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Dói no coração

Há muito tempo que a discussão dos problemas ambientais vazou para além da mesa de biólogos, ambientalistas e afins. O Instituto do Coração (Incor), do Hospital das Clínicas de São Paulo, entrou em campo para alertar sobre os males que a poluição paulista tem gerado ao coração. Em levantamentos feitos pelo instituto, concluiu-se que em dias de alta concentração de poluentes na rua, o movimento nos hospitais fica 30% acima da média. E a fumaça nem precisa atingir níveis considerados perigosos pelo Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama). Os dados, divulgados pelo Estado de S. Paulo, revelam que mesmo com a concentração de CO2 estando em 1,5 ppm (parte por milhão) – nível considerado seguro – os casos de arritmia aumentam em 12%. No páreo das causas que provocam o descompasso cardíaco, os carros continuam no coração dos brasileiros.

Redação ((o))eco ·
13 de março de 2008 · 18 anos atrás

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