Tora em Brasília

Depois de passar por São Paulo e Rio de Janeiro, a tora de tauari que saiu da Amazônia carregada pelo Greenpeace chegou hoje em Brasília (DF). O tronco ficará exposto até domingo no muito freqüentado Parque da Cidade. Os ativistas querem reforçar as denúncias sobre desmatamento na Amazônia e seu impacto nas mudanças do clima. Depois, o tronco deve ser enviado à sede da Convenção da Diversidade Biológica das Nações Unidas, na Alemanha. Antes, passará pelas mãos de artistas como Siron Franco e Frans Krajcberg.

Por Redação ((o))eco
6 de dezembro de 2007

Catástrofe amazônica

A relação entre o desmatamento, a exploração madeireira e as perspectivas de crescimento da fronteira agrícola para o plantio de grãos na Amazônia deve derrubar metade de suas árvores até 2030. A informação é de um estudo encomendando pela WWF a um dos mais importantes especialistas sobre o bioma, o norte-americano Daniel Nepstad. Notícia da Folha de São Paulo conta que, caso isso aconteça, serão emitidas entre 15 e 25 bilhões de toneladas de carbono para a atmosfera, número quatro vezes superior à redução no lançamento de gases estufa proposta na primeira fase de compromissos de Quioto. O Estado de São Paulo também repercutiu a informação. Segundo a reportagem, a savanização pode chegar à região em cerca de 20 anos, e não no final do século, como estava previsto. Isso reforça a importância de colocar a preservação das matas na mesa das negociações em Bali. Mas, pelo menos, há um ponto positivo nas pesquisas. Segundo Nepstad, 20% das áreas desflorestadas já começam a se recuperar.

Por Redação ((o))eco
6 de dezembro de 2007

Onde a floresta acaba

A 13ª Convenção das Partes (COP-13), organizada pelas Nações Unidas para discutir as metas de redução das emissões de gases estufa a partir de 2012, acontece em Bali, na Indonésia. A contradição é que, a pouco menos de dois mil quilômetros dali, encontra-se a Ilha de Sumatra, uma das principais áreas de desmatamento do planeta. Notícia do New York Times conta que em Kuala Cenaku, no centro da ilha, a imensidão de terra infértil e toras queimadas desestimula qualquer combate ao aquecimento global. A maior explicação para essa dura realidade é a entrada, nos últimos anos, de empresas fabricantes de polpa e papel na cidade de Riau, do tamanho da Suíça. Elas conseguiram generosas concessões do governo para plantar espécies de oleaginosas.

Por Redação ((o))eco
6 de dezembro de 2007

Nas alturas

Os esforços dos países europeus para reduzir emissões de CO2 pela aviação atravessou o oceano. Agora, a Califórnia lidera um grupo de estados norte-americanos que pretendem pressionar os EUA a agir da mesma forma. O time conta também com grupos ambientalistas, e pediu a US Environmental Protection Agency que imponha limites às emissões das aeronaves. A reivindicação, porém, esbarra num desafio anunciado pela Federal Aviation Administration: até 2025, o tráfego aéreo deve aumentar em 60%. Hoje, a aviação é responsável por 12% do lançamento de CO2 entre o setor de transporte americano. Os estados sugerem que as companhias coloquem a mão no bolso em favor do desenvolvimento de tecnologias menos poluidoras. A notícia é do USA Today.

Por Redação ((o))eco
6 de dezembro de 2007

Pelo celular

Os celulares estão se transformando em engenhocas cada vez mais multifuncionais. Em tempos de aquecimento global, nada mais justo que dar a eles uma função ambiental. Lançado pela União Européia, o software mobGAS permite ao usuário calcular a quantidade de gases estufa emitida em suas atividades diárias. Com os resultados em mãos, é possível comparar seus impactos com as médias nacional e mundial de emissões individuais. A tecnologia indica os níveis de lançamento do dióxido de carbono, metano e óxido nitroso. A conta é feita em cima de dados pessoais, como o transporte utilizado pelo cidadão, o tempo que passou em frente a TV ou a comida que preparou. A notícia é da BBC Brasil.

Por Redação ((o))eco
6 de dezembro de 2007

Boas idéias

Amenizar os impactos ambientais com atitudes individuais não exige idéias mirabolantes. Para dar uma luz aos menos inspirados, o site Planeta Sustentável enumerou 50 dicas para um dia-a-dia mais harmonioso com o meio ambiente. O “Manual de Etiqueta Sustentável” listou práticas que podem ser adotadas em casa, no trabalho e na rua. Para cada conselho oferecido, uma tabelinha indica o esforço demandado para a função e seu grau de impacto. E ainda há uma linha do tempo explicando a escalada do aquecimento global desde a Revolução Industrial e as iniciativas que foram tomadas em relação a isso. Vale pendurar na porta da geladeira.

Por Redação ((o))eco
6 de dezembro de 2007

Um ano de fama

Knut, o urso polar que virou queridinho internacional, completou um ano nesta quarta-feira. Enquanto centenas de jornalistas e visitantes se acotovelavam para clicá-lo, o aniversariante só queria saber do seu presente: um grande bolo de frutas e legumes. Rejeitado pela mãe ao ter nascido, o mamífero ganhou a atenção da imprensa mundial e virou símbolo de lutas contra os problemas climáticos. Distante da aparência de ursinho de pelúcia, Knut hoje já pesa cerca de 200 quilos e está bem adaptado, segundo o zoológico de Berlim, onde foi feita a festinha. A reportagem é do The Independent.

Por Redação ((o))eco
6 de dezembro de 2007

Tchau desmatamento evitado!

É... tudo indica que o tema do desmatamento evitado está mesmo sucumbindo na 13ª Conferência da Convenção das Nações Unidas sobre Mundanças Climáticas - COP13, em Bali. Uma análise das negociações feita pelo campaigner do Greenpeace Brasil, Marcelo Furtado, revela que as delegações só conseguirão aprovar em Bali um texto que remete a análise de propostas para 2008. Desta forma, a idéia do governo brasileiro de que medidas imediatas fossem implementadas para a mitigação de emissões causadas pela perda de florestas deve ser descartada.

Por Gustavo Faleiros
6 de dezembro de 2007

Adaptação

O tema da adaptação às mudanças climáticas é o que melhor caminha na reunião de Bali. Prevendo o enorme estrago que a elevação do nível do mar e outros desastres naturais causarão na economias, os países enfim estão tentando regulamentar o fundo previsto no Protocolo de Quioto para financiar ações de adaptação. A idéia inicial é que o fundo seja gerido por um novo órgão, mas há quem defenda que o Global Environment Fund (GEF) seja responsável por distribuir o dinheiro.

Por Redação ((o))eco
6 de dezembro de 2007

Chegada

Chega nesta sexta-feira em Bali, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorin. Ele passará a chefiar a delegação brasileira. Só não se sabe se a delegação conseguirá liderar alguma proposta na Convenção.

Por Redação ((o))eco
6 de dezembro de 2007

Fóssil do dia

Assim como em outras reuniões da ONU, as organizações não-governamentais estão promovendo o "Fóssil do dia", prêmio gentilmente concedido às delegações que mais emperra as negociações. Nesta quinta, a campeã foi a Austrália. Sim é verdade, a nova menina dos olhos do Protocolo de Quioto não está tão bem na fita. Isso porque o prêmie Kevin Ruddy desautorizou delegados de seu país, que no dia anterir afirmaram que estavam dispostos a assumir metas de até 40% de redução de emissões até 2020.

Por Gustavo Faleiros
6 de dezembro de 2007

PAC Man

Ele já lançou PACs (Programas de Aceleração do Crescimento) Econômico, da Saúde, Habitação, Indígena. Hoje Lula está em Breves, na Ilha do Marajó (PA), onde apresenta o Plano Social de Registro Civil de Nascimento e Documentação Básica, uma espécie de PAC da Documentação, e entrega títulos de terras para populações ribeirinhas. Sua agenda, divulgada na página da Presidência da República, mostra que no fim da tarde ele segue para o Amapá. Alguma Unidade de Conservação na manga?

Por Redação ((o))eco
6 de dezembro de 2007