Desvalorização

O Estado de S. Paulo noticia nesta quinta-feira que as taxas de compensação ambiental a serem pagas pelos vencedores da licitação das usinas do Madeira ficarão abaixo da média, segundo estimativa do presidente do Ibama, Bazileu Alves Margarido. Isso significa algo entre 0,5% e 1% do valor total do empreendimento, que foi avaliado ontem pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) em 9,5 bilhões de reais. A compensação seria ainda assim bem gordinha: 95 milhões de reais. Segundo Margarido, as taxas são ainda incertas e o governo está reavaliando a metodologia de cálculo dessas compensações. Para ele, a taxa não deverá ser muito elevada porque as usinas do Madeira terão uma pequena área desmatada. Outra notícia do mesmo jornal diz que o custo total pelas usinas pode chegar a 30 bilhões, se levadas em conta as linhas de transmissão.

Por Redação ((o))eco
19 de julho de 2007

Em discussão

O BNDES e a Eletrobrás serão acionistas das construções das hidrelétricas no rio Madeira, informa ainda o Estadão. As duas instituições bancarão até 49% do total dos gastos. O banco foi convocado pela Casa Civil a investir em energia e, segundo o presidente Luciano Coutinho, em breve serão definidas as condições para projetos de co-geração e conservação de energia com o ministério de Minas e Energia e com a Empresa de Pesquisa Energética (EPE).

Por Redação ((o))eco
19 de julho de 2007

Em cima d’água

Cientistas encontraram um enorme lago subterrâneo sob Darfur, território que é palco de um sangrento conflito no Sudão. O país reconhece a morte de 9 mil pessoas desde que os confrontos começaram, há quatro anos. Muitos acreditam que a violência gire em torno da falta d’água, um recurso raro na região. O lago do subsolo, segundo os pesquisadores que o identificaram em imagens de radar, contém 2,5 mil quilômetros cúbicos de água, que poderia ser explorada com a construção de poços. Eles acreditam que a descoberta pode ajudar a pôr um fim à guerra. A notícia é do site Planet Ark.

Por Redação ((o))eco
19 de julho de 2007

Desconfiança

A empresa que administra a usina nuclear danificada por um terremoto esta semana no Japão reconheceu nesta quarta-feira que a água derramada no oceano era mais radioativa do que tinha sido divulgado anteriormente. Mais de mil litros do rejeito vazaram. Reportagem do The New York Times diz que o acidente pôs a população preocupada com a segurança das usinas nucleares. O governo determinou que a unidade acidentada, a maior do mundo, fique fechada até que se apurem todos os danos sofridos.

Por Redação ((o))eco
19 de julho de 2007

Tem quem cuide

Depois de se ver acusado de ser negligente com a parte Sul do Parque Nacional da Serra da Canastra (MG), o Ibama iniciou forte fiscalização nas fazendas e garimpos que ainda ocupam o território protegido. A área, que compreende o vale entre a Canastra e a Serra da Babilônia, nunca foi regularizada pelo governo e é alvo de um projeto de lei que retira seu status de proteção integral. O argumento dos deputados mineiros é exatamente de que o Ibama nunca atuou nesta parte durante os trinta anos de existência do parque.

Por Redação ((o))eco
18 de julho de 2007

Sem fogo, sem minério

Além de uma resposta aos deputados, a ação do Ibama é exigência do Ministério Público Federal, que recomendou fiscalização sobre queimadas após os enormes focos de incêndio registrados no ano passado. Recentemente, promotores também proibiram a exploração de quartizito dentro do parque nacional, algo que até então estava permitido por um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). Por isso, produtores que utilizam fogo para limpar pasto estão sendo autuados e a exploração mineral está parada.

Por Redação ((o))eco
18 de julho de 2007

Ilegalidade

O Departamento Estadual de Proteção de Recursos Naturais (DEPRN) do estado de São Paulo apreendeu quatro tratores e uma licença falsa de desmatamento em 85 hectares de vegetação nativa no município de Santo Antônio da Alegria, nordeste paulista. A empresa responsável pelo crime ambiental, B.I.T.G.L. Coml. Ltda., já tinha sido autuada em 2005 por desmatar irregularmente 40 hectares. A cidade fica na área de recarga do aqüífero Guarani e sofre pressões por demanda de terras para o plantio de cana-de-açúcar e eucalipto.

Por Eric Macedo
18 de julho de 2007

Coleta

Um novo programa de coleta seletiva começou esta semana na região dos Jardins, em São Paulo. Uma parceria entre a Sabesp - companhia de saneamento básico do estado -, a associação local de moradores e a ONG Trevo vai recolher óleo de cozinha usado nos imóveis. Segundo a Sabesp, este é um dos principais problemas das redes de esgotos da cidade.

Por Eric Macedo
18 de julho de 2007

Primatologia

A partir do próximo domingo (22) a PUC de Minas Gerais, em Belo Horizonte, sedia o 12º Congresso Brasileiro de Primatologia. O evento que acontece até o dia 27 de julho vai contar com pesquisadores como Phyllis Lee, da Universidade de Stirling (Escócia), e Anthony Rylands, da Conservação Internacional. A diversidade de primatas brasileiros e a legislação sobre fauna brasileira e tráfico de animais silvestres serão alguns dos temas debatidos. Informações no site www.carangola.br/congresso.

Por Eric Macedo
18 de julho de 2007

Emprego

O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente procura pessoas formadas em Comunicação, Relações Públicas ou Relações Internacionais, com sete anos de experiência, para trabalhar no Quênia. Quem se interessar deve mandar email para: [email protected]. As inscrições terminam em 19 de agosto.

Por Carolina Elia
18 de julho de 2007

Culpa do paletó

O ministro de saúde italiano propôs algo, no mínimo, inusitado para combater os efeitos do aquecimento global: ele pede que as empresas públicas e privadas permitam que seus funcionários aposentem os ternos durante o verão. Com isso, o consumo de ar condicionado diminuiria muito e uma quantidade considerável de energia seria poupada. Nem todo mundo ficou satisfeito com a proposta. Flavio Cima, um fabricante de paletós local, escreveu carta veiculada pela imprensa local na qual classifica sua nação como “estranha”. “Nós podemos agora continuar com nosso estilo de vida, usando carros, consumindo combustíveis, aquecendo e resfriando nossas casas. Com uma condição: não devemos usar paletós enquanto fazemos isso”, diz ele ao Planet Ark. “Eu deveria ter ouvido meus amigos e me tornado produtor de petróleo”.

Por Eric Macedo
18 de julho de 2007

Nem tanto

Apesar do aumento do número de consumidores éticos e do incremento na noção das “pegadas” de emissões de carbono efetuadas por cada cidadão, um relatório divulgado recentemente chega à conclusão de que poucas pessoas na Grã-Bretanha estão preparadas para promover grandes mudanças em suas vidas em favor do cuidado com o meio ambiente. Por incrível por pareça, a maioria dos britânicos se mostra disposta apenas a usar lâmpadas que gastem menos energia, reciclar o lixo doméstico e desligar os aparelhos eletrônicos quando eles não estiverem em uso. Saiu no The Guardian.

Por Eric Macedo
18 de julho de 2007