Sós

O encontro de Londres não foi conclusivo. Mas deixou claro que os japoneses estão isolados no que diz respeito a atividade de frotas baleeiras. Noruega e Islândia, outros dois países que até há pouco defendiam a caça à baleia, a abandonaram porque perceberam que, além de predadora, ela é anti-econômica. Quase ninguém mais come carne de baleia no mundo. E até no Japão, onde vivem seus últimos consumidores, ela subsiste apenas graças aos subsídios do Estado.

Por Redação ((o))eco
14 de março de 2008

Memória

Por trás desse conflito, que tem tudo para acabar em morte, está a história da ocupação violenta que vem devastando a Amazônia. Os índios dizem que o rio Preto é uma área tradicional de pescaria deles, embora esteja fora de sua reserva. Os brancos não querem saber disso, pois chegaram lá incentivados pelo governo, que deu àquela terra a uma colonizadora nos anos 80, que a loteou e revendeu aos recém-chegados. Os fazendeiros temem que a presenca dos Enawene no entorno do rio Preto sirva como desculpa para que suas terras sejam incorporadas à reserva. Índios e brancos hoje se enfrentam por uma região ambientalmente degradada.

Por Redação ((o))eco
14 de março de 2008

Guerra

Mais uma escaramuça entre índios e brancos na região do rio Preto, no município de Juína, no Mato Grosso. Um grupo de Enawene Nawe que pescava na área foi interpelado por homens armados que acabaram tentando expulsá-los de lá dando tiros para o alto. E o que O Eco, que prefere bichos e plantas aos homens, tem a ver com isso? De certo modo, tudo.

Por Redação ((o))eco
14 de março de 2008

Jogando a toalha

A Precious Woods, considerada exemplo de madeireira na Amazônia – seu manejo florestal é visto como impecável por dez entre dez engenheiros florestais – quer abandonar suas operações no Pará. Sua determinação em cumprir estritamente a lei obriga a empresa a encarar a burocracia brasileira. Mas a paciência tem limites. Há quase três anos ela não consegue obter a papelada para continuar a trabalhar. Daí sua vontade de sair do Pará.

Por Redação ((o))eco
14 de março de 2008

Ilegalidade nacional

O Ibama divulgou no fim da tarde desta quinta um balanço parcial da Operação Guardiões da Amazônia. No Rio Grande do Sul foram 744m³ de madeiras apreendidos em madeireiras e serrarias, material para cerca de 20 caminhões, em dez cidades vistoriadas no estado. Em Goiás, uma serraria foi fechada e 197 m3 de castanheira foram apreendidos. Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina também estão na mira, além de São Paulo, onde foram apreendidos cerca de 130 m3 de espécies nativas da Amazônia. Nesses estados têm sido encontradas madeiras como cumaru, angelim, cedrinho, canelão e louro freijó. Tudo sem documentação.

Por Redação ((o))eco
13 de março de 2008

Bio Din-din

O Fundo Global para o Meio Ambiente anuncia nesta sexta (14) uma doação de US$ 22 milhões (cerca de R$ 37 milhões) para o Projeto Nacional de Ações Integradas Público-Privadas para Biodiversidade - Probio II, encabeçado por Ministério do Meio Ambiente, Fundo Brasileiro para a Biodiversidade - Funbio e Caixa Econômica Federal. Outros US$ 75 milhões (por volta de R$ 127 milhões) serão contrapartidas de fontes governamentais e setor privado.

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13 de março de 2008

Crime

Nesta quinta-feira, o lançamento de dejetos de uma tinturaria poluiu completamente o rio Duna Luiza, localizado no centro da cidade de Atalanta, em Santa Catarina. O material tóxico também chegou até o Parque Natural Municipal Mata Atlântica, o que coloca em risco toda a fauna existente no local. Funcionários do grupo Pau-Campeche, da Federação de Entidades Ecologistas Catarinenses e Apremavi presenciaram o verdadeiro desastre ecológico.

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13 de março de 2008

Não posso fazer nada

A Associação de Preservação do Meio Ambiente do Alto Vale do Itajaí (Apremavi) denunciou o fato para a Polícia Ambiental do Rio do Sul, que alegou nada poder fazer em apenas um dia. No momento do registro de ocorrência, três oficiais estavam de plantão. Agora, as instituições vão elaborar um laudo técnico do estado das águas e devem enviá-lo ao Ministério Público.

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13 de março de 2008

Importando problema

Uma montanha de 220 mil pneus usados aportou no Rio de Janeiro esta semana. A Receita Federal está investigando as intenções das 12 empresas que levaram o produto para a cidade, já que desde 1997 é proibido importar pneus velhos. O motivo é estritamente ambiental, pois com a vida útil diminuída, eles são rapidamente descartados no meio ambiente. A forma que as companhias importadoras têm de driblar a lei é remodelando o pneu para revendê-lo. Segundo reportagem do jornal O Globo, o que a Justiça quer saber é justamente se isso está sendo cumprido, já que o Rio é um dos principais destinos de pneus usados. Enquanto a apuração do caso ocorre, as pilhas de borracha continuarão paradas no porto.

Por Redação ((o))eco
13 de março de 2008

Santuário das borboletas

Pequeninas, as borboletas estão indo ladeira abaixo no número de indivíduos, sem que muita gente perceba. O desastre silencioso está resultando num declínio de 76% das espécies do Reino Unido, sendo cinco delas já extintas recentemente. Para frear a tendência, dois naturalistas britânicos estão decididos a construir o Butterfly World, um santuário de 11 hectares para proteger os animais. Segundo o diário The Independent, o projeto vai garantir casa para mais de dez mil borboletas de 250 espécies. A expectativa é que em 2011 o local esteja aberto para visitação.

Por Redação ((o))eco
13 de março de 2008

Companheiros

Duas baleias – aparentemente mãe e filhote – encalharam numa praia de Nova Zelândia, nesta quarta-feira, e deram um cansaço na equipe que tentava resgatá-las. De acordo com Malcolm Smith, do Departamento de Conservação local, a dificuldade de empurrar os animais de volta para o mar era tamanha que já se pensava em sacrificá-los. Foi quando a natureza resolveu agir. Segundo depoimento de moradores que acompanhavam o salvamento, um golfinho-nariz-de-garrafa que passava pela área chegou perto dos colegas mamíferos e permaneceu nadando por ali. Alguns minutos depois as baleias, já cansadas, pareciam ter retomado as forças. Começaram a se movimentar e conseguiram seguir o golfinho para o alto-mar. “O golfinho fez o que não conseguimos fazer”, disse Smith. A história, que não é conto, está no site da CNN.

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13 de março de 2008

Dói no coração

Há muito tempo que a discussão dos problemas ambientais vazou para além da mesa de biólogos, ambientalistas e afins. O Instituto do Coração (Incor), do Hospital das Clínicas de São Paulo, entrou em campo para alertar sobre os males que a poluição paulista tem gerado ao coração. Em levantamentos feitos pelo instituto, concluiu-se que em dias de alta concentração de poluentes na rua, o movimento nos hospitais fica 30% acima da média. E a fumaça nem precisa atingir níveis considerados perigosos pelo Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama). Os dados, divulgados pelo Estado de S. Paulo, revelam que mesmo com a concentração de CO2 estando em 1,5 ppm (parte por milhão) – nível considerado seguro – os casos de arritmia aumentam em 12%. No páreo das causas que provocam o descompasso cardíaco, os carros continuam no coração dos brasileiros.

Por Redação ((o))eco
13 de março de 2008