Tudo mentira

O governador de Mato Grosso, Blairo Maggi, ficou boquiaberto ao receber a notícia de que seu estado é campeão em desmatamento no Brasil. Numa entrevista ao jornal Estado de São Paulo, ele diz que os dados da devastação anunciados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) são pura balela: “O Inpe está mentindo a serviço de alguém”, garante. Maggi, um dos maiores produtores de soja do mundo, pediu ao Governo Federal que não faça mais “carnaval em cima dessas coisas”, e garantiu que sua política contra o desmatamento vai muito bem, obrigado. Segundo seus cálculos, o Mato Grosso tem conseguido reduzir as derrubadas em 20%.

Por Redação ((o))eco
28 de janeiro de 2008

Comprometimento

O primeiro ministro do Japão, Yosuo Fukuda, propôs durante o Fórum Econômico Mundial de Davos - que terminou no último domingo -, que se melhore em 30% o emprego de tecnologias que reduzam as emissões de CO2 até 2020. Em sua intervenção, ele deu um puxão de orelha nos Estados Unidos, Índia e Japão, instando-os a se comprometerem em reduzir suas emissões, e disse que, como presidente do próximo encontro do G8 – que deve ocorrer em Hokkaido, em julho – está decidido a assumir a responsabilidade de trabalhar pelo estabelecimento de um marco em que participem os maiores emissores. A notícia é do jornal digital Eleconomista.es.

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28 de janeiro de 2008

Barreira na conservação

Onças que, durante suas voltinhas, cruzam a fronteira do México com os EUA vão ter de rever os itinerários. Para impedir a entrada de imigrantes ilegais no país, Bush mandou construir um muro ao longo da fronteira, que a cada novo tijolo, diminui o habitat do mamífero, ameaçado de extinção. Os ambientalistas alertam que o paredão pode decretar a morte dos felinos. Segundo eles, o bloqueio vai impedir que os EUA – que têm recursos e tecnologia de sobra – realizem trabalhos de conservação da espécie. Com a divisão, dizem, os animais estão entregues à própria sorte, em países que não têm condições de salvá-los. A notícia é do Guardian Unlimited.

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28 de janeiro de 2008

Nem aí

Enquanto o governo divulgava os novos dados do desmatamento e o governador do Mato Grosso rebatia os números, as árvores da floresta amazônica continuavam caindo. Um dia após o Inpe anunciar o recorde de devastação, dois repórteres da Folha de São Paulo sobrevoaram trechos de mata nos municípios de Alta Floresta e Paranaíta (MT). Além de ver máquinas arrastando inúmeras toras, os jornalistas também visualizaram estradas recém-abertas no meio da floresta, num indicativo de onde as próximas árvores seriam abatidas. Numa outra reportagem da Folha, o mercado frigorífico anunciou que nos próximos dois anos quer investir R$ 1 bilhão em Mato Grosso. O setor comemora o aumento de 75% na capacidade de abate dos animais, e anuncia a geração de milhares de empregos. Ninguém calculou, porém, quantas árvores serão derrubadas para dar lugar ao gado.

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28 de janeiro de 2008

Leilão

A secretaria de meio ambiente do Pará e o Ibama assinaram convênio para dar melhor destino às apreensões feitas pelo órgão federal no estado. Como o custo de transporte dessas mercadorias era alto, ela acabavam ficando sob custódia de alguém no local de apreensão – um padre, um prefeito e às vezes até o próprio infrator. Agora, poderão ser imediatamente vendidas por leilão administrativo realizado pelo governo do Pará. O primeiro leilão aconteceu em dezembro. Todo o dinheiro arrecadado será investido na repressão a crimes ambientais.

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25 de janeiro de 2008

Destino

Valmir Ortega, secretário de meio ambiente do Pará, garante que o dinheiro arrecadado com compensações ambientais será integralmente investido na implantação e manutenção de unidades de conservação estaduais.

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25 de janeiro de 2008

Compensação

O governo do Pará também definiu uma nova metodologia para avaliar compensações por danos ambientais. O 1º termo de compromisso com base na novas regras foi assinado entre a secretaria de meio ambiente e a Alcoa, por conta de danos ambientais causados por seu empreendimento em Juruti. Rendeu 25 milhões de reais para os cofres do estado, dos quais 10 milhões foram pagos no dia 28 de dezembro.

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25 de janeiro de 2008

Outro irmão

Na trilha do sucesso do SAD, o Inpe estuda a possibilidade de também produzir relatórios mensais sobre a saúde da floresta amazônica com base nas imagens do Deter.

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25 de janeiro de 2008

Grande irmão

Até o fim desse ano, o SAD, sistema de monitoramento da floresta desenvolvido pelo Imazon e que, até agora, só estava olhando para o Pará e o Mato Grosso, vai esticar sua vigilância para toda a Amazônia.

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25 de janeiro de 2008

Tema quente

O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, nega que a agropecuária esteja desmatando a Amazônia, Lula foge do assunto, mas o Banco Mundial e seu braço de investimentos privados, o IFC, que vem finaciado projetos de pecuária na região, estão muito preocupados com o tema.

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25 de janeiro de 2008

Censura

O governo federal está pondo pressão no Banco Mundial para que a instituição não divulgue, depois do carnaval, um estudo sobre a bagunça fundiária na Amazônia. Suas conclusões serão devastadoras.

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25 de janeiro de 2008

Debate quente

O IFC constituiu um grupo de trabalho que reúne Ongs, bancos, grandes frigoríficos e representantes da Associação Brasileira de Importadores e Exportadores de Carne (ABIEC) que tem como objetivo garantir um grau mínimo de sustentabilidade da atividade na Amazônia. O grupo fêz um primeiro seminário em setembro. O segundo acontece nesta segunda-feira, 28 de janeiro, em São Paulo, na sede da ABIEC. Começa às dez da manhã.

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25 de janeiro de 2008