Há controvérsias

O blogueiro Altino Machado foi rápido ao contrariar, em sua página na internet, tudo que o presidente Lula falou ontem na Conferência Internacional sobre Biocombustíveis. Ele mostra que, embora não seja uma cultura economicamente relevante na Amazônia, o cultivo de cana-de-açúcar está em franca expansão em plena floresta acreana, como o presidente fez questão de negar.

Por Redação ((o))eco
6 de julho de 2007

Desempenho nacional

A Embrapa, a TNC e a Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS) lançaram nesta semana os resultados do levantamento sobre características de espécies arbóreas da Mata Atlântica do sul do país e sua capacidade de capturar carbono. A publicação apresenta o cruzamento de informações de mais de 400 estudos, envolvendo um número superior a 200 tipos de árvores. A intenção é mostrar que o reflorestamento de espécies nativas pode ser também muito rentável.

Por Redação ((o))eco
6 de julho de 2007

Sua rede, minha rede

Para tentar conter a pesca da lagosta, o governo decidiu comprar as redes dos pescadores, cuja utilização já é proibida desde dezembro do ano passado. A ação será validada através de uma medida provisória.

Por Redação ((o))eco
6 de julho de 2007

Medição de grandes rios

A Agência Nacional de Águas (ANA) vai oferecer na primeira semana de agosto um curso para medição de descarga líquida em grandes rios. Ministradas nas cidades amazonenses de Manaus e Manacapuru, as aulas práticas e teóricas serão oferecidas a apenas 30 pessoas. As inscrições terminam no dia 22 de julho.

Por Felipe Lobo
6 de julho de 2007

A vitória do mato

Num acostamento da BR-163 próximo à Santarém, no Pará, o mato engole as ferragens retorcidas de um Gol acidentado. Manoel Francisco Brito viu a...

Por Redação ((o))eco
6 de julho de 2007

Gabeira selo verde

A Comissão de Meio Ambiente da Câmara dos Deputados realizou nesta quinta reunião aberta para apresentar o Projeto de Lei 1448, de autoria de cinco parlamentares mineiros e que propõe a redução de 25% da área original (197 mil hectares) do Parque Nacional da Serra da Canastra. Além dos proponentes, estava na sessão o provável relator da matéria, o deputado Fernando Gabeira (PV-RJ). Seu apoio à iniciativa foi louvado por prefeitos e outros políticos mineiros. Segundo uma liderança da região, Gabeira mostra que a redução da Canastra não é tão ruim quanto pode parecer.

Por Redação ((o))eco
5 de julho de 2007

Veja bem…

Mas o Governo Federal não está tão convencido assim que tirar um naco do parque seja a melhor solução para os problemas fundiários da região da Canastra. O representante da Casa Civil na reunião, Johaness Eck, afirma que a proposta dos deputados ainda terá que ser analisada, mas à primeira vista retirar 47 mil hectares do parque nacional vai contra as recomendações que o relatório da Casa Civil havia feito no ano passado. Depois de analisar problemas dos limites da Serra da Canastra, o documento defendeu que fossem mantidos os 197 mil ha originais.

Por Redação ((o))eco
5 de julho de 2007

Nós apoiamos!

O Ministério de Minas e Energia, contudo, fez questão de mostrar que existem divergências dentro do governo. Representantes do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) pediram a palavra para declararem apoio ao projeto de lei que reduz a Canastra. Não surpreende, pois o novo desenho do parque proposto pelos deputados exclui áreas de prospecção de diamantes.

Por Redação ((o))eco
5 de julho de 2007

De bico calado

Embora antes da reunião alguns representantes do Ministério do Meio Ambiente tenham mostrado que se a redução da Canastra for aprovada a gestão da área ficará muito frágil, nenhum deles se manifestou publicamente para defender o tamanho original do parque. A razão para o silêncio é que ficou combinado que o governo federal só falaria através da Casa Civil na reunião desta quinta. O Ministério de Minas e Energia, como se viu, não respeitou o acordo.

Por Redação ((o))eco
5 de julho de 2007

Limpeza

Reportagem do site Planet Ark diz que os organizadores da série de shows para conscientização do mundo sobre o aquecimento global, Live Earth, estão preocupados com a forma como vão limpar sua própria sujeira. Só vão usar biocombustíveis para os geradores dos shows e todo carbono emitido nas viagens será compensado com investimento em energia renovável e proteção de florestas. Em Hamburgo, na Alemanha, quem comprar ingresso contribui com 30 centavos de euro para mitigação de emissões. Já em Sidney, a entrada dá direito a transporte público gratuito até o estádio. Só no Brasil o show será de graça, aberto ao público. E aqui, por enquanto, ele só virou notícia por conta do possível cancelamento devido a preocupações de segurança e (ironia do destino) ambientais.

Por Eric Macedo
5 de julho de 2007

Enquanto isso…

Os dois filhos adolescentes da promotora Denise Tarin, do Ministério Público do Rio, não estão nada felizes com a ação da mãe que provocou o cancelamento da edição do Live Earth em Copacabana, marcada para sábado. “Eles estão querendo cortar o meu pescoço. Mas acho que é um momento de reflexão: se o show tem um propósito de proteção ambiental, não pode gerar tamanho impacto sonoro”, disse ela ao jornal O Globo desta quinta. A promotora acha difícil que a decisão da Justiça seja revertida, mas os organizadores parecem trabalhar noite e dia para tentar garantir a realização do evento. Um dos empecilhos, a falta de policiais para patrulhar a área – já que todos estão desde agora disponíveis para o Pan – parece ter sido contornado ontem.

Por Eric Macedo
5 de julho de 2007

Descompromisso

A Petrobras rejeitou a assinatura de um acordo para redução de emissões de gases estufa que seria firmado com outras 150 multinacionais. A partir desta quinta-feira, as maiores empresas do mundo, que fazem parte do grupo Global Compact, se reúnem em Genebra, na sede da ONU, para discutir ações sociais e ambientais. A petrolífera diz que vai levantar a bandeira do etanol no evento. E, segundo o Estado de São Paulo, não assume a responsabilidade de corte de emissões porque tem planos de dobrar a produção de petróleo em dez anos. Ainda que o acordo não cite metas de redução e coloque apenas o compromisso de redução do poluente. Outra companhia nacional no grupo, a Brasil Telecom é uma das que colaborará com a iniciativa. Enquanto isso, ongs como o Greenpeace e a Anistia Internacional protestam: acham que tudo não passa de uma estratégia de marketing.

Por Eric Macedo
5 de julho de 2007