Tema quente

Apontado como o grande vilão das mudanças climáticas, o aquecimento global está na boca do povo. Mas ainda se fala muita abobrinha sobre o assunto. Para elucidar os calorosos debates sobre a questão, a organização Fight Global Warming disponibilizou em seu site uma porção de informações que põem por água abaixo mitos que estão espalhados pelo ar como gases estufa. Com respaldo de cientistas, a ONG aponta a gravidade da situação trazida pelo aumento da temperatura média do planeta e as principais causas disso. Os que gostam de ter auxílios gráficos para compreender os problemas do mundo, podem acessar as páginas da BBC e do UOL. Na primeira, o leitor vai encontrar uma simpática animação explicando o efeito estufa e seu agravamento com as emissões de carbono. No decorrer da história, a atmosfera vai ganhando fumaças de fábricas e carros, e aos poucos o cenário fica quente e feioso, numa amostra do que o mundo real está se tornando. Já o UOL usa um gráfico para indicar o quanto o planeta está se aquecendo desde o século XIX até os dias de hoje. Num mapa mundi interativo, também é possível ver as consequências nada agradáveis do calor excessivo em diferentes regiões da Terra. No How Stuff Works, o tema do aquecimento é desmembrado em tópicos que falam em detalhes sobre conceitos, causas, consequências e formas de se evitar o problema. Quem já está inteirado sobre o maior vilão do século XXI mas não tem boas idéias para amenizar a situação, encontra auxílio em alguns sites. No da WWF, há o jogo “Casa Eficiente”, em que o jogador deve ajudar o dono da residência a evitar desperdícios comuns do cotidiano, como apagar a luz de um cômodo vazio. Dando mais um passeio pela grande rede, é fácil esbarrar na página da campanha 18 seconds. A sugestão é simples: trocar as lâmpadas convencionais por fluorescentes, que são mais econômicas. Com a mensagem “Troque uma lâmpada, mude tudo”, os organizadores garantem que a economia de energia já fez com que mais de 50 bilhões de toneladas de CO2 deixassem de ser emitidas.

Por Redação ((o))eco
20 de dezembro de 2007

Feliz natal

Mal o natal despontou no calendário, e uma penca de sites começou a dar suas idéias para um feriado mais ameno nos quesitos compras e desperdício. Com seu significado original abafado pelas compras, o natal virou a data do exagero. Mas ambientalistas garantem que não é preciso riscar o dia 25 da memória. É possível - e necessário - comemorar a ocasião com bom senso. É o que mostra uma reportagem da revista Newsweek. Para diminuir os gastos mirabolantes de energia, papel e uso de sacolas plásticas, ambientalistas de carteirinha dão alternativas inovadoras, como o uso de fitas de VHS para embrulhar presentes. Na mesma linha, o site do Instituto Akatu enumerou 12 dicas para um natal menos predatório. As recomendações não exigem muito esforço, como perguntar às pessoas o que elas gostariam de ganhar, evitando assim que o presente vá parar no fundo da gaveta ou seja jogado fora. Lixo, aliás, é uma palavra pouco usada pelo ambientalista Danny Seo. Autor de diversos livros ambientais, sua palavra de ordem é reutilizar. Em seu blog, ele dá algumas pitadas do que pode ser feito com materiais que a princípio iriam para o lixo. O site TreeHugger também entrou na onda da sugestão de presentes. Sua opção não foi pelo material usado na produção, mas pelo conteúdo. Trata-se de um livro chamado “How to turn your parents green” (algo semelhante a “Como tornar seus pais verdes”), escrito por James Russell. A história narra, basicamente, um duelo entre filhos (conhecidos por Verdes) e pais (os Sofredores). Os pequenos tentam convencer os adultos a adotar posturas ecologicamente sustentáveis, e, para isso, escrevem um contrato. Um dos tópicos do acordo lembra, com boas doses de humor, que as crianças não gostariam de ver seus futuros herdeiros envolvidos com organismos aquáticos por causa da elevação no nível dos oceanos.

Por Redação ((o))eco
20 de dezembro de 2007

Cara feia

A Ministra Marina Silva fecha o ano amuada com os ambientalistas brasileiros. Da sua mágoa não escapa nem quem milita na corrente sócio-ambientalista, mais próxima dela. A ministra reclama que ninguém reconhece o trabalho do governo no combate ao desmatamento da Amazônia.

Por Redação ((o))eco
20 de dezembro de 2007

Aplauso

Marina está se comportando como o ditador português Alberto Salazar, que na década de 60 reclamou da dona de um jornal brasileiro sobre a cobertura que ele fazia de seu governo. Ouviu de volta que as críticas feitas pelo veículo tinham a intenção de ser construtivas. Salazar rebateu que preferia ler elogios. Marina também.

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20 de dezembro de 2007

Que trabalho?

O problema é que é difícil reconhecer o trabalho. O desmatamento na Amazônia continua oscilando ao sabor da conjuntura econômica. E o mesmo governo federal que o combate, abre o cofre com operações de crédito, fomentos e investimentos em infra-estrutura que contribuem para a devastação da floresta. O Incra tem 400 milhões para fazer assentamentos. O Banco da Amazônia oferece 1, 4 bilhões de reais em créditos. A maior parte vai para projetos agropecuários.

Por Redação ((o))eco
20 de dezembro de 2007

Stapelia grandiflora

Esta flor, literalmente, pediu para sair no Eco. Trata-se da Stapelia grandiflora, um cacto sem espinhos, de origem sulafricana, que normalmente...

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20 de dezembro de 2007

Cara de pau

A Usina Itaiquara de Açúcar e Álcool, localizada em Passos (MG), é ré de uma ação movida pelo Ministério Público Federal por causar danos ambientais e ocupar irregularmente áreas de preservação permanente. A usina plantou cana até as margens do reservatório de uma das represas de Furnas, provocando erosões, assoreamentos e redução de infiltrações para o lençol freático. E não aceitou recuperar as áreas desmatadas, alegando que tinha uma área plantada de 23 mil hectares no entorno do lago da Usina Hidrelétrica de Mascarenhas de Moraes. A empresa não tem qualquer licença ambiental que autorize seus cultivos.

Por Redação ((o))eco
20 de dezembro de 2007

PDS, cadê?

Tome-se Mato Grosso como exemplo. Segundo servidores do Incra, nenhum assentamento criado no estado tem licença ambiental. E mesmo fazendo parte da Amazônia Legal, o Incra continua criando os velhos projetos de assentamentos rurais, embora diga que na região amazônica eles serão do tipo Projeto de Desenvolvimento Sustentável (PDS). Essa categoria simplesmente ainda não existe em Mato Grosso e continua ser uma raridade na Amazônia.

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20 de dezembro de 2007

Ordem para regularizar

O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou que o Incra regularize os projetos de assentamentos na Amazônia que ainda estão sem licenciamento ambiental. A maioria, diga-se. O Incra está obrigado a publicar, em 180 dias, informações sobre o programa de regularização em seu site oficial, que, deve, entre outras ações, garantir a sustentabilidade das reservas legais.

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20 de dezembro de 2007

Números

De acordo com uma tabela do Incra que lista todos os assentamentos criados entre 1º de janeiro de 1900 e cinco de outubro de 2007, foram criados em Mato Grosso 553 projetos que ocupam uma área de quase seis milhões de hectares para beneficiar 77 mil famílias. No país, existem 7.784 projetos em 73 milhões de hectares.

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20 de dezembro de 2007

Torcida uniformizada

Segue a todo vapor a consolidação de legalidade duvidosa das lavouras de eucaliptos no Pampa. Nas audiências já realizadas pelas empresas de silvicultura, o que mais se viu foram platéias utilizando camisetas em prol da entrada da atividade no Rio Grande do Sul. A expectativa das empresas é de que os órgãos ambientais gaúchos emitam Licenças Prévias para novos plantios, de milhares de hectares, em no máximo 90 dias. Contam com a eficiência comprovada da Fepam/RS em emitir licenças a rodo.

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20 de dezembro de 2007

Terra de boi

Segundo a Agência Brasil, a boiada na Amazônia dobrou na última década. Passou de 37 milhões de cabeças (1996) para 73 milhões de cabeças (2006) - crescimento três vezes maior que a média nacional. Com terra a preço de banana, pecuaristas ampliam a produtividade expandindo fazendas na base das queimadas e desmatamento. Os dados são do Levantamento Sistemático de Produção Agrícola, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Na Amazônia vivem 20,6 milhões de brasileiros.

Por Redação ((o))eco
20 de dezembro de 2007