Expectativa

Está marcada para o dia 4 de março mais uma reunião para discutir os rumos da moratória da soja na Amazônia. Na ocasião, deverão ser avaliados sistemas de mapeamento e rastreamento do grão, assim como outras práticas capazes de garantir que a soja não venha de áreas recém desmatadas na região. A expectativa é que saia uma definição sobre prorrogação da moratória ou a implantação de ferramentas de controle eficientes na produção. →

Por Redação ((o))eco
20 de fevereiro de 2008

Em campo

O governo de Mato Grosso continua incomodado com os números do desmatamento anunciados pelo governo federal. Para mostrar que tem o controle das áreas e comprovar que o Inpe está equivocado, iniciou nesta semana uma operação para fiscalizar 958 pontos de desmatamento em 63 municípios com o apoio de 45 equipes em campo, conforme divulgou a Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema). O objetivo é conferir as áreas apontadas pelo sistema de detecção de desmatamento em tempo real (Deter), atuar infratores e embargar desmatamentos ilegais. →

Por Redação ((o))eco
20 de fevereiro de 2008

Aviso aos infratores

Mas se depender de suas próprias estratégias, vai ser a Sema difícil encontrar algum infrator em flagrante. O governo de Blairo Maggi fez o favor de citar, em sua página na internet, quantas áreas serão fiscalizadas nesta semana em cada um dos municípios. →

Por Redação ((o))eco
20 de fevereiro de 2008

Vídeo ambiental

Terminam no dia 21 de março as inscrições para a 5ª Mostra Nacional de Vídeo Ambiental do Caparaó “Mova Caparaó”. O evento acontece entre os dias 15 e 19 de julho em Muniz Freire (ES), no entorno do Parque Nacional do Caparaó. Quem se animar deve preencher a ficha de inscrição no site. →

Por Redação ((o))eco
20 de fevereiro de 2008

Pela força

A nova lei londrina que pretende aumentar o imposto sobre os automóveis mais poluentes da cidade já começa a ser contestada por grandes montadoras. Na última terça-feira, a fabricante de automóveis alemã Porsche ameaçou ir aos tribunais por considerar o aumento "simplesmente injusto". Com a nova lei, aprovada pela Câmara de Londres na semana passada, a partir de outubro os veículos que emitem mais de 225 gramas de CO2 por quilômetro terão seus impostos aumentados de 10,7 euros diários para 33 euros. Para a Porsche, o imposto é "desproporcional" e terá poucos efeitos nas emissões de gases de efeito estufa. Contando com o grande poder que exerce no meio automotivo, a montadora deu 14 dias para a Câmara de Londres reconsiderar o projeto. Se a resposta for negativa, a Porsche avançará para os tribunais. A notícia é da AFP e foi reproduzida pelo site português Publico. →

Por Redação ((o))eco
20 de fevereiro de 2008

Pouco caso

Desde que a União Européia resolveu dar um breque na importação de carne brasileira, o governo Lula não para de espernear contra a medida. Mas o que não se comenta em Brasília é que desde abril de 2007 o bloco europeu vem avisando o país sobre a possibilidade de suspender a compra do produto. Uma reportagem do jornal O Globo mostra que ao longo do ano passado os órgãos de saúde e defesa do consumidor da UE fizeram algumas reivindicações que deveriam ser cumpridas até o fim do ano, inclusive relacionadas à questão da rastreabilidade do gado. O governo fez pouco caso das advertências e agora chora todos os dias pelos US$ 5 milhões perdidos diariamente. →

Por Redação ((o))eco
20 de fevereiro de 2008

Luzes apagadas

No dia 29 de março, 24 cidades espalhadas pelo mundo vão ficar no escuro durante uma hora. Esta é a proposta lançada pela organização ambiental WWF contra o consumo excessivo de energia. A iniciativa começou ano passado em Sidney, na Austrália, conseguindo a adesão de 2,2 milhões de pessoas. Desta vez, mais oito cidades resolveram entrar no circuito, incentivando os cidadãos a apontarem o dedo no interruptor quando o relógio marcar 20h. De acordo com o site ABC News, participam do manifesto chamado “Earth Hour” cidades da Ásia, América do Norte e Europa. →

Por Redação ((o))eco
20 de fevereiro de 2008

Um exemplo

Mesmo com tantas mazelas ambientais, ainda tem gente que considera o Brasil um exemplo ecológico. Pamela Cox, vice-presidente do Banco Mundial para a América Latina e Caribe é uma dessas pessoas. Em artigo publicado nesta quarta-feira no jornal venezuelano El Universal, por ocasião do fórum do G8 + 5, Pamela defende que o Brasil foi escolhido para sediar o encontro porque a comunidade internacional o reconhece como "a solução global a mudanças climáticas". A vice-presidente bate palmas para as medidas implementadas no setor dos biocombustíveis, a rigidez das leis ambientais brasileiras e o uso de técnicas sustentáveis para extração de madeira e gestão florestal. De quebra, ela aproveitou o espaço para dizer o quanto o Banco Mundial está trabalhando para salvar o planeta. →

Por Redação ((o))eco
20 de fevereiro de 2008

Solução questionável

Se depender de dois cientistas americanos, o gás carbônico emitido por veículos não será mais apontado como vilão do aquecimento global. A idéia sugerida pela dupla é capturar o CO2 que iria direto para a atmosfera e, através de uma reação química, transformá-lo em gasolina. Mas eles admitem que para esse processo seria preciso um consumo altíssimo de energia. A proposta dos pesquisadores é que haja um investimento maciço em energia nuclear para atender à demanda. Mas aí a discussão recomeça. A notícia é do New York Times. →

Por Redação ((o))eco
20 de fevereiro de 2008

Bolo geral

O presidente Lula não compareceu na manhã desta quarta-feira ao encontro de parlamentares G8 + 5 que ocorre no Palácio do Itamaraty , em Brasília, que discute um documento com propostas de combate às emissões de gases estufa. O alto mandatário tinha discurso confirmado, mas sua agenda foi alterada com a posse do novo ministro da Igualdade Racial, Edson Santos. Na verdade, o único representante do executivo no evento internacional sobre mudanças climáticas foi o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes. →

Por Redação ((o))eco
20 de fevereiro de 2008

É Cerrado, tudo bem.

Em uma rápida entrevista exclusiva a O Eco, Stephanes afirmou que não teme que as barreiras sanitárias impostas pela União Européia à carne brasileira sejam acrescidas de critérios ambientais. "Na verdade se faz uma grande confusão, a carne que há muitos anos já é produzida no nosso Mato Grosso vem de fazendas em áreas de Cerrado, não da faixa amazônica", argumentou o ministro da Agricultura. →

Por Gustavo Faleiros
20 de fevereiro de 2008

Tudo em ordem

Perguntado se a destruição do Cerrado também não é uma preocupação, o ministro afirmou que aí é preciso pensar como vai ser possível alimentar as pessoas se as savanas, incluindo os pampas, não forem usadas. Além disso, disse, a situação seria distinta no Cerrado, pois ali a terra tem dono, não está sendo grilada como na Amazônia, e acima de tudo a legislação ambiental está sendo respeitada. →

Por Gustavo Faleiros
20 de fevereiro de 2008