Articulador

O Ministério do Meio Ambiente está incluindo em seus quadros mais um nome conhecido entre as organizações não-governamentais. Nesta segunda-feira, o Diário Oficial da União traz a nomeação de André Lima para diretor do Departamento de Articulação das Ações da Amazônia. Lima trabalhava até então como coordenador de campanhas no Instituto Socioambiental (ISA). O departamento que assume no ministério veio para substistuir a extinta Secretaria de Articulação da Amazônia e será ligado à Secretaria-Executiva comandada por João Paulo Capobianco, fundador do ISA.

Por Redação ((o))eco
25 de junho de 2007

Meta

Em visita ao Brasil, o embaixador britânico para o clima, John Ashton, deu entrevista à Folha de S. Paulo para falar do combate ao aquecimento global no pós-Kioto (o tratado acaba em 2012). A União Européia quer emplacar um corte de 50% nas emissões de gases do efeito estufa até 2050 nas negociações que acontecem dezembro na reunião da Convenção do Clima da ONU. Após fracasso nas negociações da Rodada de Doha, no início do mês, Ashton diz que as negociações devem tomar um outro rumo. "Não podemos é acabar na dinâmica do "você primeiro". Precisamos de uma dinâmica do "eu também'", afirma em entrevista ao jornal Folha de São Paulo, criticando o impasse entre Brail, União Européia e Estados Unidos.

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25 de junho de 2007

Se…

Poucos dias antes do grande evento musical que clamará o mundo a se mobilizar pelo combate ao aquecimento global reunindo artistas em nove cidades do globo (inclusive o Rio de Janeiro), Al Gore afirma em reportagem do The Independent que a crise no clima se tornou consenso científico tarde demais. Remoendo tristezas passadas, disse que adoraria ter visto as ações em favor do meio ambiente realizadas nos últimos anos durante a década de 90 – teria sido mais fácil juntar o público e “persuadir o Congresso a agir”. E se tivesse vencido Bush na corrida presidencial, garante ele, usaria o posto para promover grandes mudanças, já que não é de hoje seu engajamento na causa ambiental.

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25 de junho de 2007

Predação

A quantidade de espécies de peixes cujas populações estão abaixo do recomendado em virtude da pesca predatória aumentou nos Estados Unidos, revela um estudo publicado semana passada. Algumas espécies de tubarão e outras de camarão, por exemplo, foram adicionados à lista. Além disso, as capturas de arraias e atum estão altas demais para serem consideradas sustentáveis. De acordo com notícia do Planet Ark, a constatação levou grupos conservacionistas a pedirem limites para a pesca e esforços para o equilíbrio dos estoques de todas as espécies.

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25 de junho de 2007

Decisão

Acontece hoje reunião do CNPE (Conselho Nacional de Política Energética) que pode decidir sobre a construção da usina nuclear de Angra 3, paralisada desde 1986. Apesar da oposição do Ministério do Meio Ambiente, o governo defende o retorno das obras como estratégia de estímulo ao conhecimento científico e de alternativas de geração de energia no longo prazo a partir de 2025, em alternativa às hidrelétricas. Para o físico nuclear José Goldemberg, Angra 3 não vai resolver a crise energética que está por vir. Já Guilherme Leonardi, do Greenpeace, critica em notícia da Folha de São Paulo o modo como as audiências públicas foram feitas. Nem acesso ao estudo e relatório de impacto ambiental os participantes tiveram.

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25 de junho de 2007

Pela metade

Foi por água abaixo a intenção de integrar os cinco maiores projetos de conservação marinha do país. O convênio com a Petrobras, que ainda depende de algumas assinaturas para sair, vai garantir aos projetos que protegem tartarugas, baleias, golfinhos e peixes-bois recursos para três anos, e não mais apenas um. Só que ninguém sabe aonde foi parar a proposta de integrá-los, o que seria vantajoso para todos os lados.

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25 de junho de 2007

(A)d(i)versidade

A jornalista Débora Thomé ligou para o Instituto Ethos em busca de uma informação sobre os índios tukano e deu no seguinte, como ela mesma conta: "O Ethos me encaminha para a associação dos índios lá em não sei onde com prefixo 97 (o que diz por si só: 'é longe'). Ligo para lá. - Oi, boa tarde, sou Débora Thomé, jornal o Globo, estava precisando saber o nome do rio que fica perto da aldeia de Domingos Tukano. - Ih, para lá tem muito rio. - Ah, sim, mas qual é o rio que fica perto da aldeia? - Rio 'di quê'? - ouço eu e respondo: - O rio que fica mais perto da aldeia do Domingos Tukano - Rio 'di quê'? Explico novamente: - O rio que fica perto da aldeia do Domingos Tukano. Ela me fala pela terceira vez: - Rio 'di quê' Um segundo de "meu Deus do céu, como eu vou conseguir me comunicar com essa gentil senhora", e logo cai a ficha: - Ah, Rio Tiquê!!! - Isso: T-i-q-u-i-e, com acento agudo no "e". - Ah, mas se fala 'Tiquê'. - É, é isso - me falou ela como quem diz: 'que mulherzinha difícil de entender as coisas'.

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25 de junho de 2007

Proposta

Já chegou aos ouvidos da governadora do Pará, Ana Júlia Carepa, a proposta para que o estado seja mais um aliado no pacto do desmatamento zero da Amazônia. A idéia que está sendo arquitetada por organizações não-governamentais já conseguiu como aliados governadores de peso na região. Começou com Eduardo Braga, do Amazonas, e Binho Marques, do Acre, e recentemente entrou em jogo ninguém menos do que o governador do Mato Grosso, Blairo Maggi.

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22 de junho de 2007

Estados à frente

A adesão de governadores faz com que o pacto de desmatamento zero na Amazônia caminhe com rapidez significativa. Além disso, com a descentralização de gestão florestal promovida recentemente por resoluções Conama, trabalhar com os estados aumenta a eficácia do plano. Em nível nacional, as conversas com o governo federal caminham a passos de tartaruga.

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22 de junho de 2007

Cooptação complexa

Ana Júlia mostrou-se interessada no pacto pelo desmatamento zero, mas impôs uma condição: só entra nessa se as "complexidades" do Pará forem consideradas. Em outras palavras, antes de falar em degradação nula, o estado precisa regularizar todo seu passivo fundiário e ambiental. Cerca de 35% das terras paraenses estão na ilegalidade.Os proponentes do pacto sugeriram que se inicie um plano conjunto para licenciamento das propriedades rurais e regularização fundiária.

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22 de junho de 2007

Ajuda dos universitários

O senador Cristovam Buarque (PDT-DF), que dá aulas no Centro de Desenvolvimento Sustentável da Universidade de Brasília (UnB) recorreu aos seus alunos para sanar uma dúvida cruel. Na noite desta quinta-feira, ao entrar na classe foi logo perguntando aos pós-graduandos "Quem aqui é do Ibama?". Três figuras levantaram os braços, e senador questionou o que achavam da divisão do órgão. Opiniões divergentes surgiram, causando discussões na classe.

Por Redação ((o))eco
22 de junho de 2007