para o exterior 85% do que produz e, ano passado, somou US$ 2,2 bilhões em vendas externas e faturamento setorial de R$ 15 bilhões. A safra deste ano deve bater em 700 mil toneladas de tabaco, quase tudo produzido no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. O restante vem da Bahia e Alagoas.

Por Redação ((o))eco
28 de abril de 2008

Desmatamento no Ibirapuera

A criação de uma alça de acesso que ligará a avenida Pedro Álvares Cabral à IV Centenário, ambas no contorno do Parque Ibirapuera, em São Paulo, tem dado o que falar. Isso porque o Conselho Gestor do parque (CGPI) e usuários são contra a nova via, que irá devastar uma área de bosque de 5,5 mil m². A medida é resultado de um acordo firmado nos últimos dias de dezembro de 2007 entre Prefeitura, Companhia de Engenharia de Tráfego de São Paulo (CET), Ministério Público e Secretaria de Negócios Jurídicos. Uma das principais reclamações é que o Conselho Gestor não foi ouvido.

Por Gustavo Faleiros
25 de abril de 2008

Contra a lei

Segundo o secretário do CGPI, Otávio Villares, um dos argumentos que têm sido usados para criação da alça é de que a área a ser segregada não faz parte do desenho original do parque e já foi local de ligação entre as duas avenidas. No entanto, de acordo com ele, mesmo que este fato fosse considerado, outro ponto da lei não estaria sendo cumprido: o parque é tombado pelo Conpresp e Condephaat e, pela lei, a área de entorno de construções tombadas também não podem ser tocadas. "A área está totalmente integrada ao parque e a criação da alça não vai melhorar o trânsito no Ibirapuera", diz.

Por Gustavo Faleiros
25 de abril de 2008

Manejo incorreto

Não bastasse a briga pela manutenção da área, o CGPI também reclama da forma como o manejo das árvores que estão sendo retiradas do local está sendo feito. Pelo acordo da Prefeitura, as 30 árvores que saem de lá para dar lugar à alça – entre elas exemplares de pau-brasil, ipê, sibipiruna e mamoneira – serão replantadas em outra área do parque. No entanto, segundo Villares, dificilmente elas sobreviverão. "Eles estão machucando as raízes. Eu até convidei o Eduardo Jorge [Secretário Municipal do Verde e do Meio Ambiente] para, daqui a alguns meses, ver se estas árvores estarão de pé. Eu duvido", diz.

Por Gustavo Faleiros
25 de abril de 2008

Mudanças em trânsito

Não tem jeito. Para convencer os motoristas a deixarem seus carros na garagem, só doendo no bolso. Uma reportagem da BusinessWeek mostra que esse processo está em andamento nos EUA, onde a economia anda capenga e o preço do combustível permanece nas alturas. Sem poder esbanjar, os americanos estão não só evitando encher o tanque, como deixando de comprar carros novos. Somente em Palm Beach, na Flórida, o trânsito de veículos caiu 7,5% esse ano. E nas feiras de automóveis os negócios fecharam com uma queda de 8% nos últimos quatro meses. Se continuar nesse passo, em alguns anos o tráfego nos EUA poderia ser uma tranquilidade só, e o baixo consumo de combustíveis faria um afago no meio ambiente.

Por Redação ((o))eco
25 de abril de 2008

Tucandira

Dizem lá no norte que a ferroada da Tucandeira é a única coisa que faz caboclo chorar. Provoca dores lancinantes e calafrios. Também conhecida...

Por Redação ((o))eco
25 de abril de 2008

E o metano?

Enquanto o falatório geral tenta dar conta do CO2, o gás metano vai subindo para a atmosfera à francesa. Segundo um relatório da agência americana National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA), durante 2007 o CH4 foi para os céus com 27 milhões de toneladas a mais que nos anos anteriores. Conforme o site Mongabay mostra

Por Redação ((o))eco
25 de abril de 2008

Graça na desgraça

É dengue aqui, terremoto ali, inundações acolá. O Brasil, que nunca foi muito chegado a desastres naturais, está entrando de cabeça nesse barco furado. E o brasileiro, que não perde a piada, faz gracejo com a situação. No site humorístico Humortadela, uma animação mostra que nem tudo estaria perdido se as tsunamis, os furacões e as tremedeiras de terra aparecessem por aqui com mais frequência. No Rio, as ondas gigantes acabariam com a água parada , dando um fim à dengue. Em São Paulo, ventos fortes não fariam mal ao trânsito, pois boa parte dos carros sairiam voando, melhorando significativamente os congestionamentos. E com o chão de Brasília balançando, não ia sobrar um político corrupto para contar a história. Desgraça pouca é bobagem.

Por Redação ((o))eco
25 de abril de 2008

Água salgada

Com os rios cada dia mais assoreados e imundos, a humanidade já começa a se coçar para arranjar outras fontes hídricas. Nos Estados Unidos, o National Research Council avisa que está em andamento uma tecnologia que seria capaz de dessalinizar a água do mar, deixando-a limpa, limpa para matar a sede e irrigar plantações. Com previsões nada boas para o futuro da água doce, a medida é vista como solução, já que 97% da camada azul da Terra é salgada demais para se usar. Porém, pesquisadores afirmam que ainda falta um bocado para se implementar a ação. Os custos são altíssimos e os impactos ambientais são extensos: vão desde o uso intenso de energia às fortes pressões que os ecossistemas marinhos sofreriam. A notícia é do Herald Tribune.

Por Redação ((o))eco
25 de abril de 2008

Efeito colateral

A idéia de injetar partículas de sulfato na estratosfera terrestre para combater o aquecimento global, como planejam alguns cientistas, parece não ser tão interessante quanto eles defendem. A conclusão é de um estudo divulgado na última quinta-feira pelo Centro Nacional Americano de Pesquisa Atmosférica (NCAR), que indica que tentar resfriar artificialmente o planeta com esta técnica poderia ter efeitos secundários perigosos, como a destruição da camada de ozônio. Segundo o estudo, a injeção de sulfato poderia gerar perdas de até três quartos do ozônio sobre o Ártico e atrasar em 30 a 70 anos a reconstituição da camada danificada sobre a Antártida. A notícia é da BBC News International.

Por Redação ((o))eco
25 de abril de 2008

Desmatamento “inevitável”

O governador do Mato Grosso, Blairo Maggi, não se cansa mesmo de dizer asneiras. Depois que o Zoneamento Sócio-Econômico-Ecológico do Estado foi entregue à Assembléia Legislativa, na última quinta-feira, Maggi soltou a seguinte frase: "Com o agravamento da crise de alimentos, chegará a hora em que será inevitável discutir se vamos preservar o ambiente do jeito que está ou se vamos produzir mais comida. E não há como produzir mais comida sem fazer a ocupação de novas áreas e a retirada de árvores", declarou ele, em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo.

Por Redação ((o))eco
25 de abril de 2008