Graça na desgraça

É dengue aqui, terremoto ali, inundações acolá. O Brasil, que nunca foi muito chegado a desastres naturais, está entrando de cabeça nesse barco furado. E o brasileiro, que não perde a piada, faz gracejo com a situação. No site humorístico Humortadela, uma animação mostra que nem tudo estaria perdido se as tsunamis, os furacões e as tremedeiras de terra aparecessem por aqui com mais frequência. No Rio, as ondas gigantes acabariam com a água parada , dando um fim à dengue. Em São Paulo, ventos fortes não fariam mal ao trânsito, pois boa parte dos carros sairiam voando, melhorando significativamente os congestionamentos. E com o chão de Brasília balançando, não ia sobrar um político corrupto para contar a história. Desgraça pouca é bobagem.

Por Redação ((o))eco
25 de abril de 2008

Água salgada

Com os rios cada dia mais assoreados e imundos, a humanidade já começa a se coçar para arranjar outras fontes hídricas. Nos Estados Unidos, o National Research Council avisa que está em andamento uma tecnologia que seria capaz de dessalinizar a água do mar, deixando-a limpa, limpa para matar a sede e irrigar plantações. Com previsões nada boas para o futuro da água doce, a medida é vista como solução, já que 97% da camada azul da Terra é salgada demais para se usar. Porém, pesquisadores afirmam que ainda falta um bocado para se implementar a ação. Os custos são altíssimos e os impactos ambientais são extensos: vão desde o uso intenso de energia às fortes pressões que os ecossistemas marinhos sofreriam. A notícia é do Herald Tribune.

Por Redação ((o))eco
25 de abril de 2008

Efeito colateral

A idéia de injetar partículas de sulfato na estratosfera terrestre para combater o aquecimento global, como planejam alguns cientistas, parece não ser tão interessante quanto eles defendem. A conclusão é de um estudo divulgado na última quinta-feira pelo Centro Nacional Americano de Pesquisa Atmosférica (NCAR), que indica que tentar resfriar artificialmente o planeta com esta técnica poderia ter efeitos secundários perigosos, como a destruição da camada de ozônio. Segundo o estudo, a injeção de sulfato poderia gerar perdas de até três quartos do ozônio sobre o Ártico e atrasar em 30 a 70 anos a reconstituição da camada danificada sobre a Antártida. A notícia é da BBC News International.

Por Redação ((o))eco
25 de abril de 2008

Desmatamento “inevitável”

O governador do Mato Grosso, Blairo Maggi, não se cansa mesmo de dizer asneiras. Depois que o Zoneamento Sócio-Econômico-Ecológico do Estado foi entregue à Assembléia Legislativa, na última quinta-feira, Maggi soltou a seguinte frase: "Com o agravamento da crise de alimentos, chegará a hora em que será inevitável discutir se vamos preservar o ambiente do jeito que está ou se vamos produzir mais comida. E não há como produzir mais comida sem fazer a ocupação de novas áreas e a retirada de árvores", declarou ele, em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo.

Por Redação ((o))eco
25 de abril de 2008

Pressão nas reuniões

Apesar dos elogios que o movimento ambientalista fez à proposta de zoneamento, há mais de 19 anos em gestação, as pressões para mexer no texto na Assembléia Legislativa serão grandes. No mês que vem estão previstas reuniões em 12 cidades do interior para aprovação do projeto, onde se espera que políticos e empresários contrários à proposta façam muito barulho.

Por Redação ((o))eco
25 de abril de 2008

No passo do zoneamento

Nesta quinta-feira, a proposta de zoneamento sócio-econômico ecológico de Mato Grosso finalmente chegou à Assembléia Legislativa. Em reunião no início deste mês com ruralistas e entidades sócio-ambientais, o governador Blairo Maggi pediu pressa na aprovação do texto, que, entre outros pontos, não considera áreas de floresta parcialmente agredidas pelo desmatamento como regiões propícias a atividades agropecuárias, o que desagradou profundamente os produtores rurais. Os mapas da proposta de ordenamento territorial já podem ser conferidos na internet.

Por Redação ((o))eco
25 de abril de 2008

Precisa entender

Considerado o rei da soja, Maggi também avaliou que será preciso encontrar uma "posição intermediária" no Zoneamento Sócio-Econômico-Ecológico do Estado que assegure o aumento da produção agrícola e permita que o Brasil se lance "em uma aventura maior" na produção de alimentos. "Nos últimos 30 anos, o Brasil forneceu comida barata para o mundo. Fez a sua parte. Neste momento de crise, o mundo precisa entender que o país tem espaço para fazer crescer sua produção, mas precisa de garantias para se lançar em uma aventura maior na questão da produção de alimento, quer seja na abertura de novas áreas, quer seja nas áreas mais antigas".

Por Redação ((o))eco
25 de abril de 2008

Incoerente

Em seu discurso pró-desmatamento, o governador do MT ainda disse que o uso de áreas já abertas para um possível aumento na produção de alimentos não é viável, já que, segundo ele, a maioria destas terras não é propícia à agricultura em larga escala, devido ao clima e ao risco de quebra na produção. No entanto, ele continuou a defender o direito somente ao desmatamento legal.

Por Redação ((o))eco
25 de abril de 2008

Área protegida

A Justiça Federal determinou, em liminar, que os fazendeiros ocupantes da Terra Indígena Ponte de Pedra (MT) parem imediatamente de explorar seus recursos naturais. A área, entre os municípios de Campo Novo do Parecis, Nova Maringá e Diamantino, tem 17 mil hectares de Cerrado e foi reconhecida desde 2002, mas ainda não demarcada pela Funai. Ela é considerada sagrada para índios paresí e nambiquara, que tratam o lugar como ponto de sua origem.

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25 de abril de 2008

O crime compensa?

O governador de Mato Grosso também sancionou, nesta quinta-feira, normas para regularização de propriedades que tenham explorado ilegalmente florestas primárias e secundárias. O texto explica, passo a passo, que após o registro da infração, o autuado que conseguir aprovação de plano de manejo, o plano operacional anual e da licença ambiental da propriedade terá direito a redução de 90% de sua multa, como já prevê o código estadual de meio ambiente. A autorização da exploração só será emitida depois do pagamento de 10% do valor da multa.

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25 de abril de 2008

Saída adiada

A ação civil pública movida pelo Ministério Público Federal em dezembro do ano passado pedia também a saída dos fazendeiros, mas a Justiça entendeu que enquanto a área não for demarcada, eles poderão continuar suas atividades agropecuárias os pontos já desmatados. Tratores de esteira, lâminas, pás, escavadores, motosserras, correntes e outros equipamentos usados para desmatamento serão apreendidos.

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25 de abril de 2008

Interdição

A Defesa Civil de Mato Grosso sugeriu que a trilha que dá acesso ao lago da cachoeira Véu da Noiva, no Parque Nacional da Chapada dos Guimarães (MT) seja interditada permanentemente. Na última segunda-feira, um bloco rochoso se desprendeu do paredão e atingiu banhistas no local. A Defesa Civil afirma que foram identificadas outras fissuras e não é possível prever quando novas pedras vão se desprender e se comprometeu a entregar à administração do parque o relatório final de suas avaliações.

Por Redação ((o))eco
25 de abril de 2008