Sumatra devastada

Guardando uma biodiversidade riquíssima debaixo de suas copas, as florestas de Sumatra têm cerca de 600 mil hectares dilacerados a cada dia. Em sua seção de vídeos ambientais, batizada de Green TV, o diário The Independent postou um filme de pouco mais de um minuto que dá uma pitada do desespero por que passa a fauna local. No lugar dos sons naturais emitidos por pássaros, macacos e rios, a barulheira provocada por incêndios, motosserras e tratores deixam os bichos em polvorosa. Afinal, em apenas um século, eles perderam nada menos que 16 milhões de hectares de sua casa.

Por Redação ((o))eco
16 de abril de 2008

Maré alta

Uma pesquisa feita pelo laboratório oceanográfico britânico Proudman questionou as previsões do IPCC para o aumento do nível dos oceanos. Conforme foi apresentado nesta terça, numa conferência da União Européia de Geociências, o estudo diz que o mar deve subir 1,5 metro até 2100. O número é três vezes maior que a estimativa defendida pelo painel da ONU. A conclusão veio por um modelo matemático que mediu com precisão as variações no nível das águas nos últimos dois mil anos. Segundo os responsáveis pelos dados, quase nada mudou durante esses dois milênios. Mas a velocidade do derretimento das geleiras, do desaparecimento das placas de gelo e do aquecimento dos mares devem resultar nesse aumento. A notícia é da BBC.

Por Redação ((o))eco
16 de abril de 2008

Jogatina consciente

Um simples celular, acreditem, pode colaborar para salvar os ameaçados gorilas-das-montanhas, no Congo. E não é usando-o para pedir resgate ou coisa do tipo. Chamado de Silverback, um joguinho que pode ser baixado para aparelhos portáteis reverte toda a renda adquirida com os downloads para projetos de conservação da espécie. Uma medida simples, mas que está se tornando bastante poular, mostra o site Mongabay. E para que a conscientização do usuário não seja perdida de vista após o download, o tema do jogo são os próprios gorilas, que têm que passar por oito fases para não acabar no game over.

Por Redação ((o))eco
16 de abril de 2008

Esquema internacional

O esquema, com tentáculos internacionais, motivou buscas em países como Alemanha, Holanda e Dinamarca, além de investigações no Canadá, Estados Unidos, Reino Unido, França e Argentina. Ano passado, a Polícia Federal descobriu 16 toneladas de corais destinadas ao consumo interno e outras 20 toneladas para exportação. Este ano, as quantidades apreendidas aumentaram. Foram pelo menos 90 toneladas de corais ilegais detectados nos estados de Pernambuco, Bahia e Espírito Santo. Pelo menos 23 empresas estão na mira da polícia.

Por Redação ((o))eco
16 de abril de 2008

Destruição fútil

Policiais federais acordaram cedo nesta quarta-feira para cumprir 64 mandados de busca e apreensão, 14 de prisão temporária e 53 de condução coercitiva em Pernambuco, Bahia, Paraíba, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Todos envolvidos com extração, comércio e exploração ilegal de recifes de corais. Os fragmentos são usados principalmente para ornamentação de aquários.

Por Redação ((o))eco
16 de abril de 2008

Rádio cipó

O escritório da Funai em Juína, no noroeste do Mato Grosso, confirmou que não recebeu qualquer comunicação oficial informando sobre a presença de técnicos da CNEC Engenharia, contratados pela Empresa de Planejamento Energético (EPE), para realizar estudos hidrelétricos dentro de terras indígenas sob a sua jurisdição. Circulam notícias, no entanto, de que ano passado integrantes da etnia Enawenê Nawê encontraram uma equipe de técnicos no entorno de sua terra indígena, que sobrepõe em 98% a Estação Ecológica de Iquê. Mas a Funai não sabe dizer se efetivamente eles entraram nas áreas protegidas, porque foram ameaçados pelos índios.

Por Redação ((o))eco
16 de abril de 2008

Surfando no aquecimento

Além da necessária mobilização global, a onda do aquecimento planetário tem outros efeitos colaterais, inclusive no parlamento tupiniquim. O deputado federal Carlos Mannato (PDT/ES), por exemplo, apresentou na Câmara o Projeto de Lei 2.900/2008 obrigando o "plantio de árvores para os casais que quiserem casar ou divorciar, para os compradores de veículos zero-quilômetro e para as construtoras de imóveis residenciais e/ou comerciais". Na justificativa, Mannato escreve que "o divórcio tem um peso bastante significativo sobre o meio ambiente. A lógica é simples: quando as pessoas se separam, as famílias se dividem. Isso resulta em aumento no número de residências, o que, por sua vez, leva a uma ocupação maior do espaço e também a um consumo maior de energia e de água".

Por Redação ((o))eco
16 de abril de 2008

Prazo

De acordo com um relatório da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) disponível na internet, a revisão dos estudos de inventário da bacia do Aripuanã e do Juruena, que abarcam diversas terras indígenas e unidades de conservação, tem prazo para entrega até o dia 20 de maio de 2009.

Por Redação ((o))eco
16 de abril de 2008

Silêncio

Entre outubro e novembro do ano passado, a Funai consultou povos como os Enawenê, Cinta-larga e Arara para saber se os índios concordavam com a presença dos técnicos em suas áreas. A resposta, unânime, foi não. O escritório de Juína atesta que até hoje nem ele ou os índios foram formalmente avisados sobre existência de uma autorização para entrada desses técnicos nas áreas.

Por Redação ((o))eco
16 de abril de 2008

“Toxic 100”

O Instituto de Pesquisa em Economia Política da Universidade de Massachusetts acaba de divulgar o "Toxic 100", a lista anual das empresas mais poluidoras dos Estados Unidos. Nos critérios usados para a construção do ranking não está somente a quantidade de poluentes liberados, mas também sua toxidade e quantas pessoas são afetadas. No topo da lista, que pela primeira vez incluiu empresas estrangeiras com sede nos EUA, estão General Eletric, Bayer, Nissan e DuPont. Para conferir a classificação completa, clique aqui.

Por Redação ((o))eco
15 de abril de 2008

Igarapés contaminados

O vazamento da represa de uma empresa mineradora de Floresta do Araguaia, município localizado a 712 km de Belém, no extremo sul do Pará, causou a poluição de uma área de igarapé da cidade. A denúncia foi feita na última terça-feira por proprietários de fazendas vizinhas da mineradora. Segundo o Ibama em Xinguará, o vazamento pode ter ocorrido em virtude das fortes chuvas ocorridas na região. Em visita ao local, o órgão federal constatou mortandade de peixes e outros animais da fauna aquática no local, mas a confirmação da causa da morte ainda depende da realização de um laudo. A mineradora foi multada em 10 mil por dia até que o problema seja resolvido.

Por Redação ((o))eco
15 de abril de 2008

Bolso cheio

Já estão liberados mais de 1,8 milhão de reais para obras, estudos e projetos na área de saneamento ambiental em municípios das bacias hidrográficas do Pontal do Paranapanema, Médio Paranapanema e dos rios Aguapeí e Peixe, no interior do Estado de São Paulo. As obras incluem ações de restauração florestal e uso racional da água. A bolada vem do Fehidro, o Fundo Nacional de Recursos Hídricos.

Por Redação ((o))eco
15 de abril de 2008