Floresta Zero

O governo Lula deve apoiar uma proposta que tramita no Congresso para reduzir a recuperação de áreas desmatadas ilegalmente na Amazônia e permitir o plantio de espécies comerciais exóticas, ao invés de espécies nativas. A proposta está em conformidade com um projeto do Senado que prevê até 30% da reposição florestal com espécies exóticas, o que, na prática reduziria a porcentagem de reserva legal de 80% a 50%. A medida, que já vale em partes de Rondônia e do Acre, se provada, contemplaria os estados que ainda não fizeram seu zoneamento. O projeto é atacado por ambientalistas, que até já deram um apelido para ele: "Floresta Zero". A notícia é do jornal Folha de S.Paulo.

Por Redação ((o))eco
11 de fevereiro de 2008

Convicção abalada

Um estudo publicado recentemente na revista Conservation Biology deverá abalar as convicções do governo e de hidrelétricas sobre as medidas de mitigação usadas atualmente em rios represados. Segundo o documento, as conhecidas escadas de peixes, concebidas para ajudar a movimentação de espécies em época de piracema, causam impactos ambientais tão grandes à fauna que deveriam ser desativadas "imediatamente", por aumentarem risco de extinção. Os resultados ainda são preliminares, já que há poucos dados sobre o assunto. Tudo isso porque o Brasil sempre aceitou como sendo bom um modelo importado do hemisfério Norte. Lá ele deu certo. Aqui, começam a aparecer indícios de que não muito. A notícia é do jornal Folha de S.Paulo.

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11 de fevereiro de 2008

Cidade Maravilhosa

Masdar, a tão alardeada cidade com emissões zero de carbono, começou a ser construída, segundo o governo dos Emirados Árabes Unidos. No projeto, ela é uma maravilha: sua energia virá de painéis solares, a água de uma usina de dessanilização, não haverá carros, nem dejetos. Na prática, ela já recebe críticas. Segundo notícia da BBC Brasil, muitos acreditam que o empreendimento não irá mudar em nada a realidade de Abu Dhabi, uma das cidades líderes do mundo em termos de emissões de carbono per capta. Outros temem que ela se transforme em mais um grande empreendimento de luxo para milionários do Emirado.

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11 de fevereiro de 2008

Flora cristalina

Os Parques Estaduais Cristalino I e II, no extremo norte de Mato Grosso, e as reservas particulares localizadas no entorno recebem há 21 dias uma equipe de peso para alavancar os estudos que subsidiarão o plano de manejo das unidades de conservação. Pesquisadores do Kew Gardens, da Inglaterra, Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), Fundação Ecológica Cristalino, USP e Fundação Fauna e Flora Internacional, terminam na próxima quarta-feira o levantamento florístico nessas áreas. Os trabalhos têm apoio da Secretaria Estadual de Meio Ambiente, que administra os parques.

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11 de fevereiro de 2008

Nunca fui a favor

A proposta do senador tucano, antes defendida de forma velada pelo Ministério do Meio Ambiente, como mostrou O Eco, agora é taxada como perigosa pelo órgão público. Marina Silva diz que “Flexibilizar o Código Florestal como prevê o PL 6.424/2005, aprovado na Comissão da Agricultura da Câmara dos Deputados, em dezembro passado, não levará à diminuição do desmatamento e sim à legalização do passivo ambiental e ao estímulo a novos desmatamentos.”

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11 de fevereiro de 2008

Nota oficial

A coletiva convocada hoje por Marina Silva serviu apenas para que ela lesse uma nota conjunta de três parágrafos negando que os ministérios do Meio Ambiente e da Agricultura estariam trabalhando em uma proposta de anistia para desmatadores ilegais ou para reduzir a reserva legal na Amazônia, como foi divulgado pela imprensa no fim de semana. Seria desnecessário, já que o PL 6424/2005, do senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), está tramitando no Congresso para fazer justamente isso.

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11 de fevereiro de 2008

Prédios no paraíso

A Câmara Municipal de Itajaí, em Santa Catarina, aprovou uma lei que permite a construção de prédios de até 12 andares na praia Brava, o maior paraíso ecológico da região. De acordo com a ONG Voluntários pela Verdade Ambiental, que atua há mais de uma década na área, o texto foi aprovado no último dia 19 de janeiro a pedido do Poder Executivo e o assunto sequer foi discutido com a sociedade civil organizada.

Por Redação ((o))eco
11 de fevereiro de 2008

Estamos agindo

Questionada se o novo auê sobre Reservas Legais e Áreas de Preservação Permanente poderia provocar mais desmatamento especulativo na Amazônia, Marina Silva jogou na mesa ações governistas e disse que “se há outro pensamento nas forças econômicas e na sociedade, faz parte do debate que está posto”. “Estamos trabalhando para a implementação do decreto que estabeleceu os 36 municípios prioritários para combate ao desmatamento, das medidas para criminalizar os 150 maiores desmatadores, tratando para que os financiamentos públicos sejam mais rigorosos em projetos na Amazônia”, disse.

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11 de fevereiro de 2008

Diversidade

Até agora, o que mais impressionou foi a diversidade de vegetações encontradas, como matas de terra firme, alagadas, varjões e cerrados num universo de cerca de 185 mil hectares, nos parques estaduais, mais sete mil hectares nas reservas particulares.

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11 de fevereiro de 2008

Caneta e prancha nas mãos

No último final de semana, a Brava foi palco da primeira etapa do Circuito ASPI (Associação de Surf Praias de Itajaí) de Surf Amador. Na ocasião, as ONG's que atuam no local em defesa do meio ambiente coletaram assinaturas para tentar derrubar a lei. A expectativa é que seja elaborado um estudo de impacto ambiental para o empreendimento, além de ampla consulta com a comunidade.

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11 de fevereiro de 2008

Burocracia

Os processos na Justiça envolvendo destinação de madeira apreendida costumam durar anos. Enquanto isso, toras ou materiais já beneficiados apodrecem diante dos olhos de quem precisa aproveitá-lo, às vezes até os próprios órgãos de meio ambiente, que por uma burocracia ímpar também têm que literalmente entrar na fila para utilizar a madeira que apreendeu.

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11 de fevereiro de 2008

Demorou

O governo de Mato Grosso anunciou nesta segunda-feira um convênio entre o Tribunal de Justiça e o Ministério Público para tentar agilizar a destinação de madeira apreendida, que neste estado não é pouca. A partir de agora, caberá ao Instituto de Metrologia e Qualidade de Mato Grosso (Imeq) gerenciar os depósitos, receber, analisar e decidir sobre os pedidos de doação. Já era hora.

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11 de fevereiro de 2008