Efeito

Na Mata Atlântica, também os peixes de água doce estão ameaçados pelo desmatamento. A diminuição da vegetação implica na redução de alimentos para os peixes, como insetos, e no aquecimento da água, que perde seu guarda-sol natural. A alteração na temperatura atrapalha o ciclo reprodutivo dos animais e pode, inclusive, leva-los à morte. As constatações, publicadas no jornal O Estado de São Paulo, são da publicação Peixes de Água Doce da Mata Atlântica, lançado ontem pelo Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo (USP).

Por Redação ((o))eco
12 de junho de 2007

Punição

Definitivamente, o dia não começou amoroso para alguns servidores do Ibama. A ministra Marina Silva assinou uma série de portarias publicadas nesta terça no Diário Oficial que determinam suspensão ou aplicação de advertência a analistas e técnicos ambientais. Segundo o documento, as razões são: “não exercer com zelo e dedicação as atribuições do cargo, não ser leal às instituições a que servir, inobservar as normas legais e regulamentares e cometer a pessoa estranha à repartição, fora dos casos previstos em lei, o desempenho de atribuição que seja de sua responsabilidade ou de seu subordinado”. Três deles foram demitidos pelos mesmos motivos.

Por Redação ((o))eco
12 de junho de 2007

Metamorfose

Prestes a se tornar setentão, o Parque Nacional de Itatiaia está na mesa de cirurgia. As suas instalações estão passando por uma reforma geral: quem visitar o parque por agora, na semana do aniversário (14 de junho), vai encontrar a sede e o vistoso prédio de seu museu virados de cabeça para baixo. O barulho das obras soa brusco em meio ao sussurrar tímido da floresta e pode incomodar os passarinhos com ninhos mais próximos. Mas é por uma boa causa. Recauchutado, o parque mais antigo do Brasil se renova para cuidar melhor de uma natureza privilegiada. E, é claro, torná-la disponível para quem estiver disposto a alcançá-la.

Por Redação ((o))eco
12 de junho de 2007

PCHs do Juruena

O BNDES aprovou o financiamento de 360 milhões de reais para a construção do complexo de pequenas centrais hidrelétricas no rio Juruena, entre as cidades de Sapezal e Campos de Julio, em Mato Grosso. O dinheiro faz parte do Proinfa, programa feito para estimular energias alternativas, mas que dá uma ajuda e tanto no rentável negócio das PCHs. No estado, os empreendimentos são fundamentais para os negócios do grupo AMaggi, do governador Blairo Maggi, que precisa de energia para tocar suas lavouras de soja. Apesar de já terem recebido licença de instalação, os estudos de impacto ambiental das cinco usinas estão sendo questionados por representarem um risco à ictiofauna do rio Juruena, prejudicando também a alimentação de diversos grupos indígenas que vivem na região.

Por Redação ((o))eco
12 de junho de 2007

Corajoso

O Distrito Florestal Sustentável da BR-163 precisa de um chefe e até o dia 30 de junho o Serviço Florestal Brasileiro aceitará currículos de candidatos, que precisarão morar em Santarém, no Pará. O interessado deve ser brasileiro, com experiência no setor de manejo florestal ou rural, com conhecimento de informática, boa redação em português e comunicação em inglês e espanhol. Mais informações no site do SFB.

Por Redação ((o))eco
12 de junho de 2007

Faz-tudo

Como se não fosse pouco, João Paulo Capobianco acumulou mais uma função. Foi designado pela ministra Marina Silva como Diretor Nacional do Projeto de Assistência Técnica para Agenda da Sustentabilidade Ambiental. Ele se divide ainda na presidência do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e como secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente.

Por Redação ((o))eco
12 de junho de 2007

Prêmio

A Fundação do Meio Ambiente de Santa Catarina (Fatma) abriu inscrições para o prêmio Fritz Muller, concedido a empresas que se destacam no controle da poluição. Os interessados têm até o dia 31 de julho para procurarem as coordenadorias regionais da fundação.

Por Redação ((o))eco
12 de junho de 2007

Ordem

A tucanagem passou dia inteiro no hotel Glória, no Rio de Janeiro, discutindo que postura o PSDB deve adotar em relação ao aquecimento global. Ao final do encontro, resolveram descer do puleiro. O tucano- rei, Fernando Henrique Cardoso, mandou o partido defender que o Brasil assuma metas de redução de emissões de poluentes na atmosfera e o desmatamento zero na Amazônia.

Por Carolina Elia
11 de junho de 2007

Redução

A nova postura tucana, se for para valer, deve reduzir primeiro o tamanho da bancada pessedista no Congresso, onde estão abrigados alguns dos mais ferrenhos guardiães de interesses ruralistas do país.

Por Carolina Elia
11 de junho de 2007

Vanguarda do atraso

Em público, Fernando Henrique não explicou porque, em 8 anos como presidente, foi incapaz de impor metas de redução e conter o desmatamento na Amazônia. Privadamente, disse que os responsáveis por ter feito um governo tão retrógrado do ponto de vista ambiental foram os diplomatas abrigados no Itamaraty.

Por Carolina Elia
11 de junho de 2007

Querer não é poder

A festa que a ministra Marina Silva planejou para o Dia do Meio Ambiente, no último dia 5 de junho, não aconteceu. O anúncio de diversas unidades de conservação ficou no papel, ou melhor, ficou parado nos escaninhos da Casa Civil. Eis algumas das reservas e parques que não passaram no crivo de Dilma Rousseff: Parques Nacionais do Mapinguari e do Lago Jari, no Amazonas, Reservas de Vida Silvestre do Rio Tibagi, no Paraná, e do Una e do Rio dos Frades, na Bahia. Além disso, não se concretizaram 8 reservas extrativistas, entre elas a do Xingu, no Pará, e do Médio Purus, no Amazonas.

Por Redação ((o))eco
11 de junho de 2007

Homem do saneamento

Saiu nesta segunda-feira a nomeação do Diretor do Departamento de Ambiente Urbano da Secretaria de Recursos Hídricos do Ministério do Meio Ambiente. Trata-se de Silvano Silvério da Costa, figura que por anos militou à frente da Assemae, a associação de empresas municipais de saneamento. Costa, que já foi diretor da empresa de saneamento de Guarulhos, tem um histórico de disputas com as companhias estaduais de água e esgoto, como Sabesp e Cedae. Defende com unhas e dentes mais poder para os municípios nas políticas de saneamento.

Por Redação ((o))eco
11 de junho de 2007