Dança das cadeiras

Mal começou o ano e se anuncia a primeira dança de cadeiras no Ministério do Meio Ambiente. Na liderança da Diretoria de Áreas Protegidas desde 2003, Maurício Mercadante cede o bastão a João de Deus Medeiros, professor de Botânica da Universidade Federal de Santa Catarina. Ele já vinha auxiliando o governo em estudos e implementação de áreas protegidas na Região Sul. Mercadante deve assumir cargo como assessor da secretária Maria Cecília Wey de Brito, na Secretaria de Biodiversidade e Florestas.

Por Redação ((o))eco
8 de janeiro de 2008

Raios no sudeste

Neste verão, o sudeste brasileiro promete ser elétrico. Um estudo do Grupo de Eletricidade Atmosférica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Elat/Inpe) revela que a incidência de raios vai aumentar na região durante a estação, devido ao fenômeno La Niña. Os pesquisadores explicaram ao jornal O Globo que a conclusão veio de dados históricos: quando há a ocorrência do La Niña, as descargas elétricas costumam aumentar no sudeste. Se as previsões se concretizarem, pode haver mais mortes, interrupções de energia e prejuízos nos setores elétrico, industrial e de telecomunicações. O elevação da incidência de raios também acompanha o aquecimento global. Caso a temperatura média do planeta suba 5 graus Celsius daqui para frente, a estimativa é que o aumento de raios seja de 100%.

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8 de janeiro de 2008

Salvadora do mundo

A salvação do planeta, quem diria, está nas mãos de Marina da Silva, nossa ministra do Meio Ambiente. É o que sugere o diário The Guardian, que elaborou uma lista com as 50 pessoas que podem salvar o mundo. Entre nomes internacionais da comunidade científica e ativistas ambientais reconhecidos, como Al Gore, Marina surge como a mulher mais capacitada, hoje, para resolver os problemas da Amazônia. Para justificar a indicação, o Guardian enumerou alguns dados divulgados pelo ministério que o colocam bem na cena mundial. Debaixo do olhar da heroína brasileira, a derrubada das florestas diminuiu em 75%, e milhares de companhias já foram punidas por suas atividades ambientalmente ilegais. Palavra de estrangeiro.

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8 de janeiro de 2008

Vôos demais

A Comissão Européia jogou um balde de água fria nos esforços que o setor aéreo tem feito para reduzir as emissões de gases estufa pelos aviões. Segundo o site Ecoticias, os melhoramentos técnicos nas aeronaves já não são considerados suficientes pelas autoridades européias. Para elas, não adianta fazer com que os aviões lancem menos fumaças se o número de vôos só faz aumentar. É enxugar gelo. Até 2020, a expectativa é que o tráfego dobre no céu europeu, impulsionado pelos baixos preços das passagens. A comissão vai discutir a questão com o setor ainda este mês.

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8 de janeiro de 2008

Tráfego limpo

Com o cerco que inúmeras cidades têm feito aos carros mais poluidores, a produção de veículos elétricos híbridos recarregáveis na tomada está ganhando força aos poucos. O projeto da organização CalCars, que inventou o protótipo do automóvel, já ganhou investimento do Google e agora foi abraçado pelas gigantes Toyota e General Motors. As companhias estão trabalhando no desenvolvimento das baterias. Felix Kramer, fundador da CalCars, sonha com a popularização dos automóveis, e compara a lenta caminhada da empreitada com o avanço dos celulares, que no início eram feios, gordos e caros. A notícia é do Financial Times.

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8 de janeiro de 2008

Reclamação I

Mas não é apenas de festa a última edição do boletim. Nele, o setor madeireiro também reclama das dificuldades encontradas para exercer seus trabalhos no último ano. Entre os principais culpados, dizem, estão a lentidão do governo federal para liberar os planos de manejo florestal e os entraves fundiários. Logo depois, porém, o texto lembra que o saldo total de exportação em 2007 superou os 645 milhões de dólares do período anterior. Nada mal para uma época que, comentam, foi de vacas magras.

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8 de janeiro de 2008

Boas expectativas

O setor florestal do Pará parece animado com as perspectivas para o ano de 2008. Em sua tradicional newsletter divulgada todo mês, a indústria madeireira do estado avisa que uma das principais apostas da atividade para o ano que acaba de começar são os contratos de concessões florestais. Existe grande expectativa para o lançamento, já neste semestre, do primeiro lote de áreas liberadas para o manejo na Floresta Nacional de Jamari, em Rondônia. Além disso, o boletim da Uniflor também espera ansiosamente pelo Plano Anual de Outorga Florestal, que deve ser editado pelo governo estadual depois de pesquisas nas florestas de produção.

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8 de janeiro de 2008

A culpa é da burocracia

A propalada crise no setor florestal do Pará em 2007 é novamente levantada quando o assunto é burocracia. De acordo com a Uniflor, ela foi um dos principais obstáculos para a aprovação dos planos de manejo no último ano. Mas, a partir de agora, a atividade madeireira está confiante que o Serviço Florestal Brasileiro (SFB) e o Instituto de Desenvolvimento Florestal do Pará (Ideflor) vão liberar novas permissões para a extração de toras em áreas sem titulação definitiva.

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8 de janeiro de 2008

Reclamação II

Sobrou até para os assentamentos do Incra. A indústria de madeira do Pará deseja que a Secretaria Estadual de Meio Ambiente, que acaba de receber novamente o direito de licenciar empreendimentos dentro de assentamentos, outorgue novas concessões para a exploração madeireira nestes locais. Com isso, há a esperança de fomentar ainda mais a produção florestal.

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8 de janeiro de 2008

Tudo ilegal

Mais uma amostra da peneira que é a fiscalização rodoviária no Brasil. O IBAMA/RS apreendeu nessa segunda-feira (7) 100 m³ de garapeira, da Amazônia, em uma fábrica de carrocerias de caminhões em Eldorado do Sul. Lá também foram achados 157 m³ de castanheira, espécie ameaçada e com corte proibido. A ilegalidade foi detectada com o eletrônico Documento de Origem Florestal (DOF), em ação desde setembro de 2006. As multas somam R$ 224 mil. A empresa operava há 15 anos sem licença. Esta semana o Ibama/RS deve liberar um balanço de apreensões de madeira ilegal no estado.

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7 de janeiro de 2008

Terra e mato

Dados preliminares do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) mostram que ao menos 76 índios foram assassinados no Brasil em 2007. O número é quase 60% maior que o de 2006. Mato Grosso do Sul desponta, com 48 índios assassinados. Atrás vem Pernambuco, com oito mortes. O levantamento completo deve ser divulgado em abril.

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7 de janeiro de 2008

No meio da mata

Equipe do Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ) embarca nesta segunda para uma região remota da Amazônia, no Pará. O objetivo é fazer o levantamento de fauna da propriedade que a família Martins mantém no local, com ênfase nos mamíferos. O principal objetivo é formular um banco de dados para apresentar ao governo na tentativa de transformar 135 mil hectares em uma Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN). Caso dê certo, ela pode se transformar na maior unidade de conservação privada do Brasil.

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7 de janeiro de 2008