Quanto custa?

A criação de um fundo internacional para investir recursos em favor do desmatamento evitado é um antigo sonho do governo brasileiro. Recente estudo de cientistas do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) e do Centro de Pesquisa de Woods Hole, nos Estados Unidos, mostrou que essa idéia pode ser mesmo boa. Os resultados comprovam que, para acabar com a derrubada de árvores no maior bioma nacional em dez anos e manter essa situação por outros vinte, serão precisos 257 bilhões de dólares. Apesar de parecer um valor alto, explica a Folha de São Paulo, ele seria facilmente obtido a partir da injeção de recursos externos.

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3 de dezembro de 2007

Fermento

Um estudo divulgado pela Nature Geoscience deixou a parcela da população que vive na região central do planeta em estado de alerta. É que os trópicos parecem ter se expandido ao longo da última década na quantidade prevista para acontecer em um século. De acordo com os cientistas responsáveis pela pesquisa esse fênomeno pode provocar um número maior de tempestades e deixar o clima ainda mais seco em muitos locais. Caso o ritmo continue constante, afirmam, é provável que o cinturão tropical evolua dois graus latitudinais ao norte e ao sul da linha do Equador ainda no século 21. A notícia é da Reuters.

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3 de dezembro de 2007

Reservas na Amazônia

O presidente Lula está prestes a tirar do papel algumas unidades de conservação que já têm estudos prontos desde o ano passado. Nos dias 4, 5 e 6 deste mês ele estará em Belém para uma reunião de governadores da região Norte. O que ele levará na manga é um pacote de áreas protegidas a serem criadas no estado do Amazonas. Além disso, Lula anunciará incentivos financeiros para a produção em reservas extrativistas, que hoje não são contempladas pelo crédito aos assentamentos de reforma agrária.

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3 de dezembro de 2007

Desmatamento na pauta

A 13ª Conferência da Convenção das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas abriu seus trabalhos nesta segunda-feira, em Bali, Indonésia. Na pauta um dos temas mais importantes é a criação de um sistema internacional que financie o combate das emissões de carbono advindas do desmatamento de florestas tropicais. O chamado desmatamento evitado. De acordo com a secretária de Mudanças Climáticas do Ministério do Meio Ambiente, Thelma Krug, a negociação não será nada fácil. Isso porque países desenvolvidos querem criar um mercado para créditos de carbono obtidos com projetos que mantenham a floresta em pé. A delegação brasileira, explica Thelma, não aceitará uma solução de mercado.

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3 de dezembro de 2007

Redução efetiva

A proposta brasileira continua sendo a mesma defendida nos últimos dois anos: a de que os países ricos paguem aos governos por aquilo que conseguiram efetivamente cortar de desmatamento. O problema é que Costa Rica, Papua Nova Guiné e mesmo a anfitriã Indonésia aceitam negociar no mercado de carbono metas futuras de corte de desmatamento.

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3 de dezembro de 2007

Florestas-piloto

Tudo indica que o Brasil está ficando isolado na defesa de sua proposta. O secretário da Convenção de Mudanças Climáticas, Yvo de Boer, acha que as negociações de Bali devem propor programas piloto de conservação de floresta que possam gerar créditos. O mesmo sugeriu o chefe de delegação européia, Artur Runge-Metzer.

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3 de dezembro de 2007

Sem metas

Em sua primeira coletiva de imprensa, o secretário da Convenção Yvo de Boer, surpreendeu ao dizer que acha que não adianta tentar impor metas de redução de emissão de carbono aos países em desenvolvimento, como Brasil, China e Índia. “Eles não vão se comprometer”, alertou. Para membros da delegação brasileira em Bali, Boer está sendo “realista”.

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3 de dezembro de 2007

Haja carvão

Levantamento preliminar realizado pela professora da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Sônia Hess, revelou que este ano foram emitidas pelo menos 129 autorizações para fornos voltados à produção de carvão vegetal no estado. Não há números para 2006, mas ela garante que a situação é alarmante. A professora protocolou denúncias nos Ministérios Públicos Estadual e Federal, pedindo investigações sobre a atuação do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul).

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30 de novembro de 2007

Protesto

Segundo Hess, as siderúrgicas instaladas no estado consomem 875 quilos de carvão vegetal para cada tonelada de ferro-gusa produzida. Por essas e outras, a turma do verde vem realizando protestos nas ruas da capital Campo Grande. A siderúrgica MMX, do empresário Eike Batista, em Corumbá, foi ironicamente inaugurada este ano em pleno Dia da Árvore – 21 de Setembro.

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30 de novembro de 2007

No chão

Ao mesmo tempo em que São Leopoldo (RS) encaminha a primeira obra pública com 100% de madeira certificada do País, derrubou hoje uma gigantesca timbaúva, na região central do município. Ambientalistas bateram pé, mas a árvore de aproximadamente 40 anos foi ao chão. A secretaria Municipal de Meio Ambiente alega que a timbaúva estava com sua saúde comprometida. A espécie é nativa do Rio Grande do Sul. Em 2005, uma árvore semelhante teve corte impedido pela Justiça no Bairro Assunção, em Porto Alegre.

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30 de novembro de 2007

Petição

Circula na internet uma petição online contra o projeto de construção do porto de Itanhaém e Peruíbe, no litoral paulista, pelo grupo EBX do empresário Eike Batista. O documento é endereçado ao governador de São Paulo, José Serra, e acusa o empreendimento de ameaçar os escassos ambientes de restingas, além dos vizinhos Parque Estadual da Serra do Mar e o mosaico de unidades de conservação da Juréia, no sul do estado. De acordo com a petição, o porto também vai ocupar área prevista para homologação da Terra Indígena Piaçaguera.

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30 de novembro de 2007

Parem as obras

Em Santa Catarina, os ministérios públicos estadual e federal pediram a imediata suspensão das licenças ambientais emitidas pelo órgão ambiental catarinense, que autorizam a construção do Terminal Marítimo Mar Azul, em São Francisco do Sul. Por denúncias de irregularidades, eles sugerem que o licenciamento seja repassado para o Ibama.

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30 de novembro de 2007