Dúvida cruel

A maior incerteza em torno desse encontro de 3 de outubro é se de fato haverá um pacto pelo desmatamento zero pronto para ser lançado na data. A discussão política em torno de um eventual texto ainda é grande. Também não é pouco o debate sobre as metas de cada estado e sobre a obtenção de recursos para financiar ações anti-desmatamento. De certo mesmo, pelo menos até agora, o que se tem é que nessa reunião as autoridades governamentais verão uma apresentação de estudo encomendado por ongs sobre o assunto. Ele busca analisar potenciais mecanismos financeiros que incentivem a manutenção da floresta nativa e prevê que em 2015 a Amazônia possa estar livre de derrubadas. Deus o ouça.

Por Redação ((o))eco
17 de setembro de 2007

Santo

O Vaticano parece mesmo disposto a promover ações ecologicamente sustentáveis. Depois do Papa Bento XVI se reunir, há duas semanas, com meio milhão de jovens para falar sobre a crise ambiental, seus cardeais anunciaram nova medida: serão doados recursos para uma empresa húngara plantar árvores. Notícia do The New York Times conta que os locais escolhidos foram as margens do Rio Tizsa, no país da Europa oriental, onde a floresta está devastada. Com isso, o menor Estado independente do mundo será o primeiro neutro em carbono, já que as emissões vindas dos carros, aquecedores dos escritórios e luzes da Basílica de São Pedro serão seqüestradas pelas novas mudas.

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17 de setembro de 2007

Solução que vem do verde

Em artigo publicado no O Estado de S. Paulo, José Goldemberg afirma que estamos na iminência de passar por crise energética semelhante ao “apagão” de 2001. Mas também lembra que, com um pouco de vontade política, há solução. Segundo ele, as usinas do Rio Madeira e de Angra 3 não vão resolver nada a curto prazo. O ideal seria investir em eficiência energética através de, por exemplo, incentivos que garantam remuneração compensatória para empresas que adotarem o processo. Pelo menos até elas voltarem a alcançar margens de lucro a partir do consumo. Outra boa medida seria desenvolver projetos de crédito de carbono para adicionar na renda das companhias.

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17 de setembro de 2007

Desgosto

Mais uma vez, uma Conferência entre países não apresentou grandes avanços nos debates para combater as mudanças climáticas. Agora foi a vez da 8ª Convenção de Partes das Nações Unidas de Combate à Desertificação, com representantes de mais de 200 nações, não estipular metas e prazos rígidos para o controle do fenômeno. Segundo nota do Estadão, foram traçadas estratégias para os próximos dez anos, mas um acordo de curto prazo ficou impossível diante da recusa do Japão.

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17 de setembro de 2007

Linha d’água

Há algum tempo, era possível avistar ali grande variedade de animais e pássaros circulando pelo labirinto de arbustos e moitas cheias de água. Hoje, a única paisagem que existe no delta do rio Colorado é uma grande mancha de sal onde antes havia o encontro com o mar. No último século mais de 90% das águas que lá abundavam foram capturadas por reservatórios para abastecer as fazendas e cidades próximas. Mas o maior estuário do deserto na América do Norte pode voltar aos velhos tempos, de acordo com o instituto Sonoran, do Arizona. Para os cientistas, basta que uma pequena faixa de água original do rio seja re-introduzida e o ecossistema natural da área voltará ao normal. Ficamos na torcida. A notícia é do Los Angeles Times.

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17 de setembro de 2007

O dossiê do ar sujo

O Estado de S. Paulo publicou um verdadeiro dossiê sobre a poluição do ar em São Paulo. Na sua edição de domingo, o jornal trouxe uma série de matérias sobre os crescentes índices de poluentes na cidade, sobre os efeitos do ar poluído sobre a saúde dos paulistanos, e sobre alguns dos pesquisadores que trabalham com o tema. É difícil concordar com a ênfase dada pelo Estadão à inspeção veicular como medida de controle da poluição atmosférica. Leitores de O Eco já sabem que o ganho não será tão grande assim. Na sua edição de hoje, no entanto, o jornal aponta o verdadeiro vilão da história, os veículos a diesel.

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17 de setembro de 2007

Sombrio

Sai amanhã, no fim da tarde, um relatório do World Watch Institute sobre o estado dos Oceanos no mundo. Vai dizer que o mar não está para peixe.

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17 de setembro de 2007

Resort extrativista

Em outra investida na região, o Ibama encontrou dentro da Reserva Extrativista do rio Unini um complexo hoteleiro em funcionamento com dois flutuantes, além de estrutura para alojamento de funcionários, armazém de alimentos e 12 canoas de pesca. O local ia sediar a partir do dia 15 de setembro um torneio internacional de pesca de tucunaré sem autorização do governo brasileiro. Os infratores foram multados, tiveram a estrutura apreendida e atividades embargadas.

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17 de setembro de 2007

Caça em Anavilhanas

Em operação com o Ibama, a Polícia Federal apreendeu em um acampamento de caçadores 19 tartarugas, seis pacas, um porco do mato, um tatu, 25 quilos de pescado, dois motores, cinco canoas, além de arpões e cartuchos. Os criminosos atuavam dentro da Estação Ecológica Anavilhanas, onde também foi flagrado um barco com mais de 500 quilos de peixes retirados ilegalmente de lá.

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17 de setembro de 2007

Bate

Esses números coincidem com números de técnicos do governo sobre o perfil do desmatamento na Amazônia apontando que, na média anual, não mais do que 10% tem autorização de agentes governamentais.

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17 de setembro de 2007

Conta

O cálculo não é necessariamente exato, mas mostra que o desmatamento na Amazônia tem uma qualidade permanente, que independe da quantidade. Ele é sempre majoritariamente ilegal. O Greenpeace fez um exame em autorizações de desmatamento dadas na região entre agosto de 2006 e julho de 2007. Elas cobrem em torno de 900 quilômetros quadrados. Segundo projeções do governo, no mesmo período, o Brasil perdeu cerca de 10 mil quilômetros quadrados de floresta amazônica. Mais de 90% de toda essa derrubada foi fora da lei.

Por Redação ((o))eco
17 de setembro de 2007

Também quero

O Ministério do Meio Ambiente determinou a criação de um grupo de trabalho para se manifestar tecnicamente sobre a Avaliação Ambiental Integrada dos Aproveitamentos Hidrelétricos da Bacia do Rio Uruguai, recém elaborada pela Empresa de Planejamento Energético (EPE). De acordo com portaria publicada nesta segunda-feira no Diário Oficial, o Ibama deverá seguir as indicações desse grupo de trabalho em futuros licenciamentos ambientais na região.

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17 de setembro de 2007